Quais as melhores práticas pedagógicas para solucionar a indisciplina escolar ?

Participe e colabore com esta importante discussão!

Tags: aluno, educação, ensino, indisciplina, professor

Exibições: 544

Responder esta

Respostas a este tópico

A disciplina é questão de autoridade e de respeito consciente. Basta ver o exemplo das escolas militares. Elas não ensinam os alunos a serem militares, mas cobram o respeito consciente e a disciplina, posturas importantes para a sobrevivência no mercado de trabalho e na convivência em sociedade. Nas escolas brasileiras o respeito consciente e a disciplina não são cobradas, enfraquecendo a autoridade do mestre. Com isto, os próprios pais se acham no direito de buscar a justiça para impor os desejos de seus filhos. E o pior, a justiça intervém sem se preocupar com os efeitos educacionais. Defendo uma educação multidisciplinar integrando o ensino os conhecimentos e práticas científicas, esportivas, artísticas e técnicas, objetivando descobrir talentos e potenciais para um futuro no mercado de trabalho como questão de convivência e sobrevivência. Hoje nossos alunos vão para as faculdades estressados e pressionados, pois não conhecem o talento e a vocação que possuem e nem sabem o que querem.
Lidar com a indisciplina hoje em sala de aula é quase que rotina, mesmo em escolas particulares como públicas, e as ferramentas que restam ao docente não são tão variadas assim. Com experiência em salas de aulas de escolas públicas, resta aos professores um jogo de cintura muito grande e extensivo, pois em sua maoiria das vezes, os alunos problemáticos estão na escola não por que querem e sim por que são obrigados a estarem lá, mas cabe a nós fazer com que seu pensamento mude, criando oportunidades para eles, com atividades diferenciadas, aulas tematicas, deixando de lado aquele comodismo e conteúdo massante. Talvez com isso o aluno possa criar curiosidade pela disciplina e começar a se interessar. As aulas tematicas, na minha opinião são as mais legais, pois você consegue "recriar" pensamentos e atitudes da época estudada. Abraços a todos.
Amigo do Café História.Estou passando por uma situação complicada e pelo seu texto, talvez você possa me ajudar. Estou envolvido em projeto onde tenho que manter numa sala de aula crianças com diferentes faixas etárias por um período de duas horas cada turma abordando uma disciplina, onde o desinteresse é enorme. Música. Acontece que não sou pedagogo e sim músico com longa experiência no mercado e como sempre gostei de dar aulas, aceitei o cargo. A indisciplina,falta de interesse e principalmente a falta de vontade em adquirir conhecimento, principalmente nos adolescentes me obrigaram a colocar meu cargo à disposição, pois não consegui sensibilizá-los para um novo nível de conhecimento.
Ensino violão, contrabaixo, cavaquinho, teoria, harmonia e simplesmente o meu curso é o mais criticado do projeto. Vou adotar a linha de construção de instrumentos de percussão numa derradeira tentativa de continuar no projeto e confesso que realmente estou perdendo o "pique''. Poderia me ajudar com literatura focada no aspecto disciplinar? Acho que não sou um bom disciplinador. Sou apenas um músico que gosta de ensinar Música e não consigo despertar o interesse por uma música que não seja funk.
Obrigado.
Do amigo Luiz Carlos
Oi Luiz Carlos realmente a sua situação é muito difícil. Sou professora há uns 20 anos e, na minha opinião (vou ser sincera) o único jeito de a sua aula dar certo seria se a instituição na qual você trabalha, fizesse uma seleção dos alunos, ou seja, apenas aqueles alunos que realmente tem inteligência musical teriam interesse em aprender música. Sei que é fácil dizer que todo mundo gosta de música, mas aprender música é outra coisa, requer habilidade. Digo isso porque toco um pouco de violão. É utopia querer ensinar teoria musical e outroa aspectos da música para pessoas que não tem aptidão para tal. Daí a minha sugestão: aula para quem pode, quer e tem condições de aprender.
Condordo plenamente com a palavra do Danilo. O conteúdo utilizado pelo professor deve ser selecionado de acordo com a realidade do aluno, de forma a proporcionar-lhe sentido quanto àquilo que se aprende. E o que vemos na maioria das vezes são alunos desestimulados, frente a uma prática conteudista do educador. Aliado a precedentes de total desconhecimento do que é "respeitar", a aula massante conduz o aluno a se comportar de maneira adequada.
A disciplina é uma questão crucial que ultrapassa o muros das escolas. A comunidade escolar está à mercê de gestores comprometidos nem sempre envolvidos com educação de qualidade e futuros cidadãos. É um grande círculo vicioso. Há uma grande falta de comprometimento tanto da parte de quem formula politicas públicas, dos gestores, das comunidades escolares. Todos saem perdendo. No RJ, na esfera municipal, temos um projeto nominado Escolas do Amanhã, na realidade mais um projeto que a prefeitura carioca está patrocinando que é focado nas escolas de áreas de risco. O projeto é "bonitinho", ao invés de convocar os concursados, contratam-se ONGs e pessoas que não tem comprometimento com a continuidade de programas educacionais. O programa visa oferecer "educação de qualidade, em tempo integral, a alunos de cento e cinquenta escolas da rede pública municipal, situadas em áreas de risco." Apesar do que está disposto, as escolas, em sua grande maioria, não dispõe das condições mínimas para que este aluno fique em tempo integral na escola. Os problemas são básicos, falta alimentação de qualidade, banheiros com chuveiros, armários para colocar o material dos alunos, salas de aula, espaços para práticas esportivas, professores para alfabetização, já que a grande maioria destes alunos tem idade fora da série. A secretaria municipal de educação sabe dos problemas, sabe das solicitações das coordenadoras destas escolas, mas não consegue ouvir e atender as reinvidicações dos gestores destas unidades escolares. A agressividade, a indisciplina, a baixíssima auto-estima desses alunos e também de seus professores é absurdamente latente.
Tive a oportunidade de conhecer uma escola destas áreas de risco. É uma situação complexa, ouvir as dificuldades que os professores estão encontrando para lidar com a realidade de suas escolas. E ao mesmo tempo, ver que o programa conteudista deve ser dado completamente, mesmo sabendo que os alunos não conseguem assimilar. A escola passou a atender o Programa de Educação de Jovens e Adultos para alunos com mais de 15 anos, o saldo tem sido positivo, mas aí surgiu outro complicador, quase todos os alunos querem participar do EJA, pois ali conseguem trabalhar suas defasagens, só que eles não atingiram a idade mínima de 15 anos. A direção da escola pediu alfabetizadores e mais profissionais - como psicólogos que também atendessem a criança no seu contexto familiar, além de atendimento ao próprio professor -, capacitação dos atuais professores, enfim. Há inúmeros casos de professores e funcionários que revidam os atos de agressividade dos alunos. Daí a necessidadse de também os professores terem apoio psicológico. Claro, que não foram atendidos. Então é comum um aluno ficar 3 ou 4 anos na mesma série, não saberem em que série estão, serem agressivos entre eles e com os educadores. Os diretores dessas escolas não conseguem sensibilizar as autoridades e o repasse acaba acontecendo.
Acho que seria interessantíssimo que todos os cursos superiores tivessem uma disciplinar que abordasse a questão de "conflitos". Por conta desta reflexão, um amigo de Filosofia hoje me indicou ler um texto de Herbert Marcuse - A paralisia da crítica: sociedade sem oposição, in A ideologia da sociedade industrial, RJ: Zahar Editores. Vamos ver, ler, refletir, ... ....
Sou professor de história em Mato Grosso aqui o sistema usado é ciclo de formação humana, ou seja, a cada três anos final de um cilco: seria assim: 1º ciclo; 1ª fase(Alfabetização),2ª fase(1ª série),3ª fase ( 2ª série)... 2º ciclo: 1ª fase(3ª serie),2ª fase(4ªserie),3ªFase(5ª serie)... 3ºciclo:1ª fase(6ª serie),2ª fase(7ª serie), 3ª fase(8ª serie). O final de cada ciclo o aluno poderia se retido caso ele nao tenha se desenvolvido bem nos três anos de cada ciclo... Esse sistema deixa uma margem de impunidade pois o aluno categoricamente diz voce nao pode me reprovar e nao faz nada em sala nao faz atividades... os defensores desse sistema diz que tem que mandar o aluno para articilação para superar as dificuldades.. mas como posso mandar um aluno para articulação se o professor articilador nao é especifico da disciplina em questao; imagine um pedágogo ter que ministrar aulas de ciencias,matemática,historia, geografia e todas as materias... sera que ese aluno ira sanar suas dificuldades?... pelo menos aqui uma das maiores causas de indiciplina nas escolas tem cido por causa do sistema educacional imposto pela secretaria de educação digo imposto porque nao houve discussão ou proposta e sim uma imposição autoritaria e ditatorial do orgão.. pois quando se fala em discutir mandão pronto e nao podemos mudar nada e sim aceitar o que esta escrito..... por eles Bom tambem tem a falta do fator família....
Olá,

Sou professor de História em início de carreira. Recém saído da Universidade. Nessa época, as ideias pipocam na cabeça. Porém, ao chegar à sala de aula, vem o choque: você busca ser dinâmico mas não há compreensão dos alunos. O problema é que um ou outro acha que pode fazer o que quer, o resto da turma acaba sendo "contaminada". Ou seja, alguns acham que podem devem revidar a provocações, ou exigem mais atenção. Ocorre que muitos deles são muito imaturos e ainda não conseguem construir sua independência. Quere a atenção ao mesmo tempo. Estou lendo sobre formas de se lidar com isso.
Acredito que as pessoas são boas e realmente querem ser, apenas precisam de uma luz para guiá-los. O problema é quando a encontraremos? Enquanto isso o jogo de empurra-empurra entre a escola e a família continua. Pais e professores do mundo, uní-vos.
Indisciplina? Isso não existe.
Indisciplina é quando alguém foge a regra - a regra agora é ser indisciplinado, grosseiro, mal educado, violento...
E não pense você que estou falando das escolas, apenas, esse é o retrato da nossa sociedade. As pessoas perderam a noção de educação, moral, ética, gentileza, cortesia.O CAOS foi instalado nas escolas (públicas e particulares) e faculdades e cada um faz o que quer. A impunidade se espalhou e contaminou a sala de aula. Professor bom é o que não leva problmeas para direção/coordenação da escola, o aluno sabe disso e sabe o que falar sobre o professor para a gestão escolar e para os pais revertendo a culpa do seu ato indisciplinado. Durante muito tempo os pedagógos contribuiram com essa visão que se o aluno é indisciplibado a culpa é do professor que não se prepara, que não dá aulas atraentes, que não seleciona conteúdos significativos, etc. Como diz um amigo meu, a sala de aula emburrece o professsor que estuda muito, mas tem que trabalhar com o "basicão", não pode avançar nos conteúdos por que não tem tempo (2 aulas semanais) e por que não pode correr o risco de cansar as nossas "crianças". Aulas atraentes e significativas com a turma de 40 espremida? sem recursos? sem apoio externo? assim não dá!
O sistema educacional está errado ! Há de se implodir esse modelo educacional e recriar a sala de aula, a escola, os conteúdos, os projetos pedagógicos, os diretores, os coordenadores, os professores e o aluno.
Um grande abraço a todos!
Muito complicada essa questão, uma vez que as salas estão super-lotadas, os recursos são parcos, quando não inexistentes! A melhor solução seria podermos ter turmas com 20 alunos (!), onde se pode fazer projetos interdisciplinares, para que o aluno relacione as disciplinas entre si e perceba que o conteúdo aprendido numa área, pode e deve ser visto, sob outros pontos de vista, nas outras áreas! Isso é ciência! Essa fragmentação do ensino não produz cientistas, quanto mais alunos interessados! Parece aquela "música": "ado, ado, cada um no seu quadrado"!!! Não podemos achar, também, que todos os alunos irão se envolver da mesma maneira... como já disse um colega, aqui na discussão, há sempre aqueles que já chegam desinteressados e desmotivados, refletindo a sociedade superficial e "egoísta" em que está inserido!
Na revista Veja, de algumas semanas atrás, um dos colunistas critica a "via amorosa", da conversa excessiva e sem direcionamento... penso que é hora da escola voltar a se preocupar em ensinar conceitos, estabelecer relações, fazer ciência!!! Educação se traz de casa!!!
Existe uma parte que cabe à escola e ao professor na educação do cidadão, porém, há também a parte que cabe à família e, principalmente, a parte que cabe ao aluno: será que ele (o aluno) já se deu conta disso?

RSS

Links Patrocinados

Parceiros

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Cine História

Uma Longa Viagem

Acaba de chegar aos cinemas o novo filme de Lucia Murat, "Uma Longa Viagem", que conta com Caio Blat no papel principal.

O documentário revela a história de três irmãos, tendo como fio condutor a trajetória do mais novo, que viaja para Londres em 1969, enviado pela família para que não participasse da luta armada contra a ditadura no Brasil, seguindo os passos da irmã, que acabou tornando-se presa política. Misturando depoimentos e memórias dos irmãos com nove anos passados no exterior pelo caçula, o filme detalha cartas e também entrevistas com ele, que chegou a ser internado em instituições psiquiátricas. Um relato triste e ao mesmo tempo bem humorado de um núcleo familiar e suas convicções.

Enquete História

Você ficou satisfeito(a) com a composição da "Comissão da Verdade"?

Sim
Não
Não tenho opinião formada


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Na enquete anterior, perguntamos: "Durante a sua graduação ou pós-graduação, você cursou alguma disciplina voltada especificamente para o ensino da história?". 78,2% responderam que "sim", enquanto 21,8% responderam que não.

NOSSOS OUTROS PROJETOS

Fale Conosco

Encontrou alguma mensagem racista, preconceituosa ou ofensiva no Café História? Entre em contato conosco. Teremos o prazer em ajuda-lo(a):

Nosso email: cafehistoria@gmail.com

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2012   Criado por Bruno Leal.   Ativado por .

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }