Se os escravos eram "mercadorias", "coisas", e como tal, podiam ser comprados, vendidos,etc., faziam parte de negociações comerciais, negociações estas que os bancos tanto interessa, seria possível que algum banco público ou privado tenha emprestado dinheiro para os "senhores" comprarem seus escravos?

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Olá Emanuel, por isso pedi para o colega contextualizar a questão, o primeiro banco criado no Brasil é em 1808 com a chegada da família real.

A propriedade que D. João VI utilizou quando chegou ao Brasil foi doada por um dos maiores traficantes de negros do período.

Foi criado o primeiro Banco do Brasil em 12 de outubro de 1808, pelo então Príncipe-regente Dom João de Bragança(futuro Rei Dom João VI de Portugal), por sugestão do Conde de LinharesRodrigo de Sousa Coutinho, num conjunto de ações que visavam a criação deindústrias manufatureiras no Brasil, incluindo isenções de impostos para importação dematérias-primas e de exportação de produtos industrializados

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_do_Brasil


Abordei o tráfico negreiro num vídeo para meu vlog no YouTube, levantando a tese de que judeus portugueses, e não arianos portugueses, controlavam os arrendamentos de Portugal. Sendo assim, não haveria portanto, razão para não "controlar" o tráfico negreiro.

Você pode conferir no YouTube, ou no livro de José Gonçalves Salvador: Os Magnatas do Tráfico Negreiro.

Caros Senhores (as),

Não sou especialista no assunto, mas alguns dados do amplo conhecimento dos professores de História podem jogar luz sobre a questão.

1) A compra de escravos, como qualquer outra operação comercial, era passível de financiamento.

2) Não é preciso ter banco para haver financiamento. Cuidado com o anacronismo. Tem muita gente olhando para o passado com os olhos de hoje.

3) Nada impediria que fazendeiros ou comerciantes de grande fortuna financiassem escravos para seus protegidos, sócios ou parentes, tendo a terra como garantia.

4) Foi, inclusive, o que aconteceu no Nordeste sob o domínio da Cia. das Índias Ocidentais, no período da administração de Maurício de Nassau. Após a guerra de conquista, instalou-se uma fase de acomodação entre os invasores holandeses e os senhores de engenho luso-brasileiros, durante a qual a Cia. financiou a reconstrução de engenhos e a compra de escravos. O endurecimento da política da Cia., contrariando os conselhos de Nassau, que passou a executar seus devedores, confiscando-lhes a terra dada como garantia, foi justamente a causa principal da Inssurreição Pernambucana.

5) Para finalizar, no século XIX ainda não havia se consolidado o domínio do setor financeiro do grande capital. Só a partir do século XX é que se produziu a atual face do sistema capitalista, totalmente submetida ao domínio oligopolista do grande capital financeiro transnacional. Todos os segmentos burgueses (industrial, comercial, agrícola, comunicações, entretenimento etc.), hoje em dia, estão subordinados à ditadura do setor financeiro. 

Resposta bem completa, Fernando. 

É possível que as organizações bancárias tenham sim financiado a compra de escravos, no entanto, não as vejo como determinante nesse processo.    

Uma vez que os bancos no Brasil datam do século XIX, isso nos remete ao fim do processo escravagista. O Banco do Brasil criado em 1808, veio para atender as necessidades da côrte e por essa foi sugado, não só pelo gastos com luxo, como  também pelo vultuoso saque feito quando da sua volta para Portugal, a Caixa vem surgir já na segunda metade do século XIX, 1861, e nesse período já era proibido o tráfico internacional de escravos, o que havia era o tráfico interno, o que não era pouco, mas se tratando do curto período não creio que eles foram mecanismo de grande importância no comércio de escravos.

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