O Assassinato de Trotsky
Escritório onde Trotsky foi assassinado
Reproduzo hoje trecho do livro Os Grandes Líderes: Trotsky. O texto descreve os instantes finais da vida do polêmico líder da Revolução Russa, que estava exilado no México após ser expulso da União Soviética por Joseph Stálin.
UMA JANELA ABERTA
Por Hedda Garza
Em toda a História há poucas carreiras tão românticas como a de Leon Trotsky: ter-se levantado de tão baixo e atingido as alturas, ter brilhado tanto e ter levado a cabo feitos heróicos em um mundo tremendo de medo – e então voltar novamente ao nada.
Walter Duranty, jornalista norte-americano
Trotsky continuava a escrever e a falar. Nem o assassinato de seus filhos, netos e amigos parecia capaz de fazê-lo desistir. Quando o parecer da Comissão de Inquérito foi divulgado e começaram a circular traduções de A Revolução Traída, o prestígio pessoal e político de Stálin sofreu um grande golpe. O ditador percebeu então que só a morte faria com que Leon Trotsky abandonasse a luta.
Preocupado em não envolver-se pessoalmente na trama que culminaria com o assassinato de seu inimigo, Stálin entregou a tarefa à polícia secreta. Em 1938, convocou um dos grupos menos conhecidos da espionagem russa, a Divisão de Serviços Especiais, cujo chefe chamava-se Leonid Eitingon.
Trotsky, por sua vez, não permitia que a preocupação com sua segurança pessoal se tornasse o elemento central de seu cotidiano, embora jamais pudesse esquecer que vivia sob constante risco. Havia uma eterna vigilância à sua volta: todos os que o visitavam passavam por uma cuidadosa revista e só eram admitidos à sua presença se exibissem credenciais absolutamente confiáveis. Ele sabia que todos esses cuidados eram insuficientes para afastar totalmente a possibilidade de um atentado. Sabia que se desistisse de lutar, se concordasse em viver em total isolamento, suas chances de sobreviver aumentariam. Mas jamais chegou a considerar seriamente esta possibilidade. Muitos de seus companheiros, vindos dos mais diferentes lugares do mundo e que o visitavam em Coyoacán, referiam-se com espanto à sua atitude descontraída e calma de conviver com os guardas armados, que se revezavam à volta da casa e dentro dela. Pelo depoimento de alguns desses companheiros, sabe-se que ele passava os dias em seu escritório, lendo, escrevendo, integralmente dedicado ao trabalho.
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Permalink Responder até Lúcio Emílio do Espírito Santo em 7 julho 2012 at 11:17
Trotsky foi assassinado por um trotsquista, Jacson Monard, namorado de Silvia Ageloff. Mesmo torturado, ele negou envolvimento com o ministério de segurança pública (NKVD).
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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