Provas de múltipla escolha são boas avaliações na área de história?

É possível dizer que as provas de múltipla escolha, também chamadas de "objetivas", cumprem bem o seu papel de avaliar os conteúdos históricos dos alunos?

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Acredito que as questões de julgar () certo ou errado são melhores. inclusive pelo fato de ter a alternativa de justificar os itens errados...
Essa resposta tem a ver com a concepção teórica de cada professor e do sentido que este atribui à escola na sociedade contemporanea. Como, teoricamente, afasto-me de concepções neopragmaticas e das competências, rejeito as provas de múltipla escolha como uma via de formação de uma consciencia história (RUSEN). Alias, rejeito qualquer concepção de avaliação que se reduza a aplicação de provas e testes. A avaliação faz parte de um processo diagnóstico.
 

Não tem o botão ode curtir do Facebook, mas eu curti sua colocação. E coloco mais, a avaliação tradicional é, na maioria das vezes, uma ferramenta de poder que serve mais para controlar o aluno do que descobrir se ele aprendeu ou não. A avaliação, desse tipo, entra no esquema "Eu ensino, você aprende. Pronto". Como se o ensino estivesse deslocado da aprendizagem. Se eu ensino, e vc não aprende, eu não ensinei, por isso como posso atribuir uma nota te avaliando, eu, no máximo, poderia me atribuir uma nota: "po meu aluno fez a prova e 'tirou' 5. Nossa eu estou muito mal". Não que toda a responsabilidade seja do professor (mas isso é outra história).

Legal! Concordo!

 

Hoje as práticas pedagógicas tende a serem mais contextualizadas, neste intervem os professores buscam métodos de avaliar o estudante de forma a não "assusta-lo" com provas torturantes. A disciplina é apaixonante para aguns e terror para outros. No momento de trasmissão do conhecimento em sala de aula, bem como nas avaliações temos que visualisar formas de atrair o estudante para nosso mundo e mostra-lo a verdade relativa do conhecimento histórico.

Obviamente, não, já que todas as possibilidades de resposta são elaboradas pelo avaliador, não deixando ao avaliado a oportunidade - e o compromisso - de propor respostas suas para as questões apresentadas. Isto só já me parece suficiente, mas, além do mais, concordo plenamente com as considerações da Lisliane.
Acredito na possiblidade de avaliação através de muitos métodos mas, o ensino de História requer um certo critério, uma atenção maior, visto que lida com fatos, acontecimentos, e isso implica em um entendimento que pode ser captado pelo aluno de formas diferentes, inclusive na forma como ele coloca esse entendimento. O estímulo à escrita exercita o "pensar" do aluno. Portanto, a prova objetiva limita e "vicia" o aluno a decorar.
Concordo plenamente contigo, Michele Castro.
Acredito que sim, se as questões forem bem elaboradas e exigirem do aluno além do exercício de interpretação de texto, o estabelecimento de relações referentes a um ou vários contextos/temáticas, aspecto central para que se compreenda a história.
Concerteza não, as provas dissertativas são muito melhores para avaliar o conhecimento adquirido pelo aluno.
Acredito que pela forma como é elaborada não, pois não permite que o aluno pense sobre o conteúdo da pergunta, ao que só visa quantificar os acertos. Porém, não sou de toda contra a esse tipo de instrumento avaliativo. Penso que quando este é elaborado com o compromisso por parte do docente de elaborar questões em que o aluno possa refletir e demonstrar seu conhecimento sobre determinado conteúdo, é valido sim.
Concordo com a Izabela. A prova objetiva não limita totalmente o aluno; pois, as questões impõe um conhecimento aprofundado para que se possa, pelo menos, praticar o processo de exclusão. Por isto, faz com que o educando reflita sobre a questão proposta. Mas, o que prejudica este sistema é o famoso "chute". Então ela é válida sim; mas pode ser complementada com uma justificativa.

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