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Sérgio, esclarece-me, por favor, um ponto: o Brasil está realmente proibindo o ingresso de negros haitianos necessitados em favor dos europeus, ou estás, em tese, propondo uma tal discussão?

CARO JUCEMIR, SÓ REPRODUZI O QUE VI HOJE NO JORNAL.ACHEI INTERESSANTE A MANEIRA COMO A COISA FOI COLOCADA PELO PROF. JORGE, DA UERJ. SE VC. ESTIVER NO RIO , DÊ UMA OLHADA NO GLOBO DE HOJE. FOI SÓ ISSO, GRANDE ABRAÇO,   S. BRAGGA

????????????????????????????

 CARO bRANCA, VI ESTA MATÉRIA HOJE NO JORNAL, E NA VERDADE QUEM LEVANTA A QUESTÃO É UM PROFESSOR DA UERJ, SOCCIÓLOGO, QUE DIZ QUE ESTA PRÁTICA É CORRIQUEIRA NO BRASIL DESDE TEMPOS LONGÍNQUOS.

CHAMA-SE JORGE O PROFESSOR E MMOSTRA COM DADOS CONCRETOS QUE ISTO FAZ PARTE DE UMA POLÍTICA DE

"BRANQUEAMENTO" DO BRASIL , ELE GARANTE QUE EXISTE UM NÚMERO SIGNIFICATIVO DE PESSOAS AQUI QUE SÃO

A FAVOR DE TAL PRÁTICA, E QUE SE NADA FOR FEITO ESTAREMOS CAMINHANDO PARA UMA EUROPEIZAÇÃO DO BRASIL,NO CASO DOS HAITIANOS, SOA AIND MAIS ESTRANHA A BARRAÇÃO DEPOIS DE TANTAS IDAS E VINDAS DO GOVERNO ÀQUELE PAÍS APÓS O TERREMOTO, SEGUNDO ELE, SE NO MEIO DOS HAITIANOS VINDOS PARA CÁ, EXISTEM VÁRIOS COM FORMAÇÃO SUPERIOR EM VÁRIAS ÁREAS, FICA PARECENDO RACISMO NÃO SE APROVEITAR TAL MÃO DE  MUITO MAIS NECESSITADA DO QUE A MÃO DE OBRA VINDA DA EUROPA, PARECE REALMENTE QUE O OBSTÁCULO É A COR DA PELE,SEGUNDO O PROF. JORGE.ACHEI INTERESSANTE E FIZ A COLOCAÇÃO..GRANDE ABRAÇPO DO TEU AMIGO  S.BRAGGA..

Se tal fato aconteceu então me parece uma medida politica, o Brasil esta se inserindo entre as grandes potencias economicas de primeiro mundo, isso gera consequencias negativas...Como alguem que quer se elitizar esse pais ao entrar no seleto grupo tera que se adequar a certas normas exigidas por paises do primeiro mundo, uma delas é retalhar a imigração e evitar que o "lixo" entre no país..

  Caro Jucemir, complementando minha resposta à sua pergunta, está sim. Montaram um posto de aduana com a polícia federal na fronteira de brasil com a colômbia, a cidade chama-se iñapuri, e tem uma ponte dividindo a área,dali os haitianos não podem mais passar sem que tenham visto;parece uma coisa com sentido duplo, senão vejamos,se o brasil é até hoje um dos países que maior suporte tem oferecido ao haiti,tendo inclusive perdido lá figuras exponenciais de sua sociedade,vide sergio e zilda, porque agora deveria oferecer resisitência aos que buscam oportunidades aqui, já que sendo o país que mais cresceu na região seria natural que assim fôsse, a procura de uma chance aqui, haja vista em dois anos nada haver sido feito no haiti em matéria de melhorias para aquelas pessoas. o discurso de brasília parece ser realmente só discurso,pois semana retrasada o governo brasileiro apresentou um plano em que a proposta é nada mais nada menos do que implementar a vinda de pelo menos cem mil europeus, soa ou não soa estranho......

Sérgio, agora que reformulaste  a questão, de maneira clara e concisa, já se pode discutir.

Vejamos alguns pontos.

“o Brasil é até hoje um dos países que maior suporte tem oferecido ao haiti”

O que o governo brasileiro mandou para o Haiti foram SOLDADOS.

Não sejamos ingênuos.Não confundamos a face visível e midiática - determinada por estratégia políticomilitar – com preocupação humanitária.

Zilda Arns, sim, estava no Haiti por razões humanitárias.Porém, a meritória ação de Zilda não tem relação com a política do estado brasileiro.Só soubemos que Zilda estava no Haiti por causa do noticiário sobre o terremoto.

“porque agora deveria oferecer resisitência aos que buscam oportunidades aqui, já que sendo o país que mais cresceu na região seria natural que assim fôsse, a procura de uma chance aqui, haja vista em dois anos nada haver sido feito no haiti em matéria de melhorias para aquelas pessoas.”

Talvez haja aqui uma ligeira incongruência. Se nada foi feito, como podes afirmar que“o Brasil é até hoje um dos países que maior suporte tem oferecido ao Haiti”?

Até onde sei, além de alguns dólares – parece-me que, em parte, contribuição de particulares -o Brasil se limitou a mandar militares para o Haiti.

Permito-me aqui uma observação en passant: pesado o custo-benefício, - afinal de contas, sem embargo de abalo císmico, a probabilidade estatística de baixa em serviço no Haiti é bem menor que aquela de um policial militar morrer em confronto no Rio de Janeiro - creio que seja vantajoso para um militar brasileiro se voluntariar com “smurf” (apelido dado, se não me engano, pelos bósnios, aos soldados da ONU - devido ao capacete azul).

Para oficiais, sargentos e soldados, um ano no Haiti , salvo melhor informação,certamente , além de um soldo bastante engordado – e , talvez, para a maioria, isto seja o principal –, tem grande peso na ficha de alterações do histórico do militar, em termos de benesses.

Quanto a impedir a entrada de haitianos e permitir o ingresso de europeus profissionalmente qualificados isto responde a interesses de uma economia capitalista.Entre um estrangeiro capacitado para suprir lacunas técnicas de mão de obra e um estrangeiro sem qualificação que engrossará o número de outros tantos nativos na mesma condição , eu pergunto: “Segundo tal a priori, a quem tu darias preferência?”

Se quiseres discutir a partir de determinadas premissas – pragmáticas? economicistas? capitalistas? capitalísticas? debordianoespetaculares? (Ando muito confuso, não sei qual qualificativo usar.) -  são estes os fatos.

Porém, se preferires uma crítica a partir de outro referencial ideológico, fica à vontade.

“o discurso de brasília parece ser realmente só discurso”

Não sei se prestaste atenção: o discurso de Brasília – não importa quem lá esteja - parece ser só discurso em relação a um sem-número de problemas.

............................................

Sérgio, vou te provocar...

...O que achas da Copa do Mundo no Brasil e da olimpíada no Rio de Janeiro?

............................................

Procurei artigos do professor Jorge Silva – coronel aposentado da PM carioca – sobre a questão dos haitianos e só encontrei este : http://www.jorgedasilva.blog.br/.

Posso me enganar, mas, segundo meu juízo, ele faz uma certa confusão entre política de branqueamento durante a gestão Getúlio Vargas, a atual facilitação de entrada de europeus e a restrição à entrada de haitianos.

Seria necessário algum escrito mais consistente para animar a discussão.

............................................

Amistosamente.

Jucemir

  Caro Jucenir, não penso que seja necessário haver animação para "discussões", não é essa a idéia do Café,discussão na verdade é uma forma eufêmica para "debate", as pessoas tem aqui a oportunidade de fazerem suas colocações de forma absolutamente democráticas , contribuindo assim para seu maior conhecimento individual nesta troca de informações.

                                                                                   S. Bragga

Sem dúvida, Sérgio.

Porém, discutir sobre uma base teórica ou factual mais concreta enriquece qualquer debate.

Concordas?

  Jucenir eu NÃO REFORMULEI A QUESTÃO, pois a matéria não é minha, só reproduzi o que li no jornal  O GLOBO  de 21/01/2012.

Sérgio, o título do tópico não era “Será correto o Brasil proibir a entrada dos negros necessitados do Haiti em favor em favor dos europeus.”?

Convenhamos que existe uma substancial diferença entre esse anterior e o atual  - “O Brasil deve aceitar a atual imigração haitiana?”

Logo, é claro que refomulaste a questão.

JUCENIR SUGIRO QUE VC. DÊ ESTAS RESPOSTAS AO PROF. JORGE QUE EU NÃO CONHEÇO. OUTRA COISA ,NÃO SOU MILITAR, MAS POSSO TE GARANTIR UMA COISA , NÃO SÃO SÓ CIVIS OS SERES CAPAZES  DE PENSAR,ALIÁS, EXISTEM MUITOS CIVIS FAZENDO UM "MONTE" E SE ACHANDO BAMBAS. SOU GEODESISTA POR FORMAÇÃO E ME NEGO A DISCUTIR BRASIL COM NÃO O CONHECE PROFUNDAMENTE, NÃO FALO SOBRE TEORIAS, FALO SOBRE AS COISAS QUE JÁ VI, E TENHO QUASE SETENTE ANOS,PORTANTO, VOU LHE PEDIR UM FAVOR, LEIA MAIS O ENUNCIADO DAS  MATÉRIAS E DEPOIS ENTÃO FAÇA SUAS COLOCAÇÕES DE MANEIRA EQUILIBRADA.

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