Me pergunto sempre por que diabos, des de que entrei na escola, jamais estudamos a fundo a historia da vinda da corte portuguesa para o Brasil. O máximo de história que vimos é a ditadura militar e muito vagamente.
A história de cada estado é outro exemplo de descaso. Pelo menos eu que sou gaucha jamais estudei nada sobre meu estado. Sei que a culpa não é de vocês professores, mas gostaria de entender o motivo...
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Permalink Responder até Márcio Almeida em 24 outubro 2011 at 12:04
Acredito que o problema esteja no corte feito pela estrutura curricular nas redes escolares do Brasil, no RJ estuda - se muita história do Brasil pelo fato do Rio ter sido a capital da corte e do país, logo temos um estudo mais aprofundado, agora em outras regiões realmente reclama -se muito da pouca importância dada a história local, entretanto a ênfase na história local é de suma importância para o entendimento das coisas num nível macro em relação a história.
Permalink Responder até Julia V. Cardoso em 24 outubro 2011 at 13:32
Bom, pelo menos no Rio de janeiro né? hehe bom saber!
Mas aqui no RS é dificil. Como ainda estou no inicio do segundo grau eu lembro bem todo a "linha do tempo" que estudamos, e realmente de História do brasil nada mais do que o escravismo por alto e a ditadura militar. =/
Bom, estudei em escola particular aqui em Minas e tive um bom conteúdo de História do Brasil no ensino, sendo o ciclo do ouro e a Inconfidência áreas de grande foco pelos professores. Pelo menos por agora tenho visto até uma divisão da disciplina no Ensino Médio nos colégios particulares em História do Brasil e História Geral, às vezes com professores diferentes.
Nas escolas públicas, na verdade, nas estaduais houve uma modificação no estrutura curricular mesmo, por aqui por vezes o 2º ano no EM não possui a disciplina Geografia, dando foque à outras, sendo que no 3º ela exclui Física e repõe Geografia. Foi um exemplo sintético, mas algo como isso o que está acontecendo, se não me engano.
Uma pena que você verifique essa ausência no RS.
Aproveitando o tópico, no meu caso, eu me pergunto por quê não estudamos a história referente às nações e povos orientais. A justificativa de que sua cultura pouco influenciou o mundo ocidental, sem que fosse previamente adaptado como é o caso do cristianismo, é evidente, mas não deixo de sentir falta.
Permalink Responder até Julia V. Cardoso em 31 outubro 2011 at 13:07
É bom saber que pelo menos o ensino particular continua com um grau de excelência! Sempre estudei em escola pública e os professores são muito desmotivados, mas não só por isso, o problema também é o conteúdo. Gosto de ler os livros de História e vejo que não há muito sobre nossa história. Uma pena.
Acho que todo pais da um foco especial para a historia "européia". Será motivos históricos? Politicos? Não sei. Só sei que os japoneses também não estudam sobre nós!
Permalink Responder até Roberta Forster em 24 outubro 2011 at 22:07
Não é interessante, politicamente falando, que a população conheça as verdadeiras raízes do Brasil; a história que é ensinada nas escolas é totalmente deturpada.
Fora que a forma como a história do Brasil é estudada é totalmente eurocêntrica, fôssemos nós estudar a históra do Brasil desde as suas origens, começaríamos pelo período no qual só existiam os índios, até que surgiu um povo branco, vindo de não sei onde, dominando tudo! hehe
E assim nasceu essa miscelânia que somos nós :P Afinal, o Brasil não passou a existir apenas após a chegada dos portugueses - o nome veio depois, mas até aí, a Alemanha se chamava Prússia! - e o continente é antigo, os povos que aqui viviam tinha sua história, não escrita, mas eles existiam e um modo de vida era levado aqui; tudo então mudou com a colonização, é uma etapa dessa história. De qualquer forma, acho muito questionável a forma como a disciplina de história é ministrada.
Permalink Responder até Julia V. Cardoso em 31 outubro 2011 at 13:12
Não sei se julgo esse esquecimento das nossas raizes um plano politico de "ignorantização" (existe isso???) da sociedade ou simplismente... ignorancia! Mas é algo complicado realmente!
Naturalmente, quem faz a história de uma guerra é o lado vitorioso, o que provoca apenas a revisão de um dos lados. Em qualquer exploração é mais vantajoso ocultar as consequencias para exaltar os lucros beneficios.
E no fim os grandes culpados somos nós, que vamos a escola por obrigação e copiamos os nossos trabalhos do Google! Fato.
Permalink Responder até Oscar pereira Colman em 25 outubro 2011 at 8:03
Permalink Responder até Julia V. Cardoso em 31 outubro 2011 at 13:18
Fiquei imensamente feliz com sua resposta!! Acho maravilhoso ver profissionais dedicados dispostos a lutar por seus interesses. Podiam existir mais de vocês não é? hehe
Eu entendo o fato que de o ensino é manipulado aos interesses politicos, e concordo, mas as vezes me parece ser puro "desinteresse" dos responsaveis pelo conteúdo. Ja conheci muitos (na verdade poucos) professores que concordam com esse ponto de vista, mas sempre alegam o mesmo: Não há nada que se possa fazer. A aula é toda pré definida pela escola/governo.
E vamos combinar: Alunos de colégio público não stão preocupados com a aula. Acho que se fosse professora, eu estaria bem desmotivada com essa realidade...
Abraço e obrigado pela atenção!
Olá Oscar!
Concordo com você. Realmente a História pode ser vista ou revista de acordo com o interesse do historiador.
Bloch, recusava-se a reconhecer o trabalho do historiador como "recolha de fatos". Para ele o fato histórico não seria um dado positivo, mas uma construção ativa, na qual a fonte sendo essa uma testemunha, que só fala se interrogada e então transformada.
Como o homem é o objeto da história, o que temos que fazer para conhecermos a nossa história, é consumirmos livros e mais livros, em busca de novos conhecimentos sobre a História do Brasil. "O fazer historiográfico não se aprende apenas nos bancos escolares, não se aprende apenas ouvindo ou lendo como se deve fazer". A história é um processo que admite diferentes análises, conclusões provisórias e relativas.
Portanto, a pesquisa é a base do conhecimento e a leitura um instrumento contra a dominação.
Permalink Responder até David Vital Silva Acioli em 25 outubro 2011 at 14:09
Oi Júlia,
Também sou acadêmico de História pela Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL, e concordo com o colega Oscar. O ensino da História do Brasil, em seu início no Império, atendia a necessidade de um ideal de "nacionalidade". Para atender a isso, usou uma História muito "positivista", ou seja, uma História com alguns personagens considerados heróis da pátria, Tiradentes por exemplo, e com uma perspectiva vista de cima, como uma História dos vencedores.
E essa atitude foi e ainda, infelizmente, é utilizada como um mecanismo de controlar a população, pois, é viável para as oligarquias uma população controlada. Com o povo sabendo da sua História, teríamos uma população mais critica e ciente dos seus direitos.
Atualmente estamos em processo, e lento por sinal, de mudança no ensino da História do Brasil.
Em relação a História local, no caso de Alagoas ainda temos pouca produção histórica, por isso da dificuldade de se ver no colégio.
Espero ter contribuído em algo.
Abraços.
Permalink Responder até Oscar pereira Colman em 25 outubro 2011 at 14:21
Permalink Responder até Pedro Fabio Soares Vivas em 28 outubro 2011 at 8:32
Fiz o Curso Técnico em Guia de Turismo,só para se ter umaidéia,até hj to esperando a Fessora terminar de explicar a formação da minha cidade.
Nunca estudei nas escolas,públicas e boas,o Estado do Rio de Janeiro ou outros estados.
Me considero Flumineiro,pois nas ci de uma mãe minmeira e um pai fluminense.Para quem desconhece/ignora,nós que nascemos no interior do Est do Rio,somos Flumineneses,só são considerados Cariocas quem nasceu/nasce na capital.
Moro na divisa do RJ/MG.Travessou a ponte do Rio Preto...tamos em MG(Rio Preto).Pulou para cá... Valença.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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