Em tempos de "escrachos" e Comissões da Verdade pergunta-se- Busca-se a verdade ou a vingança? Deveriamos então rever e buscar a verdade em todas as demais situações históricas onde minorias foram perseguidas, torturadas e mortas ?- Índios e negros por exemplo...
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Permalink Responder até Jaime Magalhães Morais em 28 setembro 2012 at 14:43
Nós estamos a cada dia reescrevendo a História. Principalmente se novas categorias são inseridas como estudo. Um estudioso apesar de ter origens dentro de determinada classe ou setor social, jamais pode ser parcialista ao ponto de deixar-se trair pela intolerância com outros seres execrados pela sociedade. Somos seres humanos, suscetíveis aos mais extremados exageros a depender das situações que se apresentam. Dos que se tentam se agarrar ao poder, a mais ínfima parcela social que parcamente tenta se fazer imperceptível dentro da política. Mas, tem uma participação. Não quero com isso defender a Comissão da Verdade, mas defender o acesso a todos os estudiosos aos documentos que comprovam as distorções que sofre nossa curta História. Desde o período mais remoto quando populações foram dizimadas sem direito a defesa, ou se houve defesa, esta foi feita num confronto desigual e se apropriaram de territórios que ainda hoje são motivo de rixas. O que hoje tentamos ainda que não sejamos juristas, é equilibrar o modo de se escrever e ensinar a História.
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 28 setembro 2012 at 15:15
Olha, Brancaleone, nós não somos juízes dos mortos, e o uso político que se faz do conhecimento histórico às vezes é bem controverso - a Comissão da Verdade é um ótimo exemplo disso. Agora, fora dessas apropriações políticas, a cada vez que um pesquisador se aprofunda num tema ele está revendo o que até então se considerava verdade.
Já que você mencionou os índios: antigamente a visão da conquista da América era totalmente eurocentrada, era como a chegada da civilização ao continente. Depois, com a história de baixo, se começou a adotar o ponto de vista dos derrotados (mas só enquanto derrotados), e a conquista virou uma barbárie sem igual. Ultimamente, surgem tentativas de equilibrar um pouco a perspectiva e mostrar, entre outras coisas, que os índios não eram coitadinhos passivos e que eles também tentavam usar a ajuda dos europeus para resolver os seus conflitos com outros grupos rivais. Por isso é que foi tão fácil para Cortez conquistar os astecas, porque os povos recém-conquistados pelos astecas viram uma chance de se libertar. Não deu certo, claro, mas era uma aposta que fazia sentido no momento. Quem trata bem disso é o Sete mitos da conquista espanhola, do Matthew Restall. Faz falta um livro desses para os índios do Brasil, que ficam sempre entre toscos atrasados ou coitadinhos...
Se você tiver uns minutos livres, podia conferir o último texto do Carlos Fico no blog dele(http://www.brasilrecente.com/), e passar sua opinião? Adiantando, achei muito interessante a proposta dele de que a Comissão não ficasse só na opressão à luta armada, e investigasse os desmandos do dia-a-dia, que atingiram uma parcela bem maior da população, como censura, gente sendo punida porque foi delatada por um inimigo pessoal, etc. Seria uma chance de resgatar o efeito da ditadura na vida do povo em geral, que não era feito de guerrilheiros de esquerda, e tiraria esse ar de ranço revanchista que muitos sentem que existe nas investigações da Comissão...
Permalink Responder até Brancaleone em 28 setembro 2012 at 19:43
Me lembra o personagem de 1984 de Orwell, que tinha por ofício reescrever o passado ao sabor do presente, conforme determinava o grande irmão.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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