Os Evangelhos são livros históricos no sentido em que hoje compreendemos a História?

Esta é uma questão que tem sido contornada há quase dois mil anos. Nunca será tarde retomá-la. Os conceitos e as pesquisas progridem dinamizando o estudo da História. A vida é como um rio, as águas passam, mas o leito muda pouco. Assim sendo, novas visões podem apreciar antigos fatos.

Tags: cristianismo, evangelhos, religião

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Respostas a este tópico

Rainha kkkkkk, nem do bordéu.

Aconselho quanto a essa discussão sobre a origem judaica do cristianismo uma leitura dos Atos dos Apóstolos 22. É a explicação de Paulo sobre sua própria vida e como a promessa de Deus foi modificada a partir de novas contingências. Essas contingências são entre outras, a não aceitação do Jesus Divino, Filho de Deus e não um simples profeta como supunham os judeus. Para isso, também é interessante ler Mateus 22 a parábola da festa nupcial.Se alguém não a entender, é só perguntar que eu explico. Mas é auto elucidativo.

Silvaniza, 

Lúcido, seu comentário, nada a acrescentar...abraço.

Cara Silvaniza

Você se mostra mais uma crente em defesa da fé. Atos não vale nada como factual. De qualquer forma, obrigado pela sua perticipação.

Aos insatisfeitos

Muitos entram aqui buscando um reduto da sua fé. Não foi essa aminha intenção ao abrir este fórum. Meu propósito não é a polêmica, como alguns se pensando mais sérios chegam a me censurar, sim descobrir a verdade a respeito da hsitória do cristianismo. Estou certo de que o objetivo do administrador do Café História é facilitar o contato entre os interessados no assunto (história) para enriquecer suas pesquisas e trocar idéias. Aqui existem outros fóruns, inclusive religiosos, nos quais os insatisfeitos com os meus argumentos críticos podem se sentir mais à vontade. Quem não gosta de ser contrariado que fique quieto no seu cantinho.

História é provas, fatos, e aqui já demonstrei seu subjetivismo e falsa interpretação dos escritos de Historiadores sérios. Aqui é fórum, se não estou enganado. Os contrários não tem lugar? Os questionadores não tem espaço? A inquisição já passou meu caro. A coisa não é tão simples como vc propõe...rs.

Você é mesmo um cara escroto. Como cristão e teólogo não perde o hábito de distorcer os fatos. Quem se demonstrou incomodado foi o Emmanuel. Para mim, está perfeito!

Claro que fico um pouco incomodado, Ivani, porque pensei que estávamos aqui para discutir história e, ao invés disso, o que está havendo agora é um vem e vai sobre o valor... da teologia, que deveria ter ficado do lado de fora, seja ela rainha ou prostituta. Não estou culpando ninguém; é uma pena, mas é o que costuma acontecer.

Voltemos às suas hipóteses, então. Temos de um lado os gregos, com uma cultura avançada e difundida, e de outro os galileus, pobres, revoltados e messiânicos. E do terceiro lado os judeus, um grupo culto e protegido pelos romanos que dominavam todos os três. Se entendi certo o seu pensamento, o cristianismo é como que uma conspiração de gregos e galileus contra judeus, correto? Como isso teria se dado, e que suporte documental legitima essa tese?

Emmanuel

Se você pensou no debate histórico, estava certo. Porem o que se tem como história está tremendamente contaminado pela teologia. A nossa cultura cristã guarnece todos os pontos de emissão de opiniões e ideias com teólogos, historiadores e professores sempre dispostos a intervir a seu favor.  Você já deve ter reparado que numa reportagem da imprensa escrita a respeito da origem histórica do cristianismo, os teólogos são os primeiros entrevistados. Depois historiadores comprometidos com a fé cristã. E quem faz o contraponto? Ninguém. Pois a verdade pertence aos cristãos e nenhuma outra possibilidade pode ser sequer sugerida. Portanto, o que acontece aqui nada tem de anormal.

“Se entendi certo o seu pensamento, o cristianismo é como que uma conspiração de gregos e galileus contra judeus, correto?”

O cristianismo é uma conspiração grega contra os judeus, na qual os galileus foram usados como suporte histórico. O personagem Jesus de Nazaré não era Galileu por acaso, judeu é que ele não poderia ser porque, entre alguns motivos, o messianismo como um movimento político com aspirações libertárias era Galileu e não judeu. Como eu já disse, os judeus estavam bem com os romanos e não sofriam opressão alguma. Passaram a tratar os galileus de judeus por causa da religião judaica que eles mal conheciam. Outro detalhe importante é que antes doa dominação ashmoneana (judaica) a Galiléia esteve sob influência grega. As cidades gregas da Galiléia primavam pelo antijudaísmo.

“Como isso teria se dado, e que suporte documental legitima essa tese?”

 

Postarei um endereço para que você tome conhecimento do resumo ilustrado da minha pesquisa http://www.4shared.com/document/vAZUJY6B/Por_que_o_cristianismo.html? Para facilitar. Quanto a suporte documental, levando-se em conta o que estou enfrentando aqui, que é um mínimo, evidentemente ele não existe da maneira desejada. Por acaso você já ouviu falar de algum livro com outra versão sobre essa história? Claro que todos os cuidados foram tomados e durante séculos a fio. Felizmente, como humanos estamos sempre expostos a falhas, especialmente aquelas que a inconsciência nos impõe, os mesmos historiadores que confirmam a versão teológica que muitos não aceitaram de modo algum, deixaram em suas obras verdadeiras pegadas que me levaram a essa conclusão. Um trabalho que levou décadas e demandou muita paciência.

No final é como eu disse ao Benevides, eu não posso provar nada, tampouco o NT pode. A diferença entre nós, é que a “verdade” instituída e milenar tende a prevalecer. Provar em história é sempre complicado, mas demonstrar é uma obrigação de quem afirma. Por isso, me baseei em historiadores cristãos já sabendo das dificuldades que eu iria enfrentar. Estou a sua inteira disposição para esclarecer o que desejar a respeito das minhas conclusões.

 

Ivani, sempre que eu entro em um forum eu espero ver pessoas imparciais tratando das coisas com seriedade científica e aberta ao debate sem menosprezar os partidários de opiniões contrárias. Mas infelizmente,por vezes eu encontro pessoas querendo extrapolar um velho ranço e ódio pelas instituições que atacam e não conseguem aceitar os dois lados da história. Confesso que sou sim uma defensora da fé cristã mas encontro espaço para discutir teologicamente e aprendo muito com meus opositores. Compreendo que quem não passou pela experiência religiosa que eu passei não pode pensar nem acreditar como eu.Voce est´me parecendo um neopositivista que ainda quer associar a história a uma ciência exata. A história pensada é uma e a história vivida é outra meu caro. E nem a história vivida hoje por você, pode ser compreendida ainda. Quanto mais a que voce não viveu e da qual voce só tem fragmentos. O juízo histórico pertence a uma historiografia e não a uma opinião isolada mesmo que esta seja baseada em fatos. Porque os fatos são a resultante de múltiplas variáveis das quais voce nunca poderá compilar em sua totalidade.

Olha minha cara, mais uma vez: aqui não é para se discutir teologia, sim história. a sua opinião a meu respeito é toda sua. Nada farei para mudá-la.

Silvaniza,

“[...] infelizmente,por vezes eu encontro pessoas querendo extrapolar um velho ranço e ódio pelas instituições que atacam e não conseguem aceitar os dois lados da história. [...]”

É isso não: até o século XXI o cristianismo não estava (e ainda não está) acostumado com a livre opinião a seu próprio respeito. As pessoas dessa crença se sentem no direito de se verem ofendidas com a descrença dos outros, ainda mais ver a versão oficial da história da sua fé questionada. Da minha parte, não se pode falar em ódio porque eu não questiono fé, sim a história. Não sinto ódio pela versão cristã, mas repugnância. Fosse ela verdadeira eu teria me convertido há muito tempo. Não defendo outra coisa senão o direito de conhecer a verdade histórica, que a teologia sempre tenta obstar.

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