O periodo de Chumbo brasileiro (1964/1985 - Ditadura Militar), foi um dos periodos mais ricos em termos de cultura musical, teatral e cinematográfica. A hegemonia cultural de esquerda foi uma das responsáveis por tamanha efervescência. A musica, durante o periodo ditatorial, desempenhou um papel significativo de resistência? Houve uma parcela de artistas "alienados" como acusava a esquerda? Como a musica propunha soluções para uma sociedade mais justa, igualitaria, humana e democrática? Que tipo de engajamento propunha alguns artistas?

Exibições: 1385

Anexos

Responder esta

Respostas a este tópico

Não só a música, mas também todas as manifestações artísticas são o retrato de uma época. Durante o Regime Militar a música de contestação, na minha opinião, representou sim um grande movimento de resistência. O fato que corrobora para essa afirmativa são as perseguições que o regime fez aos artistas contestadores da época, Chico, Gil, Caetano, Geraldo Vandré e etc. Os festivais tbm desempenhavam um papel relevante.

Na verdade, as músicas não propunham tantas soluções, eram mais de denúncias e contestação do próprio regime ou de críticas a sociedade brasileira.

Uma leitura interessante sobre esse assunto está no livro Sem Receita de José Miguel Wisnik, no artigo que se chama: "O Minuto e o Milênio ou por favor professor, uma década de cada vez. Para quem se interessa pelo assunto, vale a pena a leitura.

Abraços
Caros colegas,
Durante a ditadura todos os acontecimentos acabaram se refletindo no setor cultural, os artistas também se dividiram tomando posições diferentes. Na música ficou bem mais clara essa divisão, de um lado os que buscavam um afrontamento direto ao regime, questionando e criticando a realidade da sociedade e de outro os que ascendiam com o regime e com a mídia crescente, a contra-cultura de forma alienante. Os anos 60" foi o período mais acirrado dessa batalha no campo cultural e político, consolidado o período de chumbo e o milagre economico do regime e o esmagamento e derrota da esquerda no campo político, a nossa cultura e principalmente a música, não se produziu nada progressista até o início da redemocratização.
Bibliografias interessantes sobre o assunto:
ALBIN, R.C. Livro de Ouro da MPB: A histório de nossa música popular de sua origem até hoje - RJ - 2003;
ALMEIDA, C.A. Cultura e sociedade no Brasil - Discutindo a História - SP - 1996
BAHIANA, A.M. Nada será como antes: MPB nos anos 70 - Retratos do Brasil - RJ - 1980
Abraços. Alcebíades.
Censurada na ditadura; depois, um hino de ecologia:

Voa, macuco
Voa, viúva
Utiariti
Bico calado
Toma cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí

Ei, quero-quero
Oi, tico-tico
Anum, pardal, chapim
Xô, cotovia
Xô, ave-fria
Xô, pescador-martim
Some, rolinha
Anda, andorinha
Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti
Bico calado
Muito cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí

RSS

Links Patrocinados

Cine História

Era uma vez em Nova York

Acaba de chegar aos cinemas brasileiros o filme "Era uma vez em Nova York", do diretor James Gray ("Amantes", "Os Donos da Noite").

Sinopse: Em 1921, as irmãs polonesas Magda (Angela Sarafyan) e Ewa Cybulski (Marion Cotillard) partem em direção a Nova Iorque, em busca de uma vida melhor. Mas, assim que chegam, Magda fica doente e Ewa, sem ter a quem recorrer, acaba nas mãos do cafetão Bruno (Joaquin Phoenix), que a explora em uma rede de prostituição. A chegada de Orlando (Jeremy Renner), mágico e primo de Bruno, mostra um novo amor e um novo caminho para Ewa, mas o ciúme do cafetão acaba provocando uma tragédia.

café história acadêmico

Maquiavel: confira na íntegra a dissertação "O Fantasma de Maquiavel: Antimaquiavelismo e razão de Estado no pensamento político ibérico do século XVI", defendida por Bruno Silva de Souza, Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

EVENTO EM DESTAQUE

Parceiros


Fotos

Carregando...
  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

Atenção!

O Café História respeita a opinião de todos nos mais diversos espaços da rede. Reserva-se, no entanto, o direito de suspender textos de teor ofensivo, agressivo ou que sustente preconceitos de qualquer ordem, que promovam a violência ou que estejam em desacordo com o bom senso e as leis brasileiras. Da mesma forma, o Café História poderá suspender membros que publiquem este tipo de conteúdo. Se identificar algum conteúdo ofensivo ou comportamentos inadequados, por favor notifique-nos: cafehistoria@gmail.com

© 2014   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }