A lei de 13 de maio de 1888 acabou com a escravidão no Brasil. Mas o que iria acontecer com os ex-escravos?  Para as elites brasileiras, que estavam impregnadas de indiferenças e preconceitos, o problema era como fazer dos antigos escravos trabalhadores pacíficos e ordeiros. O jornalista fluminense Carlos Lacerda, por exemplo, que em 1935 publicou um livreto contando a história do quilombo do Manoel Congo, criticava ferozmente os ex-escravos por não entenderem significado da liberdade e não se esforçarem para trabalhar direito. Nas cidades eram discriminados pelas elites e pelos trabalhadores brancos, tinham os piores empregos, moravam nos cortiços e suas manifestações culturais continuavam a serem vistas como bárbaras.

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        Havia muita euforia entre os libertos, insatisfação de fazendeiros, muitas contendas entre ex-escravos e ex-senhores. Sabe-se que muitas fazendas foram esvaziadas e houve, de certa  forma, um impacto da abolição na economia açucareira. A solução encontrada não favoreceu os ex-escravos e sim  a  imigração européia que foi incentivada.  As relações sociais a partir daí se revelavam de forma  excludente, fundamentadas em premissas biológicas e na sedimentação do discurso da supremacia branca.

            Concordo com a Maryna Sousa, acho que os ex-cativos não sabiam ainda lidar direito com a liberdade e as contendas entre fazendeiros e ex-escravos favoreceram a imigração europeia.

Ou seja, sai de cena a o trabalho escravo e entra a miséria...Foi trocar alhos por bugalhos!! Mas, no todo, um importante acontecimento. Pois, em contrapartida a possibilidade de reescrever a história. Foi o que aconteceu com muitos!!! Certo?

A libertação dos escravos ficou delcarada na lei mas na prática não mudou muita coisa. Escravos domésticos que levavam uma vida menos explorada, preferiram ficar com seus senhores. Os libertos ficavam nas ruas, como mendigos, vagabundos e sem identidade. Procuravam se comportar como brancos e eram capazes, se dinheiro tivessem, de gastar tudo o que tinham para comprar roupas de linho mesmo que estivessem descalços. Estamos longe de imaginar o que aconteceu àqueles homens que estavam livres mas não podiam se manter a não ser por míseros cruzeiros e é claro, costumes de séculos não se acabam com uma lei. Maus tratos, desrespeito, negação de condição, humilhações não mudaram porque o escravo agora era livre. Lembremos que os direitos políticos demoraram a vir e a educação era precária até para os brancos. Saúde então não existia, sem falar na ausência total de políticas públicas que possibilitassem a inserção social dos negros na sociedade. Os idealistas bravaram suas idéias mas não vemos muita literatura da continuidade dessa pressão depois da libertação. Se alguém conhecer alguma coisa sobre a ação dos defensores da libertação depois da Lei Áurea, eu gostaria de saber.

Uns foram refugiar-se nos locais mais baratos à época, os morros, surgindo muito mais tarde as favelas. Outros trabalharam para seus antigos senhores como assalariados (poucos) e outros foram tentar a vida. Estavam meio perdidos depois de tantos anos como cativos.

Os escravos depois da libertação se tornaram pobres miseráveis a procura de trabalho tendo como concorrente brancos tb tão miseráveis  qto eles e deu no que deu. uma sociedade dividida onde pretos lotam as cadeias enquanto brancos ( ex; Collor , Sarney,Maluf, Calheiros. . .) tão crimnosos qto eles  continuam tão leve e soltos como nasceram.

Em tempo:Cacciola já esta solto, limpo de toda bandalheira .Se a justiça brasileira fôsse a guardião da porta do céu.teria colocado ele ao lado de Jesús Cristo.

Não existiu uma situação genérica pós-abolição. A população negra brasileira não constituía uma massa homogênea de escravos. No universo negro havia situações bastante diferenciadas.

A primeira distinção que devemos fazer é entre escravos e libertos. Considerando que o liberto era um homem que já havia sido escravo, a sua inserção na sociedade já nos dá uma pista do que aconteceu pós-Lei Áurea. Uma questão interessante a investigar é qual era o grupo mais numeroso. Se escravos ou libertos? Legalmente, quem nasceu depois de 1871 já não era mais escravo.

A segunda distinção conveniente é a respeito de escravos urbanos e escravos rurais, cujas vidas e expectativas eram completamente diferentes. O escravo urbano normalmente tinha um ofício, com o qual ganhava a vida. O chato para ele era ter que repartir seus ganhos com o seu Senhor. A partir da Abolição, com certeza sua situação melhorou muito, já que ficou desobrigado de pagar qualquer quantia ao seu ex-Senhor. Aliás, muitos dos libertos eram profissionais que haviam conseguido juntar o capital necessário para comprar sua alforria.

Quanto aos escravos rurais, suas vidas eram bem mais duras. De um modo geral, com a Abolição, não tinham para onde ir. Como o seu trabalho ainda era essencial para a maioria das fazendas ( exceto aquelas do Oeste paulista onde foram introduzidas relações capitalistas de produção), passaram da condição de escravos para a de colonos, sem alterações nítidas nas suas condições materiais de vida.  

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