Quais as melhores práticas pedagógicas para solucionar a indisciplina escolar ?

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Tags: aluno, educação, ensino, indisciplina, professor

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Olá, amigos! A participação de todos está sendo muito positiva. É muito bom contar com a reflexão de vocês nessa questão tão complexa e importante. Gostei do que o Danilo disse sobre as aulas temáticas. Sandra lembrou a participação dos gestores, Carlos sobre sua experiência dentro de sala de aula...enfim...estamos reunindo ótimas informações...
Falar sobre indisciplina no meu ponto de vista, é um pouco complicado, visto que, na maioria das vezes essa indisciplina vem de casa, ou seja, os pais dos alunos nem sempre são presentes e dispostos a colocar disciplina em seus filhos e quase sempre esta ausencia parte deles próprios. Quando em sala de aula, os alunos retratam exatamente isso, a falta de limites que não acontece justamente pela ausencia disciplinar. Podemos também observar que disciplina é cultural, existiram/existem civilizações altamente disciplinadas, porque entendem que o desenvolvimento/crescimento delas é atrelado a isso. Entretanto, existem profissionais (infelizmente) que não estão dispostos a se comprometer, então... deixam o "barco rolar". Eu acredito, que a disciplina pode e deve ser colocada em sala de aula, apenas com estratégias que dinamizem o conteúdo aplicado, leciono a mais de 20 anos e até agora, nunca tive problemas disciplinares. Não sou "sortuda", apenas tenho prazer em dinamizar minhas aulas, despertando o interesse de meus alunos no conteúdo aplicado, preocupo-me com qualidade não com quantidade. Isso com certeza, anula a temível indisciplina.
Amigo nao se preocupe a indiciplina e falta de interesse e geral nos adolecentes, comesse a usar o FUNK para tarabalhar mostre a eles que mesmo no Funk e nescessario adquirir conhecimentos musicais... busque videos animados para ofinas.. reportagens de pessoas que mudaram a vida atravez da musica... mostre a eles a emoção de se tocar um intrumento solado como guitarra, baixo batreia.. quando a livros sobre indiciplina e bom livros de psicologia.. os livros escritos por padagogos geralmente por aqueles que nunca passaram por sala de aula e escrevem uma coisa que nunca viveram ou respiraram....
A disciplina em sala, dentre outros fatores, é fundamental para haver um bom rendimento por parte dos alunos. Portanto, é necessário que os educadores tenham consciência, da função profissional que eles desempenham no meio escolar, tendo em vista um bom funcionamento dos mecanismos pedagógicos. Entender a indisciplina, como um dos elementos que compõem à sala de aula, facilitará as relacões professor-aluno. Pois isso, permite que os educadores compreendam não mais de maneira superficial esse problema. Velhos habítos de perceber a sala de aula, como locus de total silêncio dos alunos, afim de alcançar uma boa aprendizagem, tem contribuido de forma significativa para mais indisciplina nos tempos hoje e causando um retrocesso educacional. Pois isso, retoma atos ditatoriais que em nada interessam ao apredizado de qualidade, e faz com os professores não percebam a nova dinâmica do ambiente escolar. Em suma, é imprecindível a todos profissionais da aréa de educação; atitudes de tolerância, dialógos, busca de constante respeito dos alunos. Através de mecanismos, que estejam de acordo com tendências atuais, de defesa ao ambiente escolar qualitativo visilubrando sanar os atos indisciplinares que vem ocasionando crises nas relações professor-aluno.
A indisciplina na escola é o maior problema atualmente. Fica fácil colocar a culpa no professor, na aula, no conteúdo. Mas devemos admitir que os nossos alunos têm falta de tudo: de regras, de educação, de perspectiva de vida, de interesse, de exemplo familiar. A minha sugestão é: não ser tão rigoroso, dar um espaço para que eles possam conversar, trocar idéias entre si, e fazer com que eles sejam seus parceiros. Quando um aluno sente que o professor é seu parceiro, o respeita, ele melhora sua disciplina.
Senhores, boa noite!!!!!!!!!
Eu acredito que, na condição de historiador, é meu papel ser contrário a toda e qualquer forma de educação castradora, repressora ou o que o valha. Sou contra toda forma de submissão e subserviência. Fazendo uma leitura geral eu notei que boa parte dos senhores entende disciplina como sinônimo de bom comportamento...eu discordo completamente desse ponto de vista. Abaixo o "poder disciplinar", que visa docilizar corpos e mentes. Abaixo o "bio - poder", que tenta higienizar corpos e mentes. Abaixo o politicamente correto, que tenta nos impor padrôes e normas de comportamento e conduta.
Façamos um "Laissez faire et laissez passer" sociológico com nossos alunos. Deixemos que eles se manifestem. Porque, como dizia um antigo professor meu "o murmurinho faz parte".
Será que já nos esquecemos da nossa adolescência? Ou todo mundo aqui era o melhor da sala...já sabia o que queria da vida aos dezesseis anos (quando eu tinha essa idade eu costumava ouvir uma banda chamada "cólera" que tinha uma música que dizia assim: "eu não sei o que quero, mas eu sei que vou conseguir!" Vinte e seis anos depois esse ainda é meu lema) e era um primor de disciplina, concentração e erudição? Chega dessa conversa chata, pequeno - burguesa, de mercado de trabalho. Chega de sermos instrumentos do neo - capitalismo e de só pensar em formar mão - de - obra.
A indisciplina, apesar de não ter a sofisticação de uma revolução proletéria, ao melhor estilo bolchevista, é uma manifestação de rebeldia e de luta promovida por esses jovens que, entendem suas transgressôes como forma de tentar se impor como individuos.
E pra encerrar eu lanço essa pergunta: o que seria da democracia se aqueles estudantes secundaristas e universitários "indisciplinados" não tivessem enfrentado a truculência do Regime militar?
OBS: NÃO SOU NENHUM PROFESSOR NOVATO DELIRANTE. TENHO QUINZE ANOS DE MILITÂNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO E EM CURSOS PRÉ - VESTIBULARES DAQUI DE SÃO LUÍS...SEMPRE TRABALHANDO NA REDE PARTICULAR
A indisciplina não pode ser solucionada pelo professor sozinho, a escola tem que pensar ações em conjunto e isso me parece um grande entrave para resolver o problema. Infelizmente, não são todos os profissionais que possuem a formação adequada, especialmente em gestão escolar. As escolas passam por um rodízio de professores todos os anos, ficando dificil efetivar um trabalho com os alunos e com os pais. Algumas experiências de sucesso são divulgadas em publicações como a revista Nova Escola, devemos aprender com elas. Acredito que o investimento na formação de professores, inicial e continuada deve ser maior e com mais qualidade.
Vanderleia,

Ótima contribuição. Realmente, a indisciplina deve ser pensada como um questão que envolve toda a escola. E quando falamos isso, devemos sempre lembrar da participação do gestor escolar e também dos pais no cotidiano da escola. Abs!
Amigos, me desculpem discordar um pouquinho da visão de vocês. Para mim a solução da indisciplina escolar é mais complicada do que simplesmente adequar um programa à realidade do aluno. Primeiro, devemos realizar uma ampla reforma no ECRiad (Estatuto da Criança e do Adolescente). Por que? Simplesmente porque nossos jovens, ao contrário daqueles que viveram algumas décadas atrás, sabem "da arma" que nossos legisladores colocaram em suas mãos. Vou contar um caso omitindo, é claro, nomes.
Certo aluno após vários atos de indisciplina em sala de aula, ofendendo inclusive professora e coordenadora com palavras de baixo calão, é convidado a se retirar da sala de aula e aguardar a chegada dos pais para conversarem com a diretora. Rapidamente, o aluno se dirige ao banheiro e bate com a cabeça e o rosto numa das portas de um box e fazendo uso de um telefone público instalado nas dependências da escola aciona os pais e a polícia, alegando ser vítima de agressão. Resumindo. Os pais ao chegarem na escola e vendo o filho machucado não quiseram saber de conversa, só não agrediram os funcionários da escola porque a polícia também já havia chegado no local e estava convidando a professora, a coordenadora e a diretora a irem até a delegacia.
Atualmente até se chamarmos um aluno de bonito estaremos correndo risco, porque ele vai alegar que está sendo assediado e o professor ou professora é pedófilo.
Por isso afirmo, antes de mudar as práticas dentro da sala de aula, devemos mudar a legislação.
Depois de mudada a legislação, devemos mudar a visão social e política da educação.
Social por que os pais não querem saber se o aluno está se comportando ou se esta aprendendo alguma coisa na escola. Eles querem saber que os filhos estão matriculados e sendo aprovados ano a ano (mesmo sem nada saber) e que por conta disto recebem uma ajuda financeira do governo.
Política, porque os governantes não querem saber se os alunos da rede pública estão aprendendo alguma coisa ou não, querem saber somente quantos foram aprovados para incluírem nos índices que irão ilustrar a sua propaganda. Assim sendo obrigam, coagem os professores a aprovarem alunos que nada sabem. Mas pra que aprender alguma coisa? Se forem para a universidade o sistema de cotas resolve tudo.
Concluindo, reavaliar o programa das disciplinas adequando-os à realidade do aluno, desenvolver métodos que chame a atenção dos alunos em sala de aula, motive a participação de todos, a interação entre as disciplinas, enfim, toda uma gama de idéias pedagógica, somente é possível de aplicar em países cuja realidade social e legislativa é diferente do que descrevi.
Minha esposa é professora também. Ela, às vezes, procurava estimular seus alunos dizendo: "Estudem para um dia vocês serem patrão e não empregado." Certa vez um aluno respondeu: "Mas professora, o fulano já é patrão". E ela perguntou: "Mas como? Tem uma empresa? (considerando que o fulano em questão tinha só 12 anos de idade). E o aluno respondeu: "Não professora ele é gerente de uma boca de fumo ali na outra rua."

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