O que devemos fazer quando um possível entrevistado não aceita que gravemos ou filmemos seus depoimentos?

A utilização de fontes orais tem sido muito exploradas ultimamente. Em função disso, muitos problemas têm surgido. Alguns professores, de outras áreas,  não aceitam esta fonte como referência nos trabalhos realizados. O que devemos fazer, sobretudo quando os depoimentos não forem gravados nem filmados nas entrevistas?

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Respostas a este tópico

Ótimo fórum, Luiz. =)

Certamente, trata-se de uma questão que muitos historiadores acabam enfrentando em suas carreiras. Acho que a primeira coisa que o profissional deve fazer em uma situação como essa é conversar com a pessoa, mostrar que o trabalho é algo importante, que não haverá prejuízo para ele, que tudo será conduzido com ética. Uma das garantias pode ser dar o material para o entrevistado antes da publicação. Isso o deixará mais seguro para validar e autorizar o material. Além disso, essa aproximação faz com que ele se sinta também autor. Se ainda assim não ocorrer autorização, só resta duas coisas: usar o registro escrito e/ou omitir o nome do entrevistado. Bom, espero ter ajudado. abs!
Obrigado pela participação. Valeu, brother!

Por nada! Abraço!

Olá
Realmente, este questionamente é mui pertinente.
No desenvolvimento de minha pesquisa de IC e, também agora na pesquisa no Mestrado, utilizo a Hist. oral. No decorrer das pesquisas, me deparei com as situações descritas por você e a alternativa que utilizei foi exatamente a sugestão do Bruno, ou seja, apresentei ao meu entrevistado o projeto inicial da pesquisa, explicando a ele a finalidade da mesma e a importancia da entrevista na continuiade da pesquisa. Desta forma é possivel "ganhar" a confiança do entrevistado. Assim, dentro de um campo ético, onde nada será registrado e/ou publicado sem o seu consentimento. Apresentar o esboço inicial do projeto é uma forma de dizer ao seu entevistado, que sua pesquisa está cerceada pelos rigores cientificos. Em todas as sitações, obtive a entrevista, sem maiors problemas. Espero ter auxiliado no questionamento. Abraços.
Exatamente Ilsyane, deixar sempre claro é o melhor caminho...
abços
Obrigado, Ilsyane.
Veja bem, tenho pesquisado sobre a participação de uma enfermeira, nascida na cidade onde eu moro, que participou da 2ª GM. O fato é que eu tenho um amigo que os avós dele, ainda vivos, são contemporâneos dessa enfermeira. Porém, eles não admitem filmagem nem gravação dos depoimentos. Pergunto: mesmo assim, posso citá-los, desde que não haja nada ofensivo, na minha pesquisa?
Abraços,
Ricardo.
Olá Luiz,
Vc já os entrevistou? Foi nessa oportunidade que revelaram o não desejo dos registros? Há outras fontes para serem consultadas?
Caso sejam as únicas fontes complica o seu trabalho. Caso não, não há razao em deixar as informações adquiridas junto às fontes de fora do trabalho, sem citar-lhes os nomes. Entretanto esse fato não poderá ser verificado posteriormente em uma suposta, e possível, revisão do seu trabalho.
Quando digo citá-los, me refiro em trabalhos que não necessitem passar pelo crivo científico.

Abços.
Olá Luiz, boa temática

Essa não é uma situação nada fácil. A meu ver seria interessante uma pre´-entrevista, na qual se faria uma sondagem geral e também se colocaria para a fonte a relevância do trabalho e seus objetivos, de modo a poder-se obter a autorização uma vez que a mesma configura-se registro de grande valor.
Há várias formas de se trabalhar com História Oral, e não é necessário partir para o depoimento da sua fonte diretamente, mas pode recorrer a fontes já prontas, pois se seu entrevistado não se permite cooperar tem que buscar outras alternativas. Pode também recorrer ao que já foi falado aqui, mostrar seu trabalho em andamento para essa fonte.
A utilização da História Oral, na pesquisa, tem muitas consequências, positivas e negativas, embora não devéssemos julgar. Com relação à utilização de Gravadores e Filmadoras na entrevista, percebo como tendo uma necessidade superficial uma vez que, por mais que o historiador necessite ter aquele material gravado para comprovar a real existência de sua fonte, ele, na elaboração do saber sobre seu objeto de pesquisa - que é a principal meta na sua pesquisa, embora possam existir outras pesquisas que necessitem do material gravado, a saber, de memoria coletiva, história de vida -, utilizará do que pode compreender daquilo dito/não-dito pelo entrevistado. Se o professor não aceita uma interpretação de um depoimento só porque este não foi gravado, cabe ao professor perceber se seu grau de maturidade intelectual é realmente condizente com a correntes de pensamento histórico da atualidade. O conselho que daria a quem sofre com esse tipo de problema seria buscar outro orientador mais "atual", ou seja, que esteja com a mente no prensente e não no que ele gostaria que fosse o presente.
Meu caro amigo,simples,esta não será a única fonte ignore-a.
Ele , o seu entrevistado, provavelmente está fazendo "charminho"...quer que vc faça a entrevista, mas ao mesmo tempo se sente "A Diva" e então quer o glamour que uma entrevista lhe confere...faça com que ele(a) se sinta, importante...bajule (porque todo entrevistado (a) adorar ser bajulado), diga o quanto isso irá acrescentar para a história cultural do momento presente...adule...sorria...
cara!!!isso é fatal...todo mundo quer ser bajulado, amado...vai fundo que funciona!!!

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