Entre as décadas de 1920 e 1940, para além apenas do Integralismo, qual foi o grau de recepção das ideias fascistas no Brasil?
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Não sei nem tenho absoluta certeza, mas o centralismo existente no Pais é absurdo. Pretender que regiões sejam iguais, e consequentemente regidas por uma mesma forma legal, entendo ser absurdo. Creio que o Pais estaria bem melhor e desenvolvido se cada Estado cuidasse de si.
Permalink Responder até Brancaleone em 9 agosto 2012 at 15:02
Periodos de crise são sempre terreno fertil de onde brotam as idéias estapafúrdias. O nazismo surgiu numa Alemanha hiperinflacionada, Chávez apareceu na Venezuela numa crise política. Quando o povo perde a já pouca fé nos líderes democráticos atiram se nos braços de qualquer aventureiro que proponha fartura a troco de pouco trabalho ou qualquer outra forma de mudança.
No Brasil não foi diferente alem de que as oligarquias da época viam no fascismo uma espécie de ordem, a imposição necessária dum sistema rígido.
Permalink Responder até Jorge Figueira em 16 agosto 2012 at 11:25
Creio que não foram apenas o Integralismo que recepcionou algumas características do Fascismo Italiano, os Movimentos Patrianovista e a Frente Negra Brasileira em certos aspectos também incorporaram estas características, sejam elas estéticas ou doutrinarias.
Sobre o Integralismo sou criador de um blog que tenta resgatar a memória do Partido que recepcionou, em sua grande maioria, os camisas-verdes apos o fim do Estado Novo (1937-1946), acesse: www.historia-do-prp.blogspot.com
Permalink Responder até Alcebíades de Lima Oliveira em 16 agosto 2012 at 14:24
Permalink Responder até Brancaleone em 16 agosto 2012 at 23:38
Anauê!!!!
Tem um texto de Plínio Salgado onde o nome de minha bisavó, Maria Luiza Flores de Carvalho (vó Mariquinha) é citado. Até uns tempos atrás eu tinha recorte amarelado dum jornal. Não sei aonde foi parar.
Ela apoiava o Integralismo.
Permalink Responder até Jorge Figueira em 20 agosto 2012 at 10:36
Brancaleone, boa tarde, por acaso teria alguma imagem deste artigo?
Outrossim, aproveito a oportunidade para indicar meu blog sobre a historia do Partido de Representacao Popular - PRP (1945-1965), www.historia-do-prp.blogspot.com
Permalink Responder até Semíramis libonati em 17 agosto 2012 at 0:17
Nas décadas dos anos 20 e 30, havia o contexto histórico de crise do pós - guerra e Crise Econômica Mundial do Capitalismo, que expressaram a fragilidade das democracias liberais, portanto, o Totalitarismo em sua expressão fascista transformou-se em uma tendência ideológica que apresentou soluções que os grupos conservadores e burgueses preferiram diante da própria ascensão do comunismo, e tais soluções estavam voltadas ao intervencionismo estatal. No Brasil, além do Integralismo nacionalista, houve toda a postura totalitarista de Getúlio Vargas em suas políticas trabalhistas e nacionalismo econômico. O intervencionismo, o autoritarismo, o corporativismo , o centralismo, que são princípios fascistas estão implícitos na constituição ditatorial de 1937, que instituiu o Estado Novo. A Própria CLT é influenciada pela Carta del Lavoro italiana. O fascismo também é identificado na educação nacionalista e manipuladora, onde há o culto ao líder Getúlio Vargas. Nas cidades onde havia uma população de imigrantes italianos, nas escolas italianas, há a preocupação de serem repassados os valores nacionalistas do fascismo. Meu pai é filho de italianos e estudou na escola Dante Alighieri. E esse fato estava relacionado a uma preocupação do governo italiano em manter sua população que vivia no estrangeiro com a mentalidade e comportamentos identificados com o modelo nacionalista do governo de Mussolini. E isso era comum entre as famílias de imigrantes, o vínculo era mantido através de livros impressos em Firenze. E é fato que o Brasil , entre os anos 30 ,era muito mais sintonizado com os países fascistas. Economicamente, havia aproximação econômica com a Itália e Alemanha, como a exportação de algodão. Por que os Estados Unidos se preocupou tanto em fazer uma política de boa vizinhança com os países latino americanos? No período da II Guerra Mundial, houve a escassez de carne no Norte do País, porque os pecuaristas faziam fornecimento ao Eixo. Bem, vejo que o grau de recepção das ideias fascistas foi bem intenso, e se pensarmos nos radicalismos extremistas da época, essa doutrina foi bem mais aceita que o comunismo.
Para além do integralismo, interessante, bom ressaltar que houve um partido nazista no Brasil com 2900 membros. Fazia suas festas com suásticas, organizou diversas associações como Juventude Hitlerista e tudo isso favorecido pela simpatia do governo varguista que só veio a mudar com a entrada do Brasil na guerra ao lado dos aliados.
Creio que elucidaria tal questão a leitura do livro abaixo cujo lançamento será nessa 6a.
Prezados amigos,
Convido-os para o lançamento do livro de minha autoria, Nazismo Tropical? O Partido Nazista no Brasil, resultado de minha tese de doutorado e prefácio do Prof. Renato Dotta.
lançamentos:
SANTO ANDRÉ
Casa da Palavra
Praça do Carmo s/n
24/08/2012 às 20h
CAMPINAS
ANPUH SP – XXI Encontro Regional de História
UNICAMP – Campinas –SP
5/9/2012 às 19h30
Ana Maria, como poderia obter livro morando fora de Sto. André ?
Permalink Responder até Jorge Figueira em 21 agosto 2012 at 11:16
Ola Ana Maria, o livro do veterano dos Centros Culturais da Juventude, entidade ligada ao Partido de Representação Popular - PRP (1945-1965) Sr. Rufino Levi D´ Avila, tambem foi selecionado para ser lançado durante o XXI Encontro Regional de Historia (ANPUH-SP), na UNICAMP - Campinas - SP, no dia 05/09/12, às 19h30.
Para maiores informações sobre o livro, acesse: http://www.historia-do-prp.blogspot.com.br/2012/07/livro-de-veteran...
Entrevista com Sr. Rufino: http://historia-do-prp.blogspot.com.br/2011/03/serie-entrevistas-ii...
Por fim, gostaria de parabenizar a Profa. Ana Maria pelo trabalho.
Obrigado,
Guilherme Jorge Figueira
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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