Amigos, trabalho e estudo em centros de memória mas ainda não consegui responder a uma pergunta que as vezes faço a mim mesmo: qual a verdadeira razão para a preservação da memória? 

Tags: memoria, preservação, razão

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Essa pergunta é muito complexa, porque preservar a memória é uma coisa muito complicada, não envolve só um questão mas diversas questões. Envolve se a pessoa que está relatando está falando 100% verdade ou está sendo incoerente em alguns casos.
Breno, tens razão, é difícil se obter essa resposta. Li um artigo que apresenta algumas ideias fundamentais sobre memória coletiva e experiência, de Halbwachs, mas o que consegui entender é que o indivíduo que lembra é o indivíduo "inserido e habitado por grupos de referência". Ainda não entendo com clareza qual o verdadeiro "valor" da memória para uma comunidade, apesar de que no fundo sei que há um "valor".

Carlos, acho que você não consegue responder, talvez, porque a formulação precisa ser mudada.

A palavra "preservação" contamina o debate. Quando falamos em memória, não estamos falando de um tempo estável, parado e que precisa ser protegido para nos dizer algo. Quem preserva é restaurador e antiquário. Quando lidamos com a memória em termos históricos o que estamos fazendo é extrair questões, problematizar sentidos e significados. Assim, temos uma "cultura de memória" ou "políticas de memória", porque memórias dão inteligibilidade ao nosso mundo. 

amigos estou abordando um pouco de memoria no decorrer de minha manografia, a memoria coletiva como a individual. a questão de memoria é como disse Carlos complexa, onde uns coloca ela como uma breve lembrança do passado, mais no meu entender a memoria é um "documento" vivo e que está sempre em analise e se transformando, uma pessoa ou grupo delas podem relatar uma historia que passa de gerações. nao se pode ter certeza de sua veracidade mais pode ajudar e muito a entender um pouco de como se desenvolveu tal comunidade e essa verdade da pessoa é sempre a verdade presente pra elas.

Não preservamos memória, preservamos registros. Registrar a memória (ou as memórias) parece-me importante para compreensão de nossa própria história. As narrativas revelam uma autocompreensão e os mecanismos que regem uma visão de mundo e dos fatos. Elaborar conjuntamente esses registros é legar às futuras gerações informações cruciais para a compreensão do nosso tempo, é fomentar e participar ativamente da elaboração de narrativas fundamentais à mobilidade do corpo social.
Não preservamos memória, preservamos registros. Registrar a memória (ou as memórias) parece-me importante à compreensão de nossa própria história. As narrativas revelam uma autocompreensão e os mecanismos que regem uma visão de mundo e dos fatos. Elaborar conjuntamente esses registros é legar às futuras gerações informações cruciais para a compreensão do nosso tempo, é fomentar e participar ativamente da elaboração de narrativas fundamentais à mobilidade do corpo social.

Amigos, que surpresa, postei essa questão em 2010, e fico contente pela colaboração de todos. Concordo com o colega Sergio, preservamos registros, e a memória é registrada, mas não um registro. Por aí né?

Abraços!

La preservacion de la memoria es muy importante por que ella es el sumun de un pueblo la base donde se teje su pasado ,presente y futuro donde las nuevas generaciones levantan la bandera.Existen diversos tipos de memorias que van desde la artistica hasta la colectiva,pero existe aquella que queda impresa en el imaginario que tiene una gran relacion con la segunda y viene en forma de relatos,tradiciones,heroes ddonde unidas a un folklore que sin dejar de ser mediador entre todos navega entre el pueblo .

Por eso necesario preservar la memoria sin ellas seriamos vacios consumidores que sin sentiddo se pierdden en los umbrales del tiempo sin pasado,presente o futuro.

 

Ignorar o passado é condenar-se a repetir os mesmos erros...

Os políticos a-do-ram a falta de memória do povo.

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