O que deve ser abordado na primeira aula de história do ano letivo ?

Dica: cada um pode descrever a melhor estratégia segundo os anos escolares: do ensino fundamental ao universitário.

Tags: aula, de, educação, ensino, historia, professor, sala

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Bom, procuro fazer um apanhado geral do que se tratará durante o período. Numa exposição bem diversificada e descontraída para tentar trazer os alunos um pouco mais próximo do tema. Utilizando principalmente o contexto onde vive o aluno levando a se deslocar na mente à época estudada. Pois, como explicar sobre Revolução Industrial numa sala de alunos de comunidades carentes? Podemos fazê-los entender através de um método comparativo com sua atualidade, claro com o cuidado de não haver anacronismos. Entender o processo de escalada de violência num Estado e a formação das instituições policiais e sua filosofia tal como a tendência dos descaminhos do cidadão burlando o Estado etc. É só uma palhinha o que escrevi aqui. Acho que o historiador como professor deve interpretar de corpo e alma o que falará. Uma espécie de auriga para o aluno. Se falares com paixão aquilo que estudas, certamente haverão os que ouvirão.

Marcos Davi Duarte da Cunha
Ut Habere Sapientia Pro Omnes
Para o Ensino Médio...
Materialismo, dialética e a importância de um método de estudo.
Isso no primeiro dia de aula? Não parece algo que vpode gerar afastamento dos alunos devido a dificuldade do tema? Por que você acha que essa questão é importante em um primeiro dia de aula? Abraço!
Quando eu lecionar, apresentarei, na primeira aula, uma súmula de tudo o que será visto no período letivo, e tentarei fazê-lo de forma a instigar o interesse dos alunos, tanto por via de atividades alternativas que seriam apresentadas, quanto pelos meus próprios interesse e paixão, o que é indispensável para que os alunos aproveitem o mínimo das aulas. A História apresenta bem mais possibilidades de sedução da mente jovem do que a maioria das outras disciplinas, e isso só é aproveitado se o professor também se deixar seduzir, naturalmente com todas as reservas que caracterizam os ofícios de historiador e professor.
O conceito de história e a percepção de que todos somos sujeitos da história. Depois dessa conversa inicial, uma visão geral sobre o que será trabalhado durante o ano, se possível já falando sobre filmes e literatura que tratem sobre as épocas e/ou temáticas a serem estudadas.
PARTE DO IMENSO DESAFIO: COMUNICAR / MOTIVAR / ENSINAR


Tive oportunidade (rara) de ensinar onde sempre desejei - em projectos fora do ensino dito de institucional.

O primeiro dia é na verdade «sempre a primeira vez» - desculpem o pleonasmo.

Desses encontros tomei por experiência o seguinte:

- Pergunto se «a turma» sabe ao que vêm? Começo sempre (farei sempre assim) dizendo que aquele é um lugar que primeiro as pessoas (todas) tem de saber que vão a um desafio medonho. Em 3 palavras: Comunicar/ motivar / ensinar - e do outro lado aprender mas também comunicar (muito). De outra forma não dà.

- Pergundo se viram um filme de título «O Clube dos Poetas Mortos» e deixo logo o desafio. Os que viram repetem, os que não viram vão ver. É a primeira aula. A partir daí o aviso é feito por cima. Da porta para dentro é para trabalhar - quem não o desejar não venha. (Um conservador/libertário é assim rsrs)

Estabelecem-se as primeiras regras e comunicação. Tento sempre ensinar não assumindo a integridade do livro ou programa (por melhor que o sejam) mas por algumas excepções no sentido de não passar para o lado de là (alunos) a barra pesada. A ideia é mesmo mostrar o desconhecido, tentando sempre a mensagem da «leveza» mas deixando anti-corpos de motivação/curiosidade/ desejo de aprender. Tive a sorte de algum deste pessoal mais tarde ser meu aluno nos tabuleiros de xadrez. Foram (também) cúmplices noutras jogadas da vida.

Um detalhe. Como o ensino para mim nunca significou (felizmente) «emprego» tive sempre da minha parte a possibilidade de trabalhar fora de estatísticas, que norma geral afrontam a dignidade colectiva e individual do ser humano. O ensino será sermpre um acto totalmente libertário. Voltarei sempre que necessário, mas trago de novo o filme «O Clube dos Poetas Mortos» - de outra forma não vou a jogo. Coisas da vida, como disse o David Laing.
Gostei bastante do roteiro. Muito bem pensado. Certamente, seria uma grande descoberta para os alunos. Bastante lúdica e intuitiva.
De minha parte, creio que a primeira coisa é tentar conhecer aos alunos e fazer-se conhecer. Falar sobre a vida, afinal, história é vida. Apenas em seguida é que procuro abordar a disciplina de história, a forma de trabalho e, claro, estabelecer um acordo para as normas, a disciplina, os prazos, etc...
O que tento fazer é que, ao incentivar os alunos que falem de si e de suas histórias, eles já comecem a perceber que história, memória e identidade serão os eixos que conduzirão a construção de conhecimentos ao longo do ano.
Não é fácil, pois "conhecer" leva tempo. Mas acho que ouvir os alunos, nesse primeiro dia, é muito importante. E nos outros também, ehehe!
Fazer uma aula passa pelo conhecimento do grupo com o qual vamos trabalhar, suas origens escolares, sua história de vida. Outro aspecto importante e mostrar as diferentes possibilidades de leitura da história, da visão tradicional, a visão positivista e chegar na visão dialética. É preciso que o aluno, desde cedo aprenda a distinguir como são construidos os conceitos que envolvem a aprendizagem da História para poder apreender a totalidade que a envolve. O conhecimento é um processo de descoberta que se origina na admiração que sentimos por tudo que nos envolve como seres humanos. Conhecer significa apropriar-se do mundo emque vivemos para nele podermos agir de forma consequente! Assim a metodologia do conhecimento histórico deve ser o ponto de partida dos estudos...
o primeiro dia é o momemto de "ganhar a sala". É importante fazer uma apresentação do conteúdo a ser estudado da forma mais legal possível, fazendo com que os alunos façam parte das discussões e gostem também das mesmas.
nesse momento o grande truque é inovar pois os alunos de hoje gostam desses professores menos autoritários e com uma aula fácil e divertida.
Oi Jean.
Acho que entendi o que você quis dizer, mas sou um tanto conservadora (no sentido de que gosto de conservar o que considero correto) no que se refere ao "inovar" e às aulas "que os alunos gostam". Nem sempre o que os alunos gostam é o que a escola tem a obrigação e a Responsabilidade de oferecer a eles. Nesse sentido, creio que no meu primeiro dia de aula, este ano, deixarei claro que estudar história não é fácil. Exige leitura, exige estudo, exige pensamento, concentração, diálogo e respeito aos tempos e conhecimentos dos outros.
Penso que ainda seja nosso dever ajudar os alunos a serem capazes de ficar mais de 10 minutos sobre um texto, persistir nele, até conseguir entendê-lo. Tentar escrever um texto rigoroso, em que realmente haja trabalho intelectual e não apenas cópia. Ser capaz de argumentar com qualidade e a compreender o argumento de seu colega, e por aí vai.
Continuamos conversando??
Esse dia reservo para as apresentações. Normalmente me apresento e lanço a pergunta "Quem gostar de contar estórias"?
Essa pergunta no meu caso, é muito importante, pois cada aluno que a responde se apresenta primeiro. Aí está o meu segredo. Descubro quem gosta de estudar, quem le o que entende, quem consegue explicar o que está querendo dizer, enfim consigo captar um pouco de cada aluno e como sou meio perfeccionista, faço anotações sobre cada um deles. Esse método eu o levei pra sala de aula apartir dos meus primeiros dias de aula com diversos professores. Assim eu descobria se o professor estava ineressado em conhecer seus alunos e dai expor sua forma de apresentar seus métodos de ensino ou se simplesmente ele daria a materia simplesmente por obrigação. Tem dado certo.

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Chega aos cinemas o filme islandês "Sobrevivente", de Baltasar Kormákur. 

Sinopse: Durante o inverno de 1984, um barco pesqueiro naufraga no Atlântico Norte, nas proximidades da Islândia. Os tripulantes tentam sobreviver, mas as águas geladas impedem que essa tarefa seja facilmente concluída, restando apenas Gulli (Ólafur Darri Ólafsson), um homem bom, de fé, querido por todos, e com uma vontade de viver inacreditável. Após nadar por cerca de seis horas e enfrentar vários percalços, ele consegue contato com a civilização. Após a incrível experiência vivida, Gulli terá ainda que viver com a dor da perda dos amigos e, pior, a incredulidade de todos, que não entendem ele ter sobrevivido a uma situação tão extrema e insistem em fazer testes para saber como isso pode ter acontecido. Baseado em fatos reais.

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