O Negro no Futebol Brasileiro:Qual a relação entre o futebol e o racismo nas primeiras décadas do século XX?

Racismo e Futebol.

Tags: futebol, racismo

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Um antigo inimigo da história social do futebol, passando pelas transformações sociais e econômicas, iniciado pela prática institucional dos clubes aristocráticos, acontecimentos do desligamento do Vasco da AMEA em 1924, fez questão de não esconder os atletas negros, a nível internacional a Portuguesa Santista, numa excursão em 1959, denunciou o racismo na África do Sul, exemplos de ações relevantes contra o racismo no futebol. Cabe a sociedade em geral, combater qualquer tipo de discriminação social em todas as formas, as coisas não mudam do dia pra noite, alternativas institucionais, o debate e diálogo.
O racismo é forte pra quem sofre com ele, muitas vezes sendo escondido, creio que algumas torcidas organizadas nos estádios incitam formas de discriminação e violência que denigrem a imagem do nosso futebol.
Abraços. Alcebíades
Sem o Clube de Regatas Vasco da Gama talvez nem iríamos conhecer o pele , salve o Vasco !! que lutou por negros e operários enfrentando clubes elitistas como Flamengo e Fluminense , a AMEA impôs ao Vasco a construção de um estádio tentando de alguma forma impedir o Vasco , então o Vasco construiu o maior estádio da America latina com recursos e mão-de-obra de seus torcedores .

SAUDAÇÕES CRUZMALTINAS !!!
O tema desperta uma riqueza de curiosidades . Vejamos, por exemplo: A expressão pó de arroz usada no futebol vem dos negros que eram maquiados para parecerem brancos ou menos escuros pelo menos.
Bem amigos...

Penso que o tema é muito relevante também para a atualidade, pois costumeiramente ainda vemos muitos atos de racismo no futebol internacional e brasileiro também.

Mas vamos ao que interessa a questão: No início do século 20, estavamos ainda saindo do regime da escravidão. Constava tudo bonitinho na Lei Áurea, mas na prática ainda era uma incógnita, pois qualquer regime não acaba de hora para outra. além do mais, o africano sofria as consequências da exclusão social. Por tanto, não era bem visto e aceito em quase todos os setores da sociedade. Outro fator que contribuiu muito para esta relação, foi o de que o futebol veio para o Brasil, não para os negros (considerados pela Igreja como seres sem almas), mas sim como alternativa de lazer para os brancos. Tanto é que foram os brancos (ingleses) que trouxeram e implantaram o futebol no Brasil. Os primeiros times de futebol (quase todos) não aceitavam negros em seus times. se não me fala a memória, o primeiro time a aceitar negros em seu elenco foi o Internacional de POA, outros afirmam que foi o Vasco da Gama; mas isto não vem ao caso. O importante é que apesar de todo o sofrimento que os descendentes africanos e/ou afro brasileiros enfrentaram, sempre souberam dar uma resposta a altura e tiveram muita capacidade de se organizar e demonstrar através do tempo que são tão ou melhores que os brancos em tudo o que fazem. Vejam quantos negros tem nossa Seleção Brasileira e quantos negros existem no futebol mundial e brasileiro.

Olha a Marta aí...

Parabéns a eles e a elas.

Um abraço.

Gilson.
O Bangu que nasceu como o The Bangu Atlhetic Club, em 1904 por ingleses da Fábrica de Tecidos Industrial. Devido a distância dos clubes da zona sul, o referido time teve dificuldades na montagem de seu elenco. Então, os patrões ingleses foram buscar soluções entre seus empregados e empregados do comércio local. Em 1905, o Bangu já contava com negros, pardos e brancos pobres em sua equipe. Francisco Carregal, um tecelão da fábrica foi o primeiro negro a jogar por uma equipe de futebol. Em 1916, o Bangu sagrou-se campeão carioca da segunda divisão. Então podemos afirmar que este clube foi o primeiro a utilizar jogadores que por ora, não teriam chances nas equipes eliteistas. Mesmo por conta disto, não devamos desmerecer o C. R. Vasco da Gama de também ter um papel importante na inclusão de jogadores pertencentes as camadas menos abastadas, como negros, pardos e os brancos pobres.
Colegas: O tema, considerando que há poucos dias se celebrou o Dia da Consciência Negra, vale a pena ser retomado por oportunizar tantas discussões e analises. Vejamos, por exemplo que os primeiros jogadores pardos e mulatos, como o paulista Arthur Friedenreich, grande ídolo dos anos 10 e 20, autor do gol que deu ao país o título do Sul-americano de 1919, tinha de alisar o cabelo para parecer branco, ou então o fato de que o Vasco da Gama pela coragem de ser o primeiro time de prestígio a incluir negros em suas fileiras, chegou a ser proibido de jogar o campeonato carioca. Há inclusive um livro sobre o tema "O Negro no Futebol Brasileiro" da editora Civilização Brasileira, publicado a uns 03 anos atrás. Logo, creio que há muito a debatermos sobre esse grande espaço de inclusão que se fez o futebol.
A primeira edição do livro "O Negro no Futebol Brasileiro", escrito por Mário Filho, teve sua primeira edição lançada em 1964. Outros livros também abordam este e outros assuntos relacionados ao início do futebol, tais como: "O Futebol Explica o Brasil, de Marcus Guterman; "O Pontapé Inicial": memórias do futebol brasileiro de 1984-1933, de Waldenyr Caldas; "Footbalmania: uma história social do futebol no Rio de Janeiro - 1902 - 1938. Leonardo Affonso de Miranda Pereira, e tantos outros. Hoje, ainda bem, a literatura sobre o futebol está ganhando espaço mercado de livro, com novos autores e editoras. Inclusive internacional, indico por exemplo o seguinte livro: "O futebol explica o mundo": um olhar inesperado sobre a globalização, de Franklin Foer. E uma situação muito importante, que vale a pena ressaltar é em relação ao fato de quando se vai estudar ou pesquisar o futebol, tem que  deixar a paixão de lado. Porque se não fizermos isto, corremos o risco de ficarmos igual a certa parte da imprensa que faz uma cobertura "bairrista" sobre o esporte. Muita vezes ocultando ou destorcendo os fatos, fazendo com que o interessado na questão fique sem a informação  correta sobre o assunto. Ainda bem, que nós fazemos histórias e não jornalismo. Por isso mesmo, devemos colocar a paixão cublística sempre de lado e fazer o trabalho com a máxima seriedade. Pois o futebol é uma caixinha de surpresas.

Vamos refletir sobre a palavra "denegrir"?

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