Mesmo sendo levantadas muitas semelhanças e diferenças entre esses dois movimentos, gostaria de ouvir outras opiniões a respeito para juntos podermos montar novas concepções.
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Permalink Responder até Bruno Leal em 28 novembro 2011 at 10:17
Há muitos trabalhos que trabalham com uma análise comparativa, Benildo. Eu sugiro a leitura da obra de Hannah Arendt, sobretudo aquela em que ela discute "Revolução". Você pode ler mais sobre esse trabalho dela: aqui: http://www.scielo.br/pdf/ln/n16/a12n16.pdf
Abraço!
Uma relação pouco mencionada no Brasil é que o apoio da França à insurreição norte-americana agravou a crise financeira do país contribuindo ainda mais para a desestabilização do governo de Luís XVI.
Na verdade, tanto a independência dos EUA quanto a revolução francesa se inserem no contexto mais amplo das disputas entre a França e a Inglaterra no século XVIII. Após a conquista do Canadá na Guerra dos 7 anos, a Inglaterra estendeu as fronteiras da antiga Nova França (atual Québec), passando a incluir os antigos territórios indígenas do atual meio-oeste americano (Ohio, Indiana, Michigan, etc.), e garantiu nessas regiões o livre exercício da religião católica romana e o uso do direito civil francês no lugar da "common law" inglesa. Esse fato causou uma forte reação dos colonos americanos que visavam expandir a fronteira das colônias (protestantes e anglófonas) para o Oeste, sendo mencionado explicitamente na Declaração de Independência:
"He (i.e. the King of Great Britain) has combined with others to subject us to a jurisdiction foreign to our constitution, and unacknowledged by our laws; giving his Assent to their Acts of pretended Legislation:[...]
For abolishing the free System of English Laws in a neighbouring Province, establishing therein an Arbitrary government, and enlarging its Boundaries so as to render it at once an example and fit instrument for introducing the same absolute rule into these Colonies. "
Ironicamente, os colonos americanos invocaram na Declaração de Independência um suposto "direito natural" de rebelião contra um "governante tirânico" (no caso, o Rei da Inglaterra) para justificar sua insurreição, mas, para conseguir seu objetivo, não hesitaram em se aliar ao Rei da França, esse sim um déspota absolutista ao contrário do seu equivalente inglês que, mesmo na época, já era limitado constitucionalmente pelo Parlamento britânico. A monarquia francesa, em princípio, não tinha interesse direto no conflito, mas viu o apoio militar e material aos rebeldes americanos como uma forma de enfraquecer a Inglaterra, que era sua principal adversária geopolítica tanto na Europa quanto em outras partes do mundo.
Como mencionado acima, porém, o custo do envolvimento francês na Guerra de Independência dos EUA foi uma deterioração ainda maior das finanças públicas da França sem nenhum benefício significativo em termos de reconquista de territórios perdidos como o Canadá (que permaneceu sob domínio britânico) ou vantagens preferenciais no comércio com os novos Estados Unidos independentes.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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