Recentemente assisti a uma palestra com um linguista que salientou a importancia do Brasil ter o seu próprio idioma, já que o Português que seguimos na gramática não condiz com a lingua falada, aliás, até atrapalha na hora de aprender, já que a disciplina que mais estudamos é a lingua portuguesa e saímos da escola falando totalmente diferente daquilo que escrevemos. Segundo o linguista mencionado, nem os portugueses falam português e aponta diversos erros na nossa gramática, além do mais, contesta o fato de termos em nosso idioma mais de 130.000 palavras em tupi (em Portugal não tem) que formam 90% do que falamos e não são condensadas a gramatica literal. Gostaria de saber a opinião de vocês colegas; o que acham desse assunto? Já pensaram sobre a idéia? Será que está na hora de nos desvencilharmos de vez da "pátria mãe"? E a máfia do livro didático, como fica? Opinem por favor. Abraço e obrigado à todos.

Exibições: 195

Responder esta

Respostas a este tópico

Creio que as sucessivas reformas ortográfica é a busca de tornar mais simples entre os países de idioma português, a gramática brasileira é única e bem diferenciada na expressão oral dos demais países lusófonos.
A resistênica maior é de Portugal, conservador linguístico por se achar dono da língua, seria inviavel padronizar a língua, pelos componentes culturais.
olá Alcebíades, tudo bem? Obrigado por postar sua opinião. Gostaria de saber se você acha que o Brasil deveria redigir regras próprias para a lingua falada aqui, já que ela não segue o padrão portugues e por consequinte gera dificultades tanto em utilizar a norma culta na fala quanto em adequar as complicadicimas regras a escrita? Abraço.
Oi Alcelides, sou de acordo que o ensino da gramática se desenvolva com espírito crítico, com discernimento das diferenças entre língua falada e escrita, respeitando nossas condições sociais, culturais e regionais.
A gramática não pode ser só regras que ensinam a falar e escrever certo.
Esperamos melhores opiniões e contribuições dos demais membros.
abraços
Alcelides, parabéns por seus questionamentos. Isso é muito importante para o povo brasileiro fazer reflexões sobre o tema e, quem sabe, se aprofundar no assunto. Só discordo do tópico "disvencilharmos da pátria- mãe" pois Portugal nunca foi e jamais será nossa pátria-mãe. Pois se assim o fosse, Portugal também teria uma ou mais pátrias-mãe "os árabes" que colonizaram e dominaram a Península Ibérica por 600 anos (Portugal, Espanha e Galiza). Ou ainda os "Itálicos" que também dominaram a região por 300 anos. O que torna-se, para mim, muito claro é que a questão do reconhecimento da língua brasileira é uma questão política ou até mesmo de falta dela (política). Abraços.

"Iandé co yvy ore retama" (este paraíso é nossa terra). Esta frase foi pronunciada pelo cacique chefe da Confederação dos Tamoios, Aimberé, em 1567 quando nossos antepassados se reuniram para expulsar os portugueses daqui.
É uma pena que tanto os incompetentes políticos brasileiros quanto os sonhadores portugueses não percebam que o que está sendo discutido aqui seja de cunho etimológico e não de devaneios.
Levando em conta o aspecto político dessa questão, posso afirmar que o portugues fala árabe, pois as marcas desse povo em Portugal foram muito mais profundas do que as deixadas pelos portugueses no Brasil. Sem falar na Real Academia Galega, que agora reivindica com toda a razão que tanto os portugueses quanto os brasileiros falam galego, já que as raízes da língua portuguesa são em sua grande maioria oriundas do galego. Só para lembrar, a língua brasileira tem 130 mil palavras de origem tupi (língua asiática) que os portugueses nunca sonharam existir. Chega de sonhos e mentiras amigo.
Sr. Luis Saraiva, vou rebater seus argumentos através de documentos:

“...O Dr. Vasco Graça Moura e outras pessoas sensatas, fizeram certo em atacar o acordo ortográfico luso-brasileiro minuciosamente: A essência desta monstruosidade acabou por se perder numa discussão técnica da qual ninguém se interessa e nem consegue seguir. A essência da questão é, no entanto, clara. A ortografia portuguesa e a ortografia brasileira são diferentes, porque a língua portuguesa e a língua brasileira são diferentes: na fonética, na sintaxe e na semântica. O brasileiro evoluiu e continua a evoluir de uma maneira e o português de outra. Esse processo não vai evidentemente parar e vai reduzir a um triste exercício de futilidade qualquer acordo que se faça”.
*Vasco Graça Moura é escritor e político português que também é contrário a essa imbecilidade de des”acordo” ortográfico entre Brasil e Portugal.
"É inegável, que existem muitas palavras na língua portuguesa de origem árabe e judaica, mas o idioma português é um idioma completamente distinto do árabe"

O senhor poderia me dizer por que o idioma brasileiro "também" não pode ser completamente distinto do idioma português?

"ao contrário dos portugueses que falam a nossa língua"
A que língua o senhor está se referindo? A brasileira, a árabe, a galega, a latina ou a fenícia?

"O tupi não é uma língua asiática mas sim ameríndia."
Então a língua portuguesa é o que? Já que tenho em mãos os nomes de diversas tribos que habitaram o território portugues em tempos remotos.

O senhor tem que ter muito estudo e argumento para defender essa "língua portuguesa" aqui no Brasil. E quanto mais o senhor pesquisar, mais vai notar que ela nunca existiu aqui no Brasil, Pois ela apenas se misturou com a língua brasileira. Somos 200 milhões de falantes os portuguêses são apenas 11 milhões. Não dá para inverter os fatos.
O Brasil fala a língua galega
Júlio César Barreto Rocha



"Omite-se o nome da Galiza, como se esta não
existisse, como se esta não tivesse história,
vida e cultura nacional."
(M. A. Fernán-Vello, poeta e galeguista)

"O galego é moito mais fermoso que o portugués. Ten menos dificultades de pronunciación: é unha lingua románica, latina, amplia, simpática, aberta. Hai que conservala así." 2. Francisco Fernández Rei (1988). "Posición do Galego entre as linguas románicas". In: Verba - Anuario Galego de Filoloxía. N. 15. Universidade de Santiago de Compostela. Vigo. pp. 79-107.

O que desejo relevar é o fato de que a língua portuguesa, como já se sabe de longuíssima data, não é propriamente portuguesa; ou seja, a língua falada em Portugal, queira-se ou não, veio de fora de suas fronteiras de hoje, e é anterior aos Cancioneiros galego-portugueses, anterior ao Estado português: nasceu numa terra que constitui o que ontem era a Gallaecia e ainda hoje é a Galiza, uma Comunidade Autônoma. Logo, o idioma aqui gerado e desenvolvido deve ser chamado de "galego". 4. Colóquios sobre Otero Pedrayo. Faculdade de Filologia. Universidade de Santiago de Compostela. Outubro de 1996.
5. Vide também Isaac Alonso Estravís (1988). "Otero Pedrayo e Portugal". In: Nós - Revista Internacional Galaicoportuguesa de Cultura - n. 7. Pontevedra. pp.39-45.

O que atrai a atenção, neste caso, é a omissão histórica: como pode um fato tão simples ser mantido obscurecido, como um segredo de alcova, por tanto tempo, afastado dos livros e das discussões? Não podemos continuar fingindo que poucos estudiosos lembram de citar a Galiza quando se referem aos "falantes de português" que há no Planeta [6]. Esta omissão não é, como poderia parecer à primeira vista, fruto de mero esquecimento.

Não podemos negar a bravura dos aventureiros marítimos, dos tenazes navegadores portugueses. No entanto, por uma questão de respeito à história, deve ser desvelado, com todas as letras, que, na realidade, os portugueses levaram consigo não um idioma próprio, mas a língua galega, o idioma que primitivamente era dos habitantes do Norte da Península, que ficavam para trás, esmagados pela histórica pressão castelhana, que "domou e castrou" os verdadeiros "pais da língua", os quais falam o galego até nossos dias.

"Na cidade galaico-romana de Bracara Augusta, hoje Braga, apareceu já há bem tempo uma inscrição dedicada a un neto do imperador Augusto. Nela surge à luz, pela primeira vez, o nome de Gallaecia. É a sua primeira aparição histórica documentada. Não é possível conhecer a data exata dessa inscrição, que pode ir desde o ano 5 antes de Cristo até o 4 depois de Cristo. Alguns dados fazem mais provável o ano 3 antes de C." ("O Feito Diferencial Galego na Historia") 9. Orlando Ribeiro. A Formação de Portugal; ICLP; Lisboa. 1987. p.21.
10. Ver mais em Julio Cabrera Varela. La nación como discurso. El caso gallego (La estructura del sistema ideológico nacionalista: el caso gallego). Centro de Investigaciones Sociológicas. Siglo Veintiuno de España, s.a. 1992.

Ora, a Galiza é um país de dois mil anos pelo menos; possui um idioma consolidado há mil anos aproximadamente. A despeito de existirem habitantes do Sul como povo diferenciado politicamente antes disso, o "Portugal", como um todo, existe como Estado há apenas 800 anos [11], e recebeu a língua evoluída do latim desde o Norte --como se deu também com o próprio castelhano e o catalão. Logo, o idioma português é verdadeiramente a língua galega que foi ligeiramente modificada, e não o contrário.

Se o senhor precisar de mais argumentos contra a língua portuguesa no Brasil eu lhe envio. É só pedir.
É Importante Que Se Fale Da Galiza
Quando Se Fala De Portugal!


João Barcellos



Afonso Henriques, rei primeiro de Portugal, que se entronou contra as regras católico-imperiais vigentes no Séc. XII, e aí já mostrou ser um espírito novo na geografia política medieval, fundou a nova nação sob os auspícios de dois pilares socioculturais e geopolíticos – a saber: a) o galego e b) o lusitano.
Ele viveu entre 1109 e 1185, e foi na segunda metade do seu reinado que, em 1167, combatendo mouros, foi aprisionado pelo rei Fernando II, de Leão: para a sua libertação, entregou parte do território da Galiza. E assim, Portus Cale [Porto da Galiza] ficou praticamente delineada geograficamente como primeira Nação com fronteiras definidas.
Quando se fala de Portugal não se pode deixar de falar da Galiza [aquele Portus Cale que permitiu a expansão dos Celtas entre os árabes na Península Ibérica] e da Lusitânia [povo neolítico, depois romanizado, que veio a se integrar à nova Nação], e foi no eixo galego-luso-celtico que Afonso Henriques arquitetou a sua estratégia sociopolítica para a tomada do poder que sua mãe queria dar de mão beijada aos galegos dominados por Leão.
Todo a pessoa portuguesa sabe que a sua Raiz é galega, que sua Língua tem matriz na Galiza, e que até ao Séc. XVII o português era uma derivação da cultura popular minho-galaica; e é por isso, também, que na sua relação com a Galiza toda a pessoa portuguesa se acha em ´casa´.
Um outro pormenor histórico-historiográfico galego-português está na Odisséia Marítima: a maioria dos pilotos de mar alta nas embarcações lusas eram galegos e biscaínos. Mas foram as famílias de pescadores da Galiza que, aos poucos, entre os Sécs. XV e XVI, assentaram arraiais [póvoas] ao longo da costa norte e central de Portugal, e assim é que o Duque de Coimbra e Regente, Pedro [e não o seu irmão Henrique, falsamente denominado ´o navegador´], veio a aproveitar tal recurso humano especializado, em Buarcos, para as primeiras expedições cientifico-marítimas e, logo depois, a compra do famoso Mapa de fra Mauro, em Veneza.
A relação entre galegos e lusos é social e culturalmente profunda. Hoje, a História já conta com historiografias fidedignas que contradizem as teses acadêmicas gizadas principalmente durante o Estado Novo salazarista – teses que inventaram até um “d. Henrique navegador” e uma “escola náutica em Sagres”...! Só esquecerem tais acadêmicos que a História sempre reaparece para colocar os pingos nos is, tanto na Odisséia Marítima quanto na relação galego-portuguesa. O legado do rei primeiro e galego Afonso Henriques é pouco respeitado na História oficial portuguesa, mas existem portugueses, às vezes com risco de represálias, que não se escondem e falam do Portugal historicamente verdadeiro.

BARCELLOS, João
Escritor / Conferencista
Autor de “Gente da Terra” [romance da historiografia
luso-brasileira], entre outros livros.
Sr. Luis, com suas palavras vou lhe fazer uma pergunta:

"E quer você goste quer não, o idioma que você fala é o português"

Esse é o seu maior argumento em defesa do indefensável (língua portuguesa)?
O senhor percebeu que eu não sou essa "NULIDADE" na questão da língua brasileira?

"Não há modelo algum de gramática que ensine um brasileiro a falar português"
(Gonçalves Dias. 1823 a 1864).
O senhor fala mesmo que língua?

“Hai que notar que tanto o galego coma o portugués son derivados do antigo galego, chamado habitualmente galego-portugués. As dúas linguas comezaron se afastaren progresivamente coa separación política de Portugal e Galicia”.
(Real Academia Galega).

“Embora se reconheça a importância do português e das outras línguas vizinhas, o modelo de língua culta do galego tem de ser construído desde dentro, de preferência a partir de recursos próprios ou criando-os quando não os fornecem as variedades dialetais, nem as medievais nem outras línguas, ou não forem satisfatórios para as autoridades linguísticas. Para tal concepção, esta é a melhor maneira tanto de não perder a identificação dos galego-falantes com a sua língua quanto de não produzir rejeição face à língua padrão da parte dos possíveis futuros galegos-falantes ou das pessoas bilíngues”.
(Os isolacionistas defensores do galego).

“Hoje, já não falamos mais tupi, nem tampouco português - falamos sim, língua brasileira, pois o Brasil não é mais Europeu, Africano, Asiático ou Indígena. Somos a exata mistura de tudo isso, completamente diferentes das nossas origens, exclusivos, e apesar disso, ainda estamos indiscutivelmente atrelados aos princípios da nossa formação. Talvez os anos vindouros possam servir para abrirmos os olhos e enterrarmos de vez o sentimento de colonos.

O mais surpreendente dessa história de dizer que brasileiro fala português é que de 1580 a 1640, Portugal permaneceu sob o domínio espanhol, e dessa época surgiram palavras como: alambrado, granizo, hombridade, neblina, redondilha, tablado e vislumbrar.

“Em 1970, ânforas com cerca de 2000 anos e estilo semelhante aos das peças do Marrocos foram encontradas na Baía da Guanabara e atraíram a atenção dos pesquisadores do mundo.
O explorador americano Robert F. Marx, especialista em descobrir navios naufragados, mergulhou em águas cariocas e encontrou muitos pedaços de cerâmica e alças de vasos antigos, além de um enorme disco de pedra, possivelmente uma âncora.
Com a ajuda de um sonar e de técnicos do instituto de tecnologia de Massachusetts (E.U.A), ele localizou dois alvos, sob uma formação de coral, que poderiam indicar a presença de dois navios submersos.
O pesquisador americano, no entanto, não conseguiu autorização para prosseguir com os trabalhos de pesquisa. Com toda certeza, diz ele, o governo brasileiro foi pressionado pelos governos de Portugal e Espanha para interromper as buscas.

A confirmação de um naufrágio ocorrido em águas brasileiras em épocas remotas, colocaria em jogo não só “a validade da descoberta” do Brasil por Cabral em 1500, como também a alegação da Espanha de ter descoberto o novo mundo em 1492.”

“Vários pesquisadores sustentam a tese de que os Fenícios usaram o Brasil como base durante, pelo menos, 800 anos (antes da era cristã), deixando aqui, além das provas materiais, uma importante influência “LINGUÍSTICA” entre os nativos.

Apolinário Frot, pesquisador francês, percorreu longamente o interior do Brasil, coletando inscrições fenícias nas serras de Minas Gerais, de Goiás, do Mato Grosso e da Bahia. As inscrições são tantas que “Ocupariam vários volumes se fossem publicadas”.
O senhor tem que lembrar que estamos no século XXI e não somos mais colonia de Portugal.
A nossa estrutura linguística é completamente diferente da de Portugal na sintaxe, na semântica, na fonética e na gramática. E se o senhor não sabe, o reconhecimento da língua brasileira não levará mais "milênios" para acontecer. Sou palestrante nas universidades brasileiras e tenho levado essa mensagem a todos que tenham um mínimo de bom senso e de brasilidade. A língua brasileira "quando reconhecida" já nascerá como a OITAVA mais falada no mundo, relegando a Portugal sua real situação entre as línguas (60ª lugar). Portanto senhor Procópio Mineiro, a mentira tem pernas curtas e contra a verdade não há argumentos.

RSS

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da semana

Palácio submerso de Cleópatra: o palácio inteiro foi engolido pelo Mar Mediterrâneo, com o passar dos séculos, e é um importante ponto de pesquisa sobre a cultura greco-romana influenciando construções no Egito Antigo pós-Alexandre.

Links Patrocinados

Cine História

A Memória que me contam - 2013

Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".

A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }