É interessante como as pesquisas mudam a história dita tradicional e oficial que há muito está nos Parãmetros Curriculares Nacionais. O Professor recebe o conteúdo programático e embora eu não ensine, parece que ainda praticamos a História Política positivista. O que são feito dos conhecimentos pesquisados nas teses de doutorado e mestrado de História? Para onde esse conhecimento está escorregando que não chega aos bancos escolares das escolas fundamental e médio?
Tags: Educação, currículos, pós-graduação
Permalink Responder até Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 25 maio 2012 at 7:58
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 27 maio 2012 at 14:20
Flávio,
Colocar o aluno do ensino básico como produtor de conhecimento e sujeito histórico autoconsciente é uma ótima ideia. Boa mesmo. Mas tem um obstáculo antes: muitos dos professores não estão nessa situação. O que a Silvaniza disse sobre os professores que ficam reféns dos livros didáticos ou das apostilas tem tudo a ver com isso: como o professor vai ajudar os alunos a refletir sobre a construção da própria realidade se ele não consegue escapar da sua situação de subordinação a outros interesses? Se não consegue fugir ao conteúdo do livro didático?
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 27 maio 2012 at 14:36
Emannuel
No estado de São Paulo a Secretaria de Educação obriga os professores a seguirem apostilas fornecidas pelo estado aos alunos, mas elas são feitas por pessoas que nunca pisaram numa sala de aula, portanto, para seguir o programa, tornam-se inviáveis.
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 27 maio 2012 at 17:08
Carlos,
Um exemplo triste de todos esses problemas levantados na discussão. Pena que SP não tenha só muito do que o Brasil faz de melhor, mas também muito do pior. Quando uma escola faz isso já é ruim, mas ainda existem outras por perto que quem sabe são melhores. Mas quando um estado inteiro adota apostilas de quinta categoria... o que fazer? Rezar para que as escolas municipais sejam menos insanas?
Daí, como um professor paulista vai implementar a ideia do Flávio, de tornar os alunos produtores de conhecimento, se ele mesmo é obrigado a se tornar um simples reprodutor de apostilas?
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 27 maio 2012 at 17:42
Emannuel:
É verdade. Fora a figura do professor que atua em atribuição de aulas: não é concursado, trabalha para o estado, ganha por aula ministrada (R$ 7.01) para o ensino médio, (R$ 6.90 para o ensino fundamental). O fim da picada. E não tem garantia nenhuma, nem plano de saúde. Só atua se a escola chamá-lo para trabalhar naquele dia, porque o professor "x", chamado "titular" (concursado) faltou (muitas vezes sem dar explicações na direção da escola).
Permalink Responder até Brancaleone em 27 maio 2012 at 19:12
Existe uma mafiazinha de livros didáticos. Alterar conteúdos encarece o produto final e quase sempre quem monta estes livros (não são escritos, mas "copiados e colados" de outros livros) não tem lá muito interesse de inserir pesquisas e repartir créditos ou pagar direitos.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 27 maio 2012 at 19:20
Brancaleone
As editoras atuam agressivamente nesse sentido. É verdade.
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 27 maio 2012 at 19:44
Os livros são uma colcha de retalhos na maior parte e as editoras lucram violentamente ao vender centenas de milhares de exemplares com preços astronômicos todos os anos.
Acho que já sugeri isso antes - um jeito de resolver ao menos esse problema era fazer livros didáticos online, que pudessem ser baixados de graça e fossem fáceis de atualizar sempre que preciso. Daria para achar alguma maneira de tornar o livro economicamente viável se fosse o caso - talvez vendendo cópias impressas para quem quisesse um produto com acabamento melhor. Ou poderia ser voluntário mesmo, como uma wikipédia.
Daí só faltaria contratar guarda-costas para impedir os assassinos contratados pelas editoras para salvar sua boquinha...
Sei que o estado do Paraná lançou online um livro didático há alguns anos atrás. Temos algum paranaense por aqui para compartilhar experiências?
Permalink Responder até Brancaleone em 29 maio 2012 at 19:37
Por mais incrível que possa parecer, a imensa maioria dos livros didáticos literalmente apodrecem em seus fardos, empilhados em salinhas e porões de escolas. Alunos raramente os recebem - pelo menos aqui na minha cidade. Estranhamente os professores daqui não usam livros padrão. Cada um ensina mais ou menos o que sabe dentro dos conteúdos necessários (tudo bem que temos um contador dando aulas de biologia...)
Mas certamente os professores daqui são geniais, inteligentes e sabem de cor e salteado tudo o que consta nos livros e podem dispensá-los...
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 29 maio 2012 at 23:53
Brancaleone,
Pelo jeito os professores geniais decidiram que os alunos também são geniais e não precisam dos livros didáticos nem como material de referência.
E o contador-biólogo obviamente é a encarnação do homem renascentista, um gênio em mais de um campo!
Permalink Responder até Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 30 maio 2012 at 8:30
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A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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