Permalink Responder até Carmem em 20 setembro 2012 at 15:33
- A historiografia brasileira ainda carece de estudos em relação a esta questão. Apenas para citar alguns exemplos:
- Antes da ditadura se instalar os protestantes estavam se organizando nacionalmente para criar um órgão similar à CNBB antes mesmo da CNBB existir e este movimento foi desarticulado pelo golpe militar e depois surgiu a CNBB com as mesmas propostas institucionais que este movimento protestante estava se articulando para estabelecer no Brasil;
- Entre os militantes de esquerda existiam pessoas de formação protestante as quais de uma certa forma foram protegidas pelas Igrejas protestantes pela intermediação de militares que também pertenciam a estas Igrejas e pouparam estas pessoas. Não sei informar se todas foram poupadas, mas conheço casos de pessoas que foram poupadas.
- Seminários de ensino protestante também eram foco de movimentos estudantis os quais foram abafados e estes estudantes foram poupados por seus dirigentes.
- Protestantes frequentavam reuniões de ensino e doutrina sobre o Socialismo que ocorriam em secreto e também foram poupados quando a ditadura se instalou no País porém, algumas delas até mesmo chegaram a ser investigadas e passaram pelo DOP, a exemplo disto o Missionário R.R Soares.
- Famílias pertencentes a Igrejas protestantes se preocuparam inclusive em procurar pessoas desaparecidas que não eram protestantes articulando e acionando militares protestantes na busca destes desaparecidos.
- Estes fatos que cito são apenas alguns exemplos de relatos que fazem parte da memória histórica oral e segredos que as Igrejas protestantes guardam a sete chaves e poucos sabem. Muitas pessoas acham que o protestantismo brasileiro se omitiu e, inclusive acham também que os protestantes eram e são "alienados" politicamente.
- Portanto, como se pode ver, a verdade é outra, logo, antes de iniciar um debate é bom não fazer afirmativas com sentenças e premissas a respeito de assuntos que não se conhece e que a historiografia brasileira ainda tem muito terreno para investigar e fatos para resgatar como, por exemplo, nesta questão da atuação do protestantismo brasileiro antes e durante a ditadura militar.
Permalink Responder até Bruno Leal em 27 setembro 2012 at 10:36
Valeu pela contribuição, Carmen. Concordo com você.
Tenho visto alguns trabalhos novos explorando a questão. Vamos esperar. Acho que vem coisa boa por aí...
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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