Tags: cristianismo, evangelhos, religião
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Permalink Responder até Brancaleone em 10 agosto 2012 at 22:36
Ivani...
Louvo sua tentativa de levar a discussão para o lado racional num tema que não tem absolutamente nada de racional justamente por tocar no ponto nevrálgico da fé. O NT assim com qualquer outro livro sagrado de qualquer outro deus ate pode eventualmente embasar algum aspecto histórico mas note que as pessoas crédulas sentem-se ameaçadas a cada comentário que mesmo levemente conteste o N ou o V Testamento.
Recentemente assisti ao debate entre dois bibliólogos, ambos duma mesma seita cristã e acredite, em dada altura ambos estavam se xingando de "filho da besta", "anticristo" e por pouco não se entregaram à arte do pugilato... - e olha que ambos tinham exatamente a mesma edição da Bíblia...
Conclusão -
Não tem jeito.
Brancaleone
Não acho impossível o diálogo, é uma questão de sorte, mas nem por isso eu deixode tentar. Sabe por quê? Porque eu gosto disso. Gosto de tentar a exaustão aquilo que meu íntimo me recomenda. Não vou repetir aquela besteira de que as coisas fáceis não te graça. Claro que têm! O que me incomoda não é a pessoa do crente. Não é contra ele que estou lutando. Você já leu a Essência do Cristianismo, de Ludwig Feuerbach? Se não leu, leia. Vale muito a pena.
Estamos em meio a um processo construtivo que leva tempo e demanda paciência de quem nele está conscientemente. É assim que me vejo. Não vou ganhar nada com isso e posso até perder. Mas não me importo porque meu foco não está nessas coisas. É como se eu tivesse aceitado ser a uma das cerdas de uma vassoura que fica na área de serviço. Junto de outras, vou ajudar a empurrar os entulhos do caminho. E estes não são pessoas, são atitudes mentais e ideias. Dá trabalho, desgasta é inglório, mas eu aceitei mesmo assim. Por quê? Sei lá, só sei que foi assim.
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 16 agosto 2012 at 3:18
Bom dia,Ivani
Os insultos ,nao precisavas ,porque já o fizeste nas páginas anteriores a mim e a muitos outros colegas ,mesmo assim muito obrigado pelos insultos ,pelo que se ve és muito generoso nesta area.
Nao sei o que quer dizer "seu bocal " por favor explica ,porque eu gosto de ser insultado num calao que conheca ,além disso tambem estao aqui presentes outros colegas portugueses ,que tambem nao sabem ,e partindo do princípio que estamos num grupo social de cultura que é lido em todo o mundo ,e se nao for lido hoje, o será num futuro muito próximo e pode ser que um dia os nossos netos apreciem este tipo de "cultura".
Um abraco
Joaquim
Você além de tudo é mentiroso. Que insulto eu lhe fiz anterirormente? Demonstre. Não é "bocal" sua besta. É "boçal",ou seja, sujeito ignorante, não ilustrado. A sua dúvida acaba de confirmar o adjetivo dedicado.
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 16 agosto 2012 at 6:22
Bom dia,Ivani .
Desculpa a ignorancia cá do macaco ,mas o meu computador é alemao e nao tem cedilhas.
mais uma vez repito, que nao precisas de ser tao generoso nos insultos ,porque fica tudo resgistado e um dia o Bruno Leal vai ficar chateado com estes "piropos"
Munique fica a 15 km de Dachau se por acaso quiseres mandar alguns para lá diz que eu mando acender o forno .
Mas o que seria este forum sem ti ,até parece um filme de cowboys.
Fascista safado!
Protesto, os macacos são inteligentes, mesmo sem cedilha no computador alemão, pois elas não se apagam das suas memórias tão facilmente.
Está chamando a nós brasileiros de macacos? Olha aqui, seu português de merda, vergonha de Portugal e neonazista escroto, você não é bem-vindo neste fórum.
Permalink Responder até Renato Gimenes em 10 agosto 2012 at 23:42
Não, não são. A História, tal como compreendida hoje, é um trabalho de crítica sobre a memória, entendida como análise das formas com que os povos se relacionam com as narrativas herdadas de seu passado, a partir de fontes históricas que, por alguma razão, chegaram até nós. A História, como disciplina, se ocupa igualmente do sentido dado, em diferentes eras e contextos, a esta memória, procurando discuti-la e corrigi-la a partir de um exame o mais criterioso possível das fontes, debatendo as interpretações existentes sobre esta memórias, bem como o uso do passado e suas consequências no presente.
Os evangelhos são a memória dos seguidores de Cristo durante o Império Romano. Guardaram, sob pontos de vista, e em diferentes momentos (os evangelhos não foram escritos na mesma época) um importantíssimo relato da situação social, espiritual e cultural da periferia do Império. São matéria importantíssima para o estudo da História, e textos fundadores de cultura, pensamento e subjetividade - mas não se confundem com o significado contemporâneo da História.
Renato
Finalmente, alguém entendeu o tema deste fórum. Bem-vindo seja. No meu entendimento todo o Novo Testamento é uma obra religiosa, cuja intenção é dar “historicidade” ao surgimento de uma nova fé e promover a sua definitiva implantação. Esta é a pretensão, juntamente com a intenção de ocultar os verdadeiros fatos e impedir que outros cheguem a eles. Estimaria que a sua presença nos ajudasse iluminar um pouco mais esse passado.
Permalink Responder até Renato Gimenes em 13 agosto 2012 at 8:20
Agradeço a resposta, Ivani. Não conheço muito a história das religiões, e os meus conhecimentos de história do cristianismo limitam-se aos meus estudos de história medieval - do qual não sou especialista.
Minha contribuição foi historiográfica, visto que sua pergunta diz respeito ao tratamento dado aos textos do evangelho.
O que posso dizer, por agora, é que podemos compreender melhor os textos do evangelho quando entendemos a história de seu estabelecimento, ou seja: como a igreja católica validou estes textos, por que e por quais critérios? Isso nos leva a uma história lindíssima da constituição dos textos do evangelho. É aí que entendo sua preocupação, se não estou enganado: por que estes textos, e não outros?
Depois há a história propriamente social, a história da periferia do império; outra possibilidade de escrever e compreender esta história é entender como interpretações das palavras de Cristo foram produzidas, difundidas e recebidas em outras províncias do império até chegar ao seu centro. Paulo, aqui, é uma figura essencial, mas não a única.
Minha contribuição é limitada. Lerei os post deste fórum e verei o que posso ajudar. Abraços e boa sorte!
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 13 agosto 2012 at 8:42
Boa tarde,Renato
A igreja católica nao validou nada ,limitou-se a seguir o original da Bíblia ,o TANAK ,embora tenha organizado o Novo Testamento (Habrit Hahadacha) em 325 no concílio de Niceia ,mais um avez limitou-se a seguir os escritos que havia na altura na mao dos judeus .
Os judeus ortodoxos teem o mesmo Habrit Hahadacha e nao o copiaram pela católica ,porque sao antes deles.
Um abraco
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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