Considerem a pergunta e relacionem com o debate de que alguns historiadores dizem por exemplo que os povos que não tinham noção do tempo não apresentam história, e outros afirmam que dizer isto é contra as questões culturais históricas. Depois deixo minha visão, primeiro quero ver o que vocês tem a me dizer!
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Permalink Responder até Gezniel Teixeira da Silva em 10 dezembro 2011 at 19:59
Dificil se falar em história se não temos o tempo como referencia, mas acredito que dificilmernte algum historiador se deixaria derrotar diante de tal dificuldade.Talvez seja pra ele mais um dos tantos desafios.
Permalink Responder até Ludmila Pena Fuzzi em 11 dezembro 2011 at 7:53
Os conceitos são restritos para povos que marcam a passagem do tempo segundo processo social de mudanças, excluindo povos que adotam marcação do seu próprio tempo circular, ou segundo as estações do ano. Quando a história passa a ser narradas por povos que detenham o sentido de civilizados, sem considerar aqui a teoria que Alfredo Bosi nos coloca referente a povos primitivos x civilizados, o conceito de história é universal, pois neste momento eles ganham historicidade, tirando-os da pré-história. Temos que ter cuidado com os termos civilizados e primitivos, porém neste raciocínio, não estamos buscando superioridade ou sociedades complexas, mas apenas buscando o sentido da natureza do conhecimento histórico. Só existe história em sociedades que compreendia o tempo, assim as mesmas tinham sua historicidade, e seu conhecimento histórico. O tempo, como produção humana, é uma ferramenta da História, visível em instrumentos como calendário e cronologia. Todas as civilizações possuem uma data que convencionam como o início do tempo, logo, o início da história.
Permalink Responder até Bruno Leal em 21 junho 2012 at 11:24
Mas Ludmila, complicado trabalhar com conceito de história universal.
Esses povos são "retirados" da "pré-história" por aqueles que estão de fora dessas comunidades. Não acha?
Permalink Responder até Ludmila Pena Fuzzi em 24 junho 2012 at 7:40
Bruno,
O conceito de História Universal já demanda um grande debate, isso sem considerar o termo Historicidade aplicado nisto, creio que seria interessante abrirmos um fórum para isto aqui no Café. Eu confesso que não gosto do termo "Pré História", pois estudos atuais demonstram que nossos antepassados tinham uma certa noção de tempo, até mesmo após a Revolução Agrícola, para poderem controlar a produção de alimentos e terem seus excedentes para o comércio entre os diferentes grupos. O termo sobrevivência me leva a crer que o termo Pré História pode ficar ultrapassado com as novas pesquisas. Porém não tenho nem fundamentação e nem teoria ainda o suficiente para debater isto de forma eficaz. Muitos novos conceitos de História estão surgindo e fatos tido como fatos voltam a se tornar Hipóteses, seria interessante demonstrarmos estes estudos aqui no Café, eu acompanho direto!
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 24 junho 2012 at 18:35
Realmente, "pré-história" é uma expressão muito infeliz que herdamos do século 19 e ainda não jogamos na lata do lixo. Superamos a noção de que a história depende de documentos escritos, mas o termo continua em uso.
Em todo caso, uma coisa é saber se um determinado povo do passado tinha noção de tempo, história ou historicidade, e outra coisa completamente diferente é nós fazermos a história desses povos.
Permalink Responder até Inacio Kruger Filho em 11 dezembro 2011 at 15:58
Bem, sou apenas estudante do ensino médio, mas vejo que a história estuda a vida humana através do tempo. Estuda o que os homens fizeram, pensaram ou sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, o conhecimento histórico alarga a compreensão do homem enquanto se que constrói seu tempo, e a reflexão histórica nos ajuda a compreender o que podemos ser e fazer.O estudo do passado e a compreensão do presente não se relacionam de forma estreita e determinista, vejo que história é tudo.
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A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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