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Permalink Responder até Wilson Simão em 10 julho 2010 at 3:28
Permalink Responder até Nilza Aparecida dos Santos em 10 julho 2010 at 5:49
Permalink Responder até Wilson Simão em 10 julho 2010 at 8:32
Permalink Responder até Wilson Simão em 10 julho 2010 at 9:26
Permalink Responder até Wilson Simão em 10 julho 2010 at 10:29
Permalink Responder até Wilson Simão em 15 julho 2010 at 4:01
Permalink Responder até Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz em 20 julho 2010 at 17:21
@Rodrigo: em relação à sua resposta, eu não concordo que o "descontentamento dos barões" com a abolição tenha sido um fator importante na proclamação da república.
Na realidade, quando a Lei Áurea foi assinada, a escravidão já estava com seus dias contados. De fato, com a proibição do tráfico negreiro e a lei do ventre livre, há muito tempo já não mais entravam ou nasciam escravos no Brasil, o que, junto com a alta porcentagem de escravos que conseguiam comprar sua alforria ou eram libertos por motivos humanitários, levou a uma redução dramática no número de escravos como porcentagem da população nacional de cerca de 30 % em 1822 para menos de 5 % em 1888. Ademais, os setores mais progressistas da elite rural, com a escassez de escravos e o alto custo de mantê-los, já haviam optado pelo uso de trabalhadores livres (incluindo imigrantes europeus) que eram economicamente mais vantajosos. Os "barões" mais arcaicos que ainda se apegavam à escravidão eram uma minoria cada vez menos influente politicamente e, mais importante, não eram aliados naturais do movimento republicano que, em geral, se alinhava com a causa abolicionista ou era, na melhor das hipóteses, neutro.
Eu penso, entretanto, que havia sim entre certas elites rurais regionais um descontentamento generalizado não com a abolição especificamente, mas, mais genericamente, com o sistema político do Império, em particular com a sua natureza unitária/centralizada e com o exercício ativo do poder moderador pelo imperador. Esse descontentamento, aliado a dúvidas sobre o perfil da herdeira aparente do trono e seu marido, motivaram a adesão crescente dessas elites ao projeto de uma república federativa modelada na constituição americana em substituição à monarquia.
@Rodrigo: um segundo ponto que eu gostaria de comentar é a sua afirmação de que o ponto mais positivo da proclamação da república no Brasil teria sido "o aumento gradativo da participação popular nos rumos da nação". À primeira vista, isso poderia parecer verdade. Afinal, a nova constituição republicana previa a eleição direta do chefe de estado e governo (o Presidente) e das duas casas do legislativo federal, Câmara e Senado, sendo que o último deixava de ser vitalício como no império. Mais ainda, a constituição de 1891 pôs fim ao voto censitário que existia no império abolindo os critérios de renda ou propriedade para a qualificação dos eleitores. Entretanto, as mulheres ainda não podiam votar, o voto ainda não era secreto e, mais significativamente, a constituição de 1891 proibiu o voto dos analfabetos, que na época eram provavelmente cerca de 80 % da população brasileira. Com isso, apesar de as eleições terem se tornado diretas ( o que, aliás, nas eleições legislativas já era o caso no fim do império), a porcentagem da população total com direito de voto na 1a república (se eu não me engano, cerca de 5 a 6 %) era na verdade até menor que a porcentagem de eleitores no primeiro nível do sistema indireto e censitário sob a constituição de 1824 (cerca de 10 % da população segundo algumas fontes).
Por outro lado, deixando de lado o debate se uma monarquia parlamentarista é inerentemente "menos democrática" que uma república presidencialista, é importante frisar que o "o aumento gradativo da participação popular nos rumos da nação" não é algo que esteja necessariamente condicionado à adoção de um sistema republicano de governo. Por exemplo, a Nova Zelândia, que era na época e é até hoje uma monarquia, introduziu o sufrágio universal masculino em 1879 e, já em 1893, foi possivelmente um dos primeiros países do mundo a estender o direito de voto às mulheres. Nas colônias australianas por outro lado, a abolição de requisitos de renda ou propriedade para a qualificação como eleitores de homens adultos data em alguns casos dos anos 1850 e, em 1902, já sob a constituição federal e monárquica da "Commonwealth of Australia", o direito de voto em eleições diretas para as duas casas do parlamento federal (Câmara e Senado) foi estendido a todo os homens e mulheres maiores de 21 anos que fossem "súditos britânicos", sem nenhuma restrição de renda ou propriedade, excluindo-se porém na maioria dos casos os nativos aborígenes (restrição só totalmente abolida nos anos 1960). Mesmo na conservadora Grã-Bretanha, onde qualificações de propriedade ou pagamento de aluguéis ou taxas de um certo valor para poder votar só foram abolidas em 1918, ainda assim a porcentagem da população com direito a voto no período 1884-1918 (cerca de 60 % da população masculina adulta) era maior do que no Brasil republicano no período 1891-1932. Ademais, desde 1872, o voto na Grã-Bretanha, ao contrário do que acontecia no Brasil, era secreto.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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