Por que os Reinos Bárbaros tiveram curta duração na Alta Idade Média?

Caros amigos na Alta Idade Média iniciada no século V com a decadência do Império Romano do Ocidente provocando grande fragmentação política e o processo de ruralização ocasionado pelas invasões Bárbaras que a partir do século V conduziria na formação dos Reinos Bárbaros. A minha questão para vc é - PQ OS REINOS BÁRBAROS TIVERAM CURTA DURAÇÃO NA ALTA IDADE MÉDIA?

 

 

Abraços e Saudações Históricas para todos e todas!

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Respostas a este tópico

Vários fatores devem ser considerados, entre eles, a absorção cultural desses germanicos (vandalos, suevos, visigodos, etc) pela população latina, assim como acorreu aos hunos, bulgaros e magiares, barbaros asiáticos absorvidos pelas populações nativas. Outro fator foi a submissão por outros povos mais fortes na época como os bizantinos, arabes e turcos sucessivamente, além dos francos, ultimo império barbaro a sobreviver que submete saxões, borgundios, lombaros, entre outros.
Perfeito Jamile
Deve-se levar em consideração a própria insuficiência estrutural que caracterizava os governos daqueles reinos as quais não favoreciam a reiteração no tempo do que poderíamos chamar de "máquina pública". Assim, fraco o Estado (ou algo que, na falta de melhor termo, se possa chamar assim), fraco o respectivo reino.
Errata: Deve-se levar em consideração as próprias insuficiências estruturais que caracterizavam os governos daqueles reinos, as quais não favoreciam a reiteração no tempo do que poderíamos chamar de "máquina pública". Assim, fraco o Estado (ou algo que, na falta de melhor termo, se possa chamar assim), fraco o respectivo reino. Situe isso em tempos de instabilidade social e política e... "BINGO"!
Dou continuidade à resposta do Vanderlei! O que ele denominou insuficiências estruturais, entendo como o processo (lento) de criação de máquinas públicas, por povos vindos de tradições "tribais".
As instabilidades sociais e políticas se explicariam por duas razões fundamentais: disputa territorial constante com outros povos, uma vez que os bárbaros moviam-se sem parar pelo continente; ausência de leis sucessórias em boa parte dos reinos, o que levava os filhos e principais aliados dos governantes às guerras quando da morte deles.
Como cada reino bárbaro é um caso à parte, somam-se a estas razões outras particulares de cada um. Como pano de fundo disso tudo, temos um processo de mudança cultural dramática nos povos da Europa, devido às misturas de populações, e também à ofensiva evangelizadora da Igreja.
Chamamos tudo e um pouco mais de processo civilizador, parte II, Norbert Elias.
E além de tudo, foram convertidos ao cristianismo! Coitados, era melhor continuar sendo bárbaros!
Ao Cristianismo não..ao catolicismo romano..é diferente.
Pelos princípios cristãos [estabelecidos no NT- 1 Pedro 5:2 e outros] não é pela força ou violência que se convence ou converte alguém, mas apresentando a mensagem cristã e respeitando o livre-arbítrio..o que passa destes princípios não é cristão, uma falha grave da maioria dos livros de História.
ilustre amiga Ester, não cometa anacronismos....naquela época, com força ou sem força, só existia um cristianismo por isso se chamamava católico que significa "universal". Havia divisões, modos diferentes de se pensar, teologias divergentes... mas todos descendia do NT. o movimento ao qual você se refere só surge no século XVI, a Referoma Protestante, e que também se impôs pela força. Lutero e Calvino consentiram e até incentivaram a morte de vários cristãos que não concordavam com eles.
Por favor aqui é um site de história e laico, vamos deixar o proselitismo religioso para outro lugar.
Rosana, me desculpe, mas este espaço é democrático, cada um tem o direito de expressar a sua ideia da maneira que achar melhor. Não considero proselitismo religioso.
Vive la démocratie Michel =]
Quais as fontes que voce consultou para citar que Lutero e Calvino incentivaram a morte de outros "cristãos"?
Sobre a forca e imposição, conceitos tão normais para as mentes revolucionarias que fizeram parte da nossa historia global, os mesmos diferem bastante quanto a concepcao da Reforma Protestante! Atrito dialético e não bélico.

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