Quais as origens históricas das guerras contemporâneas entre Israel e Palestinos?

“Está provado é que a ONU não tem coragem de tomar uma decisão de colocar a paz lá. E não tem coragem porque os Estados Unidos têm poder de veto e portanto as coisas não acontecem”, disse o presidente Lula.

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Caros Senhores,


Massacres, chacinas, limpezas étnicas, a morte em larga escala. A História é pródiga nisto. Mas há que se fazer uma distinção entre guerra e assassínio. Na antiguidade a guerra era glorificada como importante instrumento de projeção da honra nacional e da pessoal. Era na guerra que o homem provava seu caráter, sua fibra, seu valor, sua nobreza, ainda que hoje isto nos pareça estranho. Lembro-me vagamente de um poema grego em que o autor fala do seu contentamento de marchar para a batalha na primeira fila. Pois bem, mesmo naquela época, a guerra obedecia a um código de honra, que embora não fosse escrito, como a atual Convenção de Genebra, dificilmente era quebrado, pois nenhum guerreiro quereria manchar seu nome. Guerra pressupõe exército contra exército, soldado contra soldado. Neste círculo, matar não só é legítimo quanto necessário.
Assassinar pessoas indefesas não é guerra, é covardia. Decerto que, na antiguidade, quando as muralhas de uma cidade eram rompidas, a população civil não era poupada. Mas isso fazia parte das regras do jogo, o tal código de que falei antes. Para escapar com vida, teriam que ter entregue a cidade antes da batalha.
Faço estas reflexões em função do comentário anterior, em que o autor parece querer justificar as atrocidades cometidas pelo exército de Israel contra a população indefesa palestina, como se ações legítimas de guerra fossem. Não existe um exército inimigo palestino a ser combatido com todo o poderio do exército, força aérea e marinha israelenses. Existe sim, uma organização pobremente armada, que mantém acesa a chama de os palestinos virem a ter um dia o seu Estado Nacional. Que Israel identifique e elimine seus inimigos vá lá. São as agruras da resistência armada contra um inimigo poderoso. Quem nela entra sabe o que lhe espera. Agora, usar essa resistência, que dispara foguetes artesanais sem direção, como justificativa para massacrar e humilhar todo um povo me parece demais. Não respeita qualquer código ou norma, antiga ou moderna, como se constatou no caso das proibidas armas de fósforo, hipocritamente negadas por Israel, em mais uma prova de que se trata de um Estado selvagem, que se apóia unicamente no poder das suas armas e na cobertura incondicional que lhe dá o seu "papai", os Estados Unidos.
Gostaria de estar contribuindo com o debate a respeito do tema anexando um trabalho em power point desenvolvido por um amigo, que tenho em meus arquivos, porém não sei como fazê-lo. Não sou muito conhecedor dessas ferramentas, alguém poderia me ajudar????
Anexos
Acho que deu certo.
Creio que este material sirva de auxílio didático nas aulas que tratarem do tema, para dar uma noção maior ao nosso alunado a respeito do assunto aqui abordado.
Gostaria de receber materiais desse tipo sobre quaisquer assuntos históricos para tb estar divulgando e trabalhando em minhas aulas. Possuo mais materiais desenvolvido por mim e meus proprios alunos do ensino médio. Prometo manter a fonte, mesmo que faça algumas adequações a minha realidade.
Espero contato.

Silvio.
Duas importantes questões sobre Israel.

Primeira questão

Considerando que:

- os Estados Unidos praticam uma política imperialista
- interesses econômicos norte-americanos estão disseminados pelos quatro cantos do mundo
- a política externa yankee é orientada para proteger esses interesses.
- no Oriente Médio a riqueza mais cobiçada é o petróleo
- essa riqueza petrolífera está concentrada em países muçulmanos
- por um certo tempo, a quase totalidade dos países muçulmanos era inimiga declarada de Israel.
- a aliança dos EUA com Israel era (e ainda é) fator de embaraço para Washington, em suas relações com esses países muçulmanos
- apesar do fim da Guerra Fria, que poderia lhe fornecer justificativa "ideológica", a aliança dos EUA com Israel, na forma de alinhamento automático, permanece sem alteração

Pergunta-se:
Quais as razões que justificariam o alinhamento automático dos Estados Unidos a Israel, que independe de um republicano ou um democrata estar exercendo a presidência, em Washington?

Segunda questão

Considerando que:
- Israel é um país pequeno, que ocupa uma área de terra pobre em termos de recursos naturais
- a economia israelense nada tem de magestosa.
- excetuando a industria armamentista, o parque industrial israelense nada tem de invejável
- o orçamento militar israelense é portentoso, só perdendo para o das potências mundiais (EUA, Inglaterra, Rússia, etc)

Pergunta-se:
_ Como é possivel uma economia acanhada como a de Israel sustentar um orçamento militar tão pesado?


l
Caros Senhores(as),

São questões interessantes, para as quais não tenho respostas certas. Mas posso, pelo menos, especular. Por que o alinhamento automático? Ao meu ver, existem componentes psicológicos importantes, que explicam em parte o sentimento do cidadão médio norte-americano, aferrado à religiosidade protestante, que, embora cristã, centraliza-se no Antigo Testamento, muitas vezes tomado ao pé da letra, reconhecendo no povo judeu o "povo eleito".
Em segundo lugar e conjugando-se com o primeiro, há a questão do holocausto, crime hediondo do qual os norte-americanos se consideram os reparadores, os resgatadores dos princípios civilizatórios ameaçados pelos nazistas. E, em seguida, os avalistas de uma merecida compensação, qual seja, a concessão de um lar aos judeus, preferencialmente localizado no seu antigo território bíblico.
As questões expostas, ao meu ver, já estão internalizadas no inconsciente do cidadão médio norte-americano, mas, além disso, existem as razões de Estado, de ordem mais prática. Tais razões estão necessariamente ligadas à necessidade de petróleo, abundante na região onde Israel se localiza e na qual os Estados Unidos precisam de um aliado confiável. Já li diversas análises que indicam que é no Oriente Médio que deverá começar a Terceira Guerra Mundial.
Antes que me esqueça, também é digna de nota a força eleitoral da comunidade judaica nos Estados Unidos, não só pela quantidade de votos, mas também pelo vulto das contribuições financeiras que descarrega em cada eleição, beneficiando igualmente republicanos e democratas. Neste terreno, a comunidade muçulmana está virtualmente ausente.
Por último, quanto ao orçamento militar israelense, é de se esperar que um país em conflito direcione o máximo que possa do seu orçamento para a defesa, deixando em segundo plano educação, saúde, transportes etc. . Além disso, suponho que este orçamento militar seja complementado pelos Estados Unidos, por meio de acordos diversos, uma vez que Tio Sam está comprometido até os ossos na defesa do seu protegido, como se vê nas votações das resoluções da ONU.
Colegas,
Numa situação de crise econômica e social mundial, é vergonhosa a realização de despesas e orçamentos avultados para agigantar a máquina de guerra e manter a sustentação da indústria bélica.
Mesmo com a nova Administração B.Obama e o novo governo de Israel, a inclinação do imperialismo para guerra não se alterou, aos interesses estadunidenses vimos à ampliação cada vez maior da OTAN e o apoio e acordo de segurança com o estado de Israel.
Sem ilusões, em breve a reunião das principais potências para celebrar o 60º aniversário da OTAN, estarão propondo novos planos de agressão aos povos.
Abraços. Alcebíades.
Caro, Alce... Que conversa é essa de 'estadunidense'? É a primeira vez que me manifesto sobre isto, pois este 'termo'(vá lá...) me irrita bastante. Vc teria coragem de chamar uma namorada para escutar música 'estadunidense'? Ou asssistir a filmes 'estadunidenses'? Ou se atreveria a dizer que nos bailes 'funky' cariocas eles tocam ritmos 'estadunidenses' ? Ou vc não conhece a cultura americana(ou norte-americana)? O Jazz, a pintura 'hiper-realista', o rock, a indústria do cinema, a Broadway, Michael Jackson, os musicais, as 'pin-ups'... Isto é cultura 'estadunidense'? Não sabia...
Caro Álvaro, VC parece ter-se instalado na 'Lira do Delírio'. Israel é um dos países com mais patentes registradas no mundo e que tem uma economia fortíssima, talvez até graças às guerras. Saiba que o Primeiro Mundo produz e exporta 'força cerebral', já o Terceiro Mundo exporta 'força muscular'. É preciso que isto se torne bem claro. Lembre-se que duas das maiores empresas 'Top Ten' do mundo nada fabricam de 'sólido': a Microsoft e a Google(nas quais navegamos). Uma tonelada de soja mal paga um computador.Os israelenses fornecem todo tipo de sensores eletrônicos e de leitura ótica, artefatos de segurança, defensivos agrícolas e armamentos modernos, inclusive um avião militar não -tripulado, a dezenas de países. Além de ter uma agricultura com os índices mais avançados do mundo. Boa parte dos 'softwares' aqui da Internet são de orígem israelense (Babylon, Avast,etc...). Israel tem uma renda per/cápita de USS 33 mil/ano, superior à de países como Itália, Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda, Bélgica e outros... Um país riquíssimo, ao contrário do nosso. Israel está no ritmo de Taewan, Austrália, Coréia, Nova Zelândia e outros que aproveiram as marés. Independente do orçamento, o que conta é a competência israelense, muito superior à americana ou européia. Em todos os campos, o povo judeu sempre foi mais competente que os demais ao longo da história. Ou não estariam aí na vanguarda, em quase 40 séculos de luta. Economia acanhada? De onde vc tirou essa idéia?
Concordo em grande parte com o Sr. Burman, mas o problema é de civilização, o que inclui maturidade política. Os ditos 'palestinos' são seguidores do Islam perdidos há séculos na região, uma terra-de-ninguém nos últimos séculos. Apátridas desde sempre, abandonados pelas dinastias de chefetes islâmicos, sejam sheiks, emires ou outras tantas denominações tribais, vagaram pela história, até o mundo moderno. Trata-se de uma população extremamente alheia à evolução do mundo à sua volta por séculos. Imagine-se alguém que não viveu o 'Renascimento', o 'Barroco', o 'Iluminismo' ou não tenha noção de qq aspecto da cultura 'clássica' européia. A ONU, tal como a aceitamos, é consequência do pensamento Europeu (Liga das Nações...). O mundo Islâmico, que teve seu apogeu na era medieval, nada evoluiu posteriormente( com exceção da antiga Pérsia,hoje Iran, e nos Emirados Árabes no séc atual). E não só o mundo árabe, mas tbm a Europa Oriental (Rússia, Turquia, Lituânia, Iugoslávia, etc...e até a Grécia) ficou de fora da evolução do pensamento Ocidental a partir do século XV. Permaneceram na era Medieval, seja nas artes, nas ciências ou no pensamento. Hoje, fazem parte de uma cultura que desconhece sua própria Cultura. Ainda lêm Maomé ao 'pé da letra'... Maomé fundou a terceira religião Monoteísta da história, baseado no Judaísmo e no Cristianismo. Não há como dialogar com gente assim. Passam então, a ser massa de manobra dos grupos anti-semitas e que são contra Israel na ONU. Israel, como frisou o Burman, traz da Europa e dos EUA -fruto da antiqüissima diáspora judaica- o sentimento moderno da democracia. Hoje, é um dos países mais ricos do mundo, e com uma democracia de dar inveja à nossas republiquetas latino-americanas. Israel enfernta há décadas a hostilidade e os ataques covardes de vários países, todos comandados por ditadores indefensáveis.E infringe derrotas a todos eles, um após outro. Seu poder tecnológico e industrial é imenso. O falastrão iraniano, que Lula teima em receber no Brasil, que se cuide! Um acinte à brava colonia judaica no país e à enorme colonia sirio-libanesa de fortes tradições cristãs maronitas e sirianas. Os israelenses estão prontos para retalhar qq ataque deste anti-semita da vez. Falar em crise em Israel é falar de suas soluções. E o povo judeu sempre deu soluções para seus enfrentamentos.
A meu ver,os paletinos não têm a menor condição de constituir um Estado. Povos semi-tribais, como fomos todos através da história, levaram séculos para que passassem de 'nações' à constituição de um Estado. Estas sociedades, praticamente ágrafas, no cenário moderno, servem como massas de manobra de políticos corruptos e demagogos como Sadham, Arafat e outros, como os da camarilha do Hamas. E demagogos do mundo inteiro deitam as mesmas falações... Lula não pode ser exceção, ele mesmo egresso do populismo sindicalista, onde muitos nada sabem, poucos sabem alguma coisa, mas o oportunismo vigora. Defendem o Madureira, mas sabem que o Flamengo será campeão... Enquanto isso, tiram onda de bonzinhos... Acho que a defesa do discurso 'espertalhão' e demagógico não leva a lugar nenhum. Este é um tópico bobo e deletério, mas... Israel e crise são quase = a sinônimo. Os israelenses sabem como se defender. QQ ataque à democracia deve ser defendido com unhas(preferencialmente bem cuidadas e com bom esmalte, rs,rs) e dentes(tbm bem tratados...). Saudações democráticas a todos!
A origem esta citada na Bíblia? E deveríamos entendermos em 1º lugar que não existe povo "PALESTINO" àquela Terra que Israel chama de "TERRA PROMETIDA" segundo à TORÁH e a BÍBLIA essa região do planeta foi outorgada para o Povo Hebreu através de Abraão. Portanto Deus estabeleceu uma ALIANÇA com Abraão de fazer dele uma Grande Nação, concedendo a ele um filho chamado ISAQUE que é o FILHO da ALIANÇA "detalhe o povo hebreu estar nesse país há mais de 3 mil anos". Mas infelizmente Abraão por não esperar "esse filho prometido" cometeu um erro de ter um filho com sua concubina Egípcia "HAGAR", que por sua vez nasceu "ISMAEL". Pronto daí pra frente às Nações Árabes reivindicam ser ISMAEL o FILHO da PROMESSA e conseqüentemente sua TERRA CANAÃ SER À TERRA PROMETIDA DELES! Então "PALESTINA" não existe, e nem povo Palestino! São todos Árabes de berço,língua,cultura e religião. Está aí a origem por tantos conflitos naquela região do globo, os dois lados reivindicam ser o Dono da Promessa sobre à Terra...Mais repito é ISRAEL que realmente é o dono tanto da promessa como da Terra. Tanto à Mídia como alguns governos e a ONU deveriam primeiro procurar entender isso, antes de acusar Israel dos ataques, pois estão defendendo seu país. E sim deveriam acusar as nações Árabes pela sua intolerância contra povo dde Israel, mais isso jamais acontecerá porque os árabes detém as maiores reservas de petróleo do Mundo! Taí outro ponto o dinheiro manda...Fica dificil alguém entender isso tudo, mas é assim que funciona.
Eu particularmente defendo ISRAEL em tudo pela posse da terra, pois sou patriota! Também não deixaria algum povo vir aqui e querer expulsarmos...defenderia da mesma forma!

xauzinho...
Colegas!
Acredito que esta discussão seria melhor encaminhada se fosse dividida em sub-secções.
Outra coisa, esta correto estadunidenses, mas como temos a mania de escolher o mais "bunitinho", serve também norte-americana. Agora, outra questão, o povo israelense nunca foi superior, cito Jung para isso. Povo parasita que retira dos outros povos o que há de melhor. Fato: Israel tem dinheiro, sim, 3 milhões de dolares são pagos as vítimas dos nazistas e as suas famílias anualmente pelo governo Alemão. Mas as vítimas só recebem uma miséria e já protestaram várias vezes.
Outro fato, aos leitores da Bíblia, Abraão não era Judeu e a Terra Prometida foi ganha pelo fio da espada.
Que Deus é este que dá a casa do vizinho e manda vc matá-lo.

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