Se os escravos eram "mercadorias", "coisas", e como tal, podiam ser comprados, vendidos,etc., faziam parte de negociações comerciais, negociações estas que os bancos tanto interessa, seria possível que algum banco público ou privado tenha emprestado dinheiro para os "senhores" comprarem seus escravos?
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Permalink Responder até Bruno Leal em 25 março 2012 at 11:44
Excelente pergunta, Iziquiel.
Eu tenho quase certeza que sim. Mas não sou especialista no assunto.
Procure por algum trabalho da professora Keila Grinberg.
Ela é membro também do Café História.
Abraço!
Permalink Responder até El Carmo em 9 abril 2012 at 22:26
Como todos sabem, Rui Barbosa, para evitar que os ex-escravos ou seus descendentes entrassem com ações indenizatórias, mandou incenerar todos os documentos referente à escravidão. O que tem são documentos esparços, particulares ou de alguma serventia pública que se escusou de queimar seus arquivos. Fica, portanto, dificil afirmar que sim, por falta de documentação, mas quase certo que emprestavam porque na época era um negocio como outro qualquer.
Permalink Responder até Bruno Leal em 13 abril 2012 at 9:32
Existe um livro sobre essa queima de documentos que esclarece o tema, bastante controverso e espetacularizado.
Permalink Responder até ILDO ALVES DE OLIVEIRA em 16 abril 2012 at 4:48
Olá Bruno, você tem o título deste livro? se tiver te agradeço, pelo menos é um caminho a encontrar ou tentar, respostas.
Grato
Permalink Responder até ILDO ALVES DE OLIVEIRA em 16 abril 2012 at 4:46
Olá, qual ou quais as fontes para esta afirmação? será que no contexto realmente haveria uma ação indenizatória? se a questão fosse esta bastaria que todos os negros africanos que entraram no Brasil após 1831 entrassem com esta "ação", ou quem sabe seus descendentes também.
Você já pensou na hipótese de que a queima de tais documentos poderia ser um pensamento (não estou afirmando) de que assim tentaria apagar esta mácula, todos seriam iguais, será que no contexto o pensamento não era que "vale o que está escrito", até mesmo a história "verdadeira" era a dos documentos oficiais.
Abraços
Permalink Responder até ILDO ALVES DE OLIVEIRA em 16 abril 2012 at 4:36
Olá Iziquiel, quanto a questão eu preciso que me esclareça o seguinte: de qual período você está falando? sem contextualizar o período a resposta pode ser um "chute anacrônico".
Posso te indicar um livro para esclarecer algumas coisas: "EM COSTAS NEGRAS" de Manolo Florentino.
"Ao desvendar os mecanismos do tráfico de escravos entre África e o Rio de Janeiro no período de 1790 a 1830......
(...) No centro dessa engrenagem, o autor destaca a figura complexa do traficante carioca, eram em geral dono de grande fortuna e parte integrante da elite econômica, cuja atuação, longe de se restringir ao Brasil, estendia-se a Portugal, África e aos portos de Goa e Macau". (grifo nosso).
Permalink Responder até taynara p. silva. em 23 abril 2012 at 15:19
Talvez sim,talvez não...só acho que não se deve generalizar.Talvez nem todos os bancos fizessem isso ou qualquer coisa parecida.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 23 abril 2012 at 18:08
Na sociedade capitalista, os bancos fazem o papel que lhes coube: sujo e necessário no sistema...
Permalink Responder até ILDO ALVES DE OLIVEIRA em 23 abril 2012 at 22:04
Cuidado com o anacronismo.
Permalink Responder até ILDO ALVES DE OLIVEIRA em 23 abril 2012 at 22:04
Amiga, até 1808 o Brasil não tinha bancos.
Somete a partir de 1808 um único banco, o Banco do Brasil que faliu após a emancipação política do país (1822).
O negro era uma mercadoria com grande rentabilidade, era um investimento com retorno certo.
Permalink Responder até Brancaleone em 23 abril 2012 at 19:48
Em jornais da época casas bancárias anunciavam disponibilidade para "custear compra de negros", dependendo da utilização que seria dada a eles. "Negros domésticos" não tinha financiamento mas os que seria utilizados em canaviais, minas e criação de gado podiam ser financiados.
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 23 abril 2012 at 21:16
Pergunta relacionada: a partir de quando temos bancos no Brasil?
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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