Recentemente, fui abordada por uma mãe de aluno, que me relatou uma história estarrecedora, presenciada por ela na sala de aula que seu filho frequenta - uma escola municipal em uma cidade do interior. De acordo com a mãe, que ao queixar-se do baixo rendimento do filho, ouviu da professora a seguinte explicação: "Não tem como dar mais conteúdo não. Eles são "tudo" burro. Eu já separei a sala em três - essa fila é dos que leem, essa outra dos que leem um pouquinho, e essa aqui, dos burros, que não leem nada, não sabem nada."

Esta mãe, como tantas outras, além de se sentirem constrangidas, sentem medo em apresentar denúncia por medo de retaliações, especialmente por tratar-se de cidade pequena. Neste caso, o que fazer? Que caminho tomar? E se fosse com seu filho?

Tags: bullying, escola, professor, pública

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Respostas a este tópico

Veja você, meu caro amigo, como violência muda de nome! Precisamos combater e reprimir essas ações! Abraços.
Meu caro Arthur, primeiro "denegrir" é um termo totalmente racista, existe algum problema de tornar algo negro? temos certeza que não né. Muitos cometem este erro, reproduzindo assim, este conceito racista no senso comum de nossa sociedade onde o negro é ruim, o mal, o pesado e o branco é o puro, a paz, a leveza.
Outro ponto: tem algum problema alguém se preocupar com a influência de um professor! De novo você reproduz preconceitos de nossa vil sociedade, onde os professores não tem mais valor nenhum, inclusive de alguma representação de destaque social, deve ser por isso que cada vez mais alunos sentem a vontade de agredir professores moralmente ou fisicamente. Não estou defendendo esta atitude criminosa desta professora, que por se enquadrar em crime, não merece minha consideração. Abraços e ... refleta.
Falta de bom senso. O professor que age dessa forma não deve se justificar na perspectiva ruim do sistema educacional. Pessoas assim não tem coração. São impuras, invejosas e já carregam consigo o seu próprio desprezo pela vida. As vezes me indigno com as atitudes dos meus alunos, mas respiro, e o máximo que ocorre é uma discussão no sentido da ação afirmativa, jamais com ofensas.

Ver educadores promovendo essa prática, torna isso mais nojento e asqueroso. O professor deve estar preparado para as situações que envolvem uma criança na prática de ataques ofensivos, mas pelo contrário, aqui no local que moro existe uma professora que está sendo alvo de críticas exacerbadas sobre suas palavras estarrecedoras na internet. Ela nem percebe, pensa que está aterrorizando, mas os próprios amigos estão dizendo a seguinte frase "Não sabia que ela era assim, e os filhos dela? ficam aonde nessa história". E são muitas pessoas, mas o pior cego é aquele que não quer ver. É esse tipo de educador que nossas escolas merecem??

Postei esse tópico no meu blog..ISSO CANSA....
http://passosdaval.blogspot.com/
Querida Val,

Obrigada pela divulgação. Precisamos multiplicar a informação para reprimir práticas deste porte. Estou no seu blog tb. Dá uma olhada no meu blog: www.educarencantando.blogspot.com, que tem outros textos.Abraços.
Acho que essa professora não posui autoridade na sala de aula, não consegue controlar a turma. Um bom professor não precisaria dividir a turma entre os burros e inteligentes. Tá certo que tem alunos que realmente icomodam, mas há outros meios para resolver a situação.
A questão não deve ser vista unilateralmente. Há de se avaliar os dois lados. Certamente não é correto que um docente faça este tipo de divisão entre alunos, mas sabemos também que não são todos os que se interessam pelo estudo independentemente do que o professor faça, de qual dinâmica que aplique em sala de aula, haverá sempre aqueles que não se interessam por nada. Digo isto porque leciono em escolas públicas e vejo o seguinte:
a) O governo só se interessa em índices de matrícula e de aprovação (não quer saber se o aluno aprende ou não ele quer somente índices para sua publicidade)
b) Os pais em sua maioria estão mais voltados para o Bolsa Família, e não se interessam se o filho(a) estão aprendendo alguma coisa, eles só querem saber que o filho está matriculado e foi aprovado. Experimente reprovar um aluno em História e verá o que lhe acontece. Se fosse Português ou Matemática haveria justificativa, mas História ...
c) O aluno sabe que o professor é obrigado a aprová-lo no final do ano. Há pressão da diretora que sofre pressão da Secretaria de Educação, dos pais, e em algumas comunidades até de traficantes pois querem o seu "vapor" dentro da escola para vender a droga.
Por outro lado, existem alunos que se interessam em estudar e querem sair daquela vida miserável em que vivem. Se destacam tanto nos estudos que às vezes nos perguntamos, como um talento deste, um(a) jovem destes está perdido(a) aqui, deveria estar numa escola que pudesse lhe dar mais conteúdo, numa turma cujo rendimento lhe daria a oportunidade de avançar ainda mais nos seus conhecimentos. Há pais que não querem que seus filhos passem pelas agruras da vida que passam e desejam um futuro melhor para eles e assim cobram não só deles um bom desempenho escolar mas também exigem dos professores qualidade no ensino. E existem diretores(ras) que são que nem o técnico Felipão, não aceitam pressão de ninguém, nem de cima, nem de baixo, nem dos lados, tem que ser do jeito certo e acabou.
Se aquela professora tomou aquela atitude, pode haver sido motivada por:

a) NEGLIGÊNCIA. Existem muitos professores que não se interessam em melhorar a qualidade das suas aulas. Como ão conseguem tornar a disciplina que lecionam algo interessante, a turma fica desmotivada em aprender alguma coisa. Sendo assim, empurram os alunos para a graduação seguinte. Separam os que estudam "obrigados" daqueles que por todos os motivos já descritos anteriormente não vão estudar mesmo, mas vão ter que ser aprovados.

b) JOGOU A TOALHA. Apesar de ter uma boa dinâmica, um conteúdo interessante, procurar estimular os alunos encontram uma barreira intransponível naqueles que sabem que serão aprovados de qualquer jeito. Apesar de chamar os pais para conversar e explicar o problema vêm aqueles que: 1) não estão nem aí, se o filho não quer eles muito menos; 2) não têm domínio sobre os filhos, alguns já andam armados apesar da pouca idade; 3) devido à pouca instrução nem sabem o que cobrar dos filhos; 4) outros....
Por parte da ,administração da escola, tanto a diretoria, como a coordenação e a pedagogia estão mais interessadas em apresentar um relatório positivo no que tange aos índices de aprovação do que os índices de aprendizado. Afinal, se o aluno não aprende é culpa do professor (é igual no trânsito, quem bate atrás é sempre o culpado, quando na verdade não é sempre assim).
Sabemos que os professores não são máquinas, afinal de contas têm sentimentos. Muitas vezes sofrem com a indisciplina o descaso, a desmotivação profissional, a desvalorização da sua disciplina não somente pelos alunos e pais mas por todos os seus pares. Muitos professores de outras disciplinas como: Português, Matemática, Física, Química, entre outras vêm a disciplina de História como uma matéria insignificante, nos tratam assim como tratam aqueles que lecionam Geografia, Artes, Educação Física, disciplinas tão importantes quanto aquelas que são cobradas em exames de seleção.

Enfim, quero crer que o problema desta professora é muito mais profundo do que simplesmente um bullying. Gostaria de ouvir o que ela tem a dizer antes de ter uma opinião formada. Acho que ela precisa de ajuda e não de críticas e condenações.
Nossa intenção não é a crítica pela critica, mas trazer o assunto à discussão para que sirva de reflexão e aprendizado.
Abraços.
você poderia pensar mesmo um pouco mais então nessa resposta dada pelo Storck, você como uma pessoa interessada no assunto deveria perceber que existem vários lados da moeda, e que sempre no final existe muito mais de um lado oprimido
Observação anotada! Grata.
Caros Senhores (as),

Concordo plenamente com os dois últimos comentários. Trabalho no Rio em escolas públicas, com turmas com mais de 50 alunos, localizadas em áreas de altos índices de criminalidade. Como os professores ajudam a fazer as matrículas no início do ano, estou apto a assegurar que a grande maioria dos discentes provêem de famílias desestruturadas. Portanto, sou conhecedor do problema por vivenciá-lo no dia-a-dia.
É preciso que as professoras boazinhas, para as quais o professor é sempre o culpado, atentem para o seguinte:
Por pior que seja a turma, por mais indisciplinada que seja, sempre podemos destacar um grupinho de 3 ou 5 alunos com altíssimo potencial de aprendizado. São os "normais", os interessados, os estudiosos, desesperados diante da sabotagem de que são vítimas em sala de aula. Se fosse possível separá-los dos terroristas, acho que aí sim estaríamos fazendo nosso papel de "professores", e a Dona Sulamita, por exemplo, poderia pegar o rebotalho para fazer o seu papel de "educadora".
No Japão, país do Primeiro Mundo, os alunos são separados anualmente segundo o seu desempenho. Os alunos que na 1ª série forem aprovados com conceito A, vão para a 2ª série numa escola A; os que foram aprovados com conceito B, vão para uma escola B, e assim sucessivamente. Ao final do Ensino Médio, os alunos A são disputados no tapa pelas melhores universidades do país. Podemos então concluir que, aquilo que a professora brasileira do interior faz empiricamente, é o mesmo que o Japão faz científica e oficialmente. Ah! sim, nosso ECA é o melhor do mundo! Oremos!
A despeito da professora Sunamita, asseguro-lhe que, trabalha em uma escola da periferia, com crianças marginalizadas pela sociedade, proporcioanando-lhes uma educação de qualidade, com respeito e ética. Peço-lhe dar uma olhada nops blogs: www.educarencantando.blogspot.com e escolamunicipaljohnkennedy.blogspot.com


Abraços.
Caro Fernando, talvez a separação dos alunos segundo o seu desempenho escolar não seja a melhor solução. É de conhecimento comum que no Japão os índices de suicídio entre jovens que não conseguem ter um desempenho escolar à altura das expectativas da família são altíssimos. É como se pretendessem evitar que a família seja desonrada por conta de ter um membro não tão inteligente. Quanto cursei o ensino fundamental (antes 1º grau) e o ensino médio (antes 2º grau), quem não aprendia era REPROVADO, não tinha esta de fazer um monte de trabalhinhos escolares e outras "avaliações" que não avaliam nada só para dar nota ao aluno e aprová-lo. Não tinha esta de diretor por conta de pressões superiores "obrigar" o professor a aprovar o aluno. Não priorizava disciplinas como Português e Matemática e desprezava as demais. Fosse em Educação Artística ou mesmo Educação Física, se o aluno não tinha boa avaliação era reprovado e acabou.
Havia de forma disfarçada uma separação. Me lembro que as turmas eram separadas por letras ( A, B, C, D, ...) e sempre os alunos que tiveram um bom desempenho no ano anterior eram matriculados na turma A e segundo as notas os demais eram matriculados na B, na C, sucessivamente. Isto não causava traumas e complexos em ninguém. Aliás havia um esforço para que no ano seguinte fosse matriculados na turma A.
NO Brasil não ocorriam suicídios nesta faixa etária, pro conta de não ser da nossa cultura levar este caso aos extremos. No muito o "reprovado" ficava nas férias estudando (aulas de reforço), ou ficava de castigo as férias inteiras (sem sair para brincar), e outras medidas repudiadas pelos pedagogos e psicólogos modernos, mas que eram muito eficientes.
Não sei por conta de que, passou-se a entender que TUDO NO BRASIL CAUSA TRAUMAS E COMPLEXOS NAS CRIANÇAS. Se o aluno fica reprovado ele fica traumatizado e não vai mais pra escola. Solução "empurra" ele para a série seguinte.
Se o aluno fica reprovado e vê seus amigos avançarem no estudo e ele ficando na mesma série vai adquiri um complexo psicológico que vai lhe causar danos emocionais futuros. Solução, "empurra" ele para a série seguinte.
Na minha época como a de muitos que participam desta discussão, não era assim, e não creio que algum dos amigos sejam vítimas de algum complexo psicológico ou traumatizado pelo fato de terem se esforçado para estudar mesmo que fosse pelo receio de ficar reprovado.
Não se tinha tantos dias letivos. Eram 3 meses de férias no ano. Julho inteiro, no final do ano, depois do dia 10 de dezembro só ia ver a escola no final de fevereiro, a aulas começavam em março. Os alunos aprendiam mais. Quando fiz o meu vestibular para História, já haviam passado 26 anos desde quando conclui o 2º grau (ensino médio) e passei. às vezes assistindo algum programa de perguntas e respostas junto com pessoas da minha faixa etária, vejo o "banho" que damos nos mais jovens.
Aumentasse o número de horas aulas e os alunos "emburressem". Por que?
Porque somos "obrigados" a aprovarmos aqueles que não se esforçam por conta do Bolsa Família, por conta dos traumas e complexos, e por ai vai ....
Se falar em separar alunos segundo o seu desempenho, hoje, é caso de processo e indenizações. Reprovar aluno pode lhe custar o emprego.
O ECA é uma boa lei, mas inaplicável num país como o Brasil. Aqui só gerou o aumento da criminalidade infantil e juvenil. Aqui somente tirou dos país os meios de disciplinar os filhos. Agora vem a Lei da Palmada. Daqui a pouco os pais estarão obedecendo os filhos e viveremos numa anarquia total.
O GOVERNO NÃO CUMPRE A PARTE DELE NO ECA. OU melhor só aplica eficientemente as punições aos pais, nada mais.
Eu sempre digo: "UNS APRENDEM PELO AMOR E OUTROS PELA DOR",

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