Se os escravos eram "mercadorias", "coisas", e como tal, podiam ser comprados, vendidos,etc., faziam parte de negociações comerciais, negociações estas que os bancos tanto interessa, seria possível que algum banco público ou privado tenha emprestado dinheiro para os "senhores" comprarem seus escravos?
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Permalink Responder até ILDO ALVES DE OLIVEIRA em 23 abril 2012 at 22:01
Olá Emanuel, por isso pedi para o colega contextualizar a questão, o primeiro banco criado no Brasil é em 1808 com a chegada da família real.
A propriedade que D. João VI utilizou quando chegou ao Brasil foi doada por um dos maiores traficantes de negros do período.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 24 abril 2012 at 11:48
Foi criado o primeiro Banco do Brasil em 12 de outubro de 1808, pelo então Príncipe-regente Dom João de Bragança(futuro Rei Dom João VI de Portugal), por sugestão do Conde de Linhares, Rodrigo de Sousa Coutinho, num conjunto de ações que visavam a criação deindústrias manufatureiras no Brasil, incluindo isenções de impostos para importação dematérias-primas e de exportação de produtos industrializados
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_do_Brasil
Permalink Responder até Lucas Carneiro Costa em 30 abril 2012 at 20:13
Abordei o tráfico negreiro num vídeo para meu vlog no YouTube, levantando a tese de que judeus portugueses, e não arianos portugueses, controlavam os arrendamentos de Portugal. Sendo assim, não haveria portanto, razão para não "controlar" o tráfico negreiro.
Você pode conferir no YouTube, ou no livro de José Gonçalves Salvador: Os Magnatas do Tráfico Negreiro.
Caros Senhores (as),
Não sou especialista no assunto, mas alguns dados do amplo conhecimento dos professores de História podem jogar luz sobre a questão.
1) A compra de escravos, como qualquer outra operação comercial, era passível de financiamento.
2) Não é preciso ter banco para haver financiamento. Cuidado com o anacronismo. Tem muita gente olhando para o passado com os olhos de hoje.
3) Nada impediria que fazendeiros ou comerciantes de grande fortuna financiassem escravos para seus protegidos, sócios ou parentes, tendo a terra como garantia.
4) Foi, inclusive, o que aconteceu no Nordeste sob o domínio da Cia. das Índias Ocidentais, no período da administração de Maurício de Nassau. Após a guerra de conquista, instalou-se uma fase de acomodação entre os invasores holandeses e os senhores de engenho luso-brasileiros, durante a qual a Cia. financiou a reconstrução de engenhos e a compra de escravos. O endurecimento da política da Cia., contrariando os conselhos de Nassau, que passou a executar seus devedores, confiscando-lhes a terra dada como garantia, foi justamente a causa principal da Inssurreição Pernambucana.
5) Para finalizar, no século XIX ainda não havia se consolidado o domínio do setor financeiro do grande capital. Só a partir do século XX é que se produziu a atual face do sistema capitalista, totalmente submetida ao domínio oligopolista do grande capital financeiro transnacional. Todos os segmentos burgueses (industrial, comercial, agrícola, comunicações, entretenimento etc.), hoje em dia, estão subordinados à ditadura do setor financeiro.
Permalink Responder até Bruno Leal em 25 maio 2012 at 10:16
Resposta bem completa, Fernando.
Permalink Responder até Weudes Rocha em 13 maio 2012 at 20:56
É possível que as organizações bancárias tenham sim financiado a compra de escravos, no entanto, não as vejo como determinante nesse processo.
Uma vez que os bancos no Brasil datam do século XIX, isso nos remete ao fim do processo escravagista. O Banco do Brasil criado em 1808, veio para atender as necessidades da côrte e por essa foi sugado, não só pelo gastos com luxo, como também pelo vultuoso saque feito quando da sua volta para Portugal, a Caixa vem surgir já na segunda metade do século XIX, 1861, e nesse período já era proibido o tráfico internacional de escravos, o que havia era o tráfico interno, o que não era pouco, mas se tratando do curto período não creio que eles foram mecanismo de grande importância no comércio de escravos.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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