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A partir de quando podemos pensar o anticomunismo no Brasil? Como ele se originou e disiminou dentro do imaginário da imprensa Brasileira? a partir de 1930 no estado novo? e porque no estado novo? o que tem de novo nos Anos 30 que contribuem para a ampliação disseminação do imaginário anticomunista ?

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Respostas a este tópico

Olha, andei pesquisando em alguns jornais sobre educação e é claro, você se depara com todo tipo de notícia. A demonização do comunismo no meu entender foi uma transmigração de imaginários já existentes nos antepassados, porém, cpara inimigos diferentes. Veja, eu tenho 50 anos. Meus avós contavam estórias da moura torta, que não outra coisa senão o sentimento de aversão que os portugueses tinham contra os mouros devido a invasão muçulmana na Peníncula Ibérica. Isso foi transmutado para o Brasil com o imaginário próprio de que tudo o que fosse muçulmano. Depois vieram as perseguições aos judeus, a instalação do Santo Ofício no Brasil e aí surgiram várias lendas de judeus que comiam criancinhas e outras coisas. Se formos pesquisar, os "monstros" são os mesmos: capetas, chifres, comedor de fígado de crianças, acrescentando alguns elementos como a cor vermelha do partido dos trabalhadores, a barba e o bigode de Fidel Castro, e aí, é só criar alguns boatos para a coisa toda tomar ares de verdade.

No Brasil não é forte o discurso da consciência de classe. O trabalhador, mesmo pobre, pensa como um milionário temporariamente prejudicado. Muito raramente um brasileiro comenta a classe social a que ele pertence ou deixa explícito participar de uma classe social, ao contrário dos europeus. O mesmo fenômeno também acontece nos USA. Penso que a intensa mobilidade social na América favoreceu bastante isso. E os africanos e índios internalizaram bastante as ideias do colonizador, desde a colônia.

Lula é um exemplo bastante curioso: irmão de um militante do PCB, parece não ter achado conveniente essa informação e boicoto-a em seu filme biográfico Lula, O Filho do Brasil. O PT nasceu antissoviético, ressalvando somente a experiência cubana (que já propunha aos demais países o reformismo e não o guevarismo) e Trotsky (sempre num recorte antissoviético). Lula surgiu como um forte argumento antileninista: ele seria a prova de que a consciência nasce espontaneamente na classe trabalhadora.

Oi, Felipe.

Interessante a sua questão!

Que conceito de imaginário você está pensando?

Como você entende a ideia de imaginário? Talvez essa definição nos ajude a responder a pergunta principal.

olá, Bruno. Obrigado pelo interesse em participar.

Penso o imaginário dentro do campo social e das representações coletivas e que o imaginário é histórico e datado, ou seja, em cada época os homens constroem representações para conferir sentido ao real. Sendo ao “real” que podemos perceber através das palavras, por meio do discurso nos jornais, revistas, cartas, letra de músicas, cânticos ou sermões etc., através do som, dos ritos, imagens, das práticas, da materialidade ou ordenamento do campo ou da urbe entre outras variadas formas pela qual se expressa o imaginário...E pensando a construção desse conceito de Anticomunismo que não é necessariamente um sujeito visível visto que não é apenas a negação do comunismo enquanto atividade ou organização politica mas o que ele representava." Os  fantasmas criados serviam de trampolins simbólicos que levavam a progressão conjunta dos medos, ódios e esperanças.São então prenhes de significação social" Como aponta Bronislawm Baczko em Imaginação social. 

Segundo Rodrigo Patto Sá , o anticomunismo no Brasil data, de forma expressiva, a partir da década de 1930, marcada pelo manifesto de Prestes contendo a sua pública adesão ao comunismo. As ondas grevistas e a chamada "Intentona Comunista"ajudaram a fomentar o movimento. O autor, no entanto, classifica de anticomunismo secundário aquele anterior à década de 1960, quando,  sob o impacto da Revolução Cubana, a América Latina é lançada no centro da Guerra Fria. No  Brasil, a principal consequência foi o acirramento do anticomunismo. MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Em guarda contra o "perigo vermelho".O anticomunismo no Brasil. São Paulo, Perspectiva/Fapesp, 2002

Conforme o contexto, pode ser tudo isso. Veja aqui:

http://apaginavermelha.blogspot.com.br/2012/12/mundo-o-que-as-vitim...

Olá Rafael !

Entendo o Anticomunismo pela forma mais simplista como discursos constituídos também de praticas contra as ideias Comunistas ou que remeta qualquer noção ao comunismo...E que pertence sim ao campo do imaginário e consequentemente a uma mentalidade e ideologia dentro de um grupo produtor...intelectuais,religiosos,políticos,imprensa,organizações partidárias, entre outros...enquanto a "senso comum"...vemos que no campo de produção a racionalidade entre o seculo XIX e XX  foi principio fundamental para legitimação do poder... Mas creio que também seja possível pensar como Aponta Carla Simone Rodeghero em Contribuições para o estudo do anticomunismo sob o prisma da recepção. Esse "senso comum" ou representações diferentes da divulgada dentro do campo da recepção como era recebido esses discursos pela população leiga e como eles (re)significaram a noção de  terror desse comunismo que era recebido de outras maneira e não apenas pela leitura.

Não sou especialista sobre comunismo, mas o que posso dizer é que a resistência contra as doutrinas socialistas é bem anterior aos anos 30. Até por que as greves anarquistas e comunistas já não acontecem na Primeira República?

Penso que o dito comunismo instalou-se no Brasil após a revolução de 1924 (a coluna Prestes) que vendo a miséria pelo País adotou a Doutrina e que com a revolução de 1930 com a Ditadura Vargas houve larga pressão dos burgueses da época para o combate ao comunismo, pois poderia acender a chama de uma revolução proletária.

A própria esquerda brasileira é anticomunista:

http://pt.scribd.com/doc/83855733/O-convite-ao-anticomunismo

O pessoal da Comunidade Stálin me chamou a atenção para o fato de que não foi o Stálin e sim o poder soviético que foi responsável por todas essas medidas.

Essas medidas salvaram as vidas de milhões de europeus, uma vez que permitiram a vitória contra Hitler.

Aliás, deve ler Stálin apenas como signo do poder soviético. Ele, na verdade, era, segundo o próprio presidente americano Truman, prisioneiro do comitê central, alguém que tinha menos poder do que o presidente norte-americano. Inclusive, no final do seu período, ele pretendia renunciar aos cargos, mas o coletivo não permitiu. Como ele estava doente, havia um sistema rotativo. Ditador rotativo é novidade.

Sim, Chauí fecha com a teoria da revolução permanente de Trotsky --curiosamente, uma teoria datada de 1906, ou seja, ainda de quando ele era menchevique.

É um absurdo ele dizer que essa revolução foi feita contra toda expectativa marxista. Lenin teorizou essa possível revolução no Teses de Abril. O próprio Marx chegou a especular a respeito de uma possível revolução na Rùssia, mas bem no fim da vida e apenas brevemente. Isso está em Marx, Vida e Obra, do Leandro Konder, p. ex.

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