Definir o que significa arte não é uma tarefa fácil...
Mas, mesmo não sendo especialistas no assunto todos nós identificamos algumas produções como arte, não é mesmo?
mas, o que nos leva a considerar isso ou aquilo como sendo arte?
será que nos deixamos levar pelos rótulos estabelecidos por instrumentos específicos da nossa sociedade que rotulam o que ou não arte, ou buscamos compreender o valor histórico de tais obras, a visão de mundo do artista... ou seja, será que consideramos aspectos não formais que a constituíram?
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 28 junho 2012 at 12:01
só a prosa, a poesia nos torna sonâmbulos
A poesia continua viva e bem, mas mudou de mídia: os grandes poetas da atualidade são compositores musicais.
Permalink Responder até Bruno Leal em 29 junho 2012 at 9:59
Mas acho complicado a arte ter esse caráter messiânico. Assim, como classificar quais são melhores que outras. Não?
Permalink Responder até Gleison Gonçalves Ferreira em 6 janeiro 2013 at 22:25
Acredito, aí trazendo os estudos da Antropologia da Dança, que a "arte" expressa o que Chartier chamou de Representação, e pois um campo muito dificil de se delimitar, pois o que chamamos de arte, pode não ser arte para outra cultura, assim a definir, pura e simplismente, estariamos cometendo os mesmo "centrismo" que tanto buscamos atacar. Gosto muito da compreenção de Giselle Carmago, para ela a "arte" seria um um "deposito de relações sociais", que são solicitadas, contratadas, financiadas, ou simplismente criadas, produtos de intensa relação de troca, e dotadas de intenção e valores culturais, sociais, educacionais, dentre outros, aém de passiveis de (re)significação, o que torna sua criação um processo sem fim.
Boa Noite.
Permalink Responder até Professor Americanista! em 10 fevereiro 2013 at 12:01
De acordo com Giselle Camargo o que NÃO seria artístico, Gleison??
Permalink Responder até Gleison Gonçalves Ferreira em 10 fevereiro 2013 at 13:18
Rafael, Boa Tarde,
Como antropologa a professora Camargo acredita que não é "arte", ou artistico, aquilo que não tem intenção de ser. Um grupo define algo como arte, para você pode não ser, mas para aquele grupo é, dessa forma foi definido e criado com essa intenção, sendo assim de torna "arte", agora algo que não foi criado para tal e não é definido por nenhum grupo com arte, não será. Certo?!
Permalink Responder até Brancaleone em 10 fevereiro 2013 at 12:22
bom, então segundo a tal de Gisele qualquer coisa pode ser arte, qualquer coisa mesmo - digamos que alguem intencionalmente ingira tintas de cores diferente e, feitos os processos digestivos, defeque um "resultado" colorido...
Isso é arte?
Permalink Responder até Professor Americanista! em 10 fevereiro 2013 at 13:48
arte: capacidade de fazer algo, do latim ars!
Não tem nada de sentimento!
Isso é romantismo!
Permalink Responder até Gleison Gonçalves Ferreira em 11 fevereiro 2013 at 9:37
Se foi criada para tal, a arte é um processo de criação, se uma pessoa sobrevivesse após ingerir uma série de tintas e defecasse de forma colorida, o que é impossivel graças ao processo unificador das cores, por que não seria arte... Arte é aquilo que definimos como tal.
Permalink Responder até Brancaleone em 11 fevereiro 2013 at 21:10
Ou seja, literalmente qualquer coisa (qualquer coisa mesmo!!) pode ser definida como arte por alguem...
Permalink Responder até Professor Americanista! em 12 fevereiro 2013 at 0:13
Qualquer coisa que tenha sido resultado de um trabalho, criado por alguém, talvez mesmo sem ter havido a intenção!
Permalink Responder até Professor Americanista! em 13 fevereiro 2013 at 5:04
A história que é uma ciência, também pode ser considerada uma arte?
Permalink Responder até Semíramis libonati em 13 fevereiro 2013 at 22:27
Não! Pois não haveria a história da arte! Se fosse assim, todas as ciências seriam arte. Acho que é só uma questão de expressão, por exemplo, a "arte da Matemática". Pode-se fazer arte com números!! Arte e História caminham de mãos dadas, a arte está inserida na história porque é considerada fonte histórica.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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