Nunca se debateu tanto o ateismo quanto agora, no século XX e XXI. Vimos uma crescente no número de ateus assumidos aflorar em nossa sociedade ao ponto de redigir livros, ensaios, artigos e escritos gerais sobre o ateismo e suas duras criticas voltadas as religiões monoteistas [principalmente cristianismo] enquanto que séculos antes, a simples mensão no ateismo poderia acarretar num processo inquisitorial.

Vemos cada dia mais e mais jovens se declarando ateus num ato de subversão aos valores impostos pelos pais e numa tentativa singular de barrar a influência metafísica em suas vidas. Autores como Richard Dawkins, Bertrand Russell, Marx, Nietzsche entre outros formentam esse ideal de contextação a religião cristã de modo geral.

Será que estamos vendo um surgimento de uma civilização que não estará calcada em valores morais religiosos ou esse acontecimento é algo isolado? A juventude atual está revendo melhor os conceitos e paradigmas entre fé e razão possibilitando a gerações futuras se desprenderem mais de laços religiosos?

Tags: ateismo, debate, juventude

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Respostas a este tópico

Luiz, Parabéns !

Lucidez não é mesmo coisa que "cai do  céu", ou  "graça divina" pela fé indolente. É trabalho árduo da curiosidade e do pensamento crítico, não pela ambiciosa promessa de vantagens no paraíso, mas que se contenta com  bens preciosos da vida:  autonomia, emancipação humana. 

Excelente resposta... com muita propriedade, aliás, acrescento que baseados nesse interregno filosofal e passando por fases enegrecidas das pesquisas históricas e de conteúdos à luz da razão, foi que criamos nossa própria filosofia doutrinária, com bases espiritualistas que em breve será lançada para humanidade - O Templismo tá chegando racionalmente e consoladoramente... Reinstruí-vos..

Célio Max / Criador - fundador do Templismo mundial

Olá caro Reubert, gostaria de iniciar o debate comentando que achei muito interessante o tema proposto, visto ser rico em explicações e possibilidades. Podemos pensar no Ateísmo, enquanto um conceito trazido pela moderninadade o qual transmite-nos a idéia da negação da REPRESENTAÇÃO de Deus imposta pelos homens, ja que tal conceito não existia no período medieval, mas sim foi um conceito construído através de pensadores como Nietzsche. Notamos que na pós- modernidade e na contemporaneidade este conceito tomou dimensões maiores, com a busca pela cientificidade, pela própria mudança nos estilos de vida, e também pela formação familiar, a qual não mais percebe a igreja como fator fundamental no que diz respeito aos rituais religiosos como casamento, batismo e etc. Como Marc Bloch bem apontou: "os homens são filhos de seu tempo", ou seja, estamos no curso da História que está a cada dia rompendo com valores e padrões medievais. Gostaria de apontar apenas pelo fato de que se É BOM ou NÃO É BOM a chegada de um dito ATEÍSMO , não nos cabe julgar, creio sim que em cada momento, em cada contexto histórico os homens constróem suas representações, cabe ao historiador estar atento a cada mudança histórica, percebendo as rupturas e fazendo disso seu objeto de estudo.

Cristiane, parabéns. Bonito comentário. É por isso que eu carrego comigo a frustração de não ter podido frequentar um banco de universidade e aperfeiçoar a minha gramática e capacidade para elaborar orações (no verdadeiro sentido da palavra) que pudessem exprimir, como fez você, os meus sentimentos e opiniões a respeito da religiosidade e suas inutilidades.

Percebi sua elegância. Bateu, bateu e nas ultimas tres linhas, deu uma de "barata que morde e sopra" - rsss, para permanecer na discussão no formato proposto. Rigorosamente sob o enfoque histórico, mas acho que não há como evitar "mudar a história" com interferencias pessoais e comtemporâneas, como fazemos aqui, certo?

Eu sou mais na "tora", sou mais rústico, sou direto.

Deus não existe e nunca existiu, sempre foi fruto de imaginação humana, ou da esperteza de alguns.

A diferença entre ontem e hoje, é que: Antigamente a fé era por medo, pavor do desconhecido, por ignorância plena, hoje ela é prerrogativa  e preponderante muito mais no sentido empresarial. Um bom negócio, isento de impostos e se "o produto" não resolver o problema proposto, a culpa é do fiel que não mereceu a graça de Deus - rsss.

Quanto mais se ataca uma religião mais ela cresce ( Leandro Carnal em palestra no programa café filosófico)

So pra complementar meu raciocinio na resposta ao R.G, caro Carlos Monteiro e com o devido respeito, ninguém ataca a religião, ela é que nos agride o tempo todo com mentiras e preconceitos medievais e ainda existem pessoas que creditam uma especie de autenticidade ao livro biblia, um amontoado de besteiras e mentiras, repetitivo e claramente propaganda de Judeus que se auto-denominam filhos da tal terra prometida. Se eles são os unicos filhos desse Deus preconceituoso, seriamos então o que; Bastardos?  E Jesus ? Teria nascido mesmo de um "sopro divino". Coisa mais infantil, absurda e dificil de acreditar: Uma mulher que não foi engravidada pelo marido que a salva de um apedrejamento (coisa comum na epoca) e faz todos acreditarem que o garoto foi gerado pela santissima trindade? E pior, .para nos salvar, mas salvar do que? Porque imaginariamos um Deus que teria criado o universo, tudo enfim e com todas as imperfeçoes, principalmnte naquela epoca, onde a força bruta, acompanhada das espadas e cavalos velozes, fabricava os reis e reinados?

 

Pior mesmo crer em frases soltas de que quanto mais se combate a crença cega, mais cegos surgirão? O mundo está munando meu amigo. Os cegos continuarão existindo para que os espertos continuem a sua missão de parasitas da sociedade explorando essa pobre gente que paga os dizimos de uma esperança torta.

 

Um homem não pode viver de promessas e de um Deus que nunca chega perto, não fala, não se mostra, e muita pretensão querer imaginar que esse Deus, tome conta de cada um de nós individualmente.

O mundo é uma desorganização total, porque somos imperfeitos e somos imperfeitos partindo do pressuposto que exista um Deus, conclui-se pois, que Deus é imperfeito, para depois chegar-se à obvia conclusão que ele nunca existiu, a não ser na cabeça do tal São José que o criou e teve delirios de amor.

      Luiz, o Sr entendeu apenas parte da minha fala não disse que os ateus atacam a religião, apesar de alguns fazerem, apenas citei uma fala do histiriador Leandro Karnal, (o video com a citada fala encontra se no You tube). Considero a fala deste historiador bastante coerente, por exemplo, no ocidente existe uma mentalidade de pré- conceito em relação a religião islaminca, a tendência no ocidente é de acreditar que todo muçulmano é terrorista, mentalidade propagada principalmente pela midia ocidental, mesmo assim, o islã continua a aumentar o número de seguidores mundo afora.

 

    Se alguém vai tentar convencer um ateu de que ele não deve ser ateu esse alguém com certeza NÃO sera essa pessoa que vos escreve.

 

Grande abraço!

Ok Carlos, bem entendido quanto a sua explicação, de qualquer forma minha pretensão foi uma abrangencia maior de leitores e de forma alguma quis ofendê-lo. E não acho também que o ateismo seja uma coisa tão recente assim como prega o N.G. Existia antigamente um receio de repreensões até mesmo de autoridades constituidas que sempre tiveram a biblia como instrumento de caça aos ímpios, hoje com a liberdade de expressao e um respeito maior aos direitos individuais esses caçadores se recolheram à sua insignificancia. Tenham todos dessa comunidade um bom descanso nesse feriado.

Acredito que o ateísmo se caracteriza não por ter provas que Deus não existe,

mas por querer que Ele não exista.

O homem sempre buscou respostas para suas indagações, tais como: De onde viemos?

Para onde iremos? Talvez essas sejam as mais comuns das perguntas, quando nos

deparamos com um mundo que para nós parece ser enigmático.

É muito confortável para qualquer um de nós dizer que Deus existe e não poder provar,

assim como também é confortável dizer que Ele não existe sem oferecer as benditas

provas. Mas, será que Deus não está fora do nosso campo de visão?

Consideremos a seguinte situação:

Uma criança costuma destruir seu brinquedo para entender como o mesmo funciona. O

que a leva a fazer isso é a sua curiosidade em relação ao desconhecido; à medida em

que ela vai compreendendo como aquele brinquedo foi construído, a sua curiosidade vai

sendo saciada, porém, dificilmente ela consegue reconstruir o que destruiu. Dentro dessa

experiência vivida algumas delas conseguem entender que alguém criou aquele brinquedo,

outras não.

Moral da história: Somos como crianças que, procurando compreender o mundo, ás vezes

encontramos Deus, ás vezes não o encontramos.

A religião é uma forma  de agregar todos aqueles que creem em algo em comum.

Nesse contexto estamos vendo nascer mais uma nova religião, o ateísmo.

Assim como qualquer outra religião o ateísmo tem seus deuses, seus profetas, seus discípulos

e seus ensinamentos.

Marx, Darwin e Nietzsche compõe a "santíssima trindade".

O livro "A Origem das espécies", representa o livro sagrado do ateísmo.

Como acontece em muitas religiões, o ateísmo diz ter o conhecimento da verdade.

Como em qualquer religião, o ateísmo militante se propõe em difundir a "verdade", através

de seus profetas ( Richard Dawkins ), com o objetivo de fazer discípulos por todo o mundo.

Os adeptos de outras religiões vivem da fé e da busca de milagres, que possam continuar

alimentando a sua crença.

O ateísmo também precisa se alimentar, e depende sempre das novas descobertas científicas.

Assim como em outras religiões, o ateísmo possui guias cegos que conduzem cegos por

lugares incertos.

O neo-ateísmo critica duramente as outras religiões, porém, parece não está preparado para

receber críticas, e assim como os adeptos de outras religiões, se dizem vítimas de perseguições

e preconceitos.

O neo-ateísmo assim como outras religiões não apresenta nada de novo, seus adeptos

bebem na fonte de seus deuses, e tem seus ensinamentos como verdades incontestáveis.

Ou quem poderá me provar que os novos ateus não alicerçam seus conceitos em pelo menos

uma dessas linhas de pensamentos: darwinismo, marxismo ou filosofia de Nietzsche?

Ora, sabemos que a religião é um mecanismo ideológico que pode levar à alienação; em

algumas dessas religiões essa alienação impossibilita seus adeptos do conhecimento do mundo,

no ateísmo, no conhecimento de Deus.

O que existe em comum nessas duas religiões (a que crê e a que não crê) é que as duas

tem Deus como seu objeto de discussão.

Logo, Deus se apresenta de forma silenciosa, e ouve atentamente os que acreditam, mas

muitas vezes não sabe como encontrá-lo, e os que não acreditam, mas não conseguem

se livrar dEle, pois sempre estão falando dELE.

Concluimos então que Deus existe, e as religiões tradicionais tem falhado na condução do

do homem a Ele, e a nova religião chamada ateísmo tem falhado na condução do homem

para longe dEle, além de não ter como provar que Ele não existe, fazendo assim um papel

de rebelde sem causa.

 

Abraços a todos. 

 Muito boa suas considerações, porém, não tenho certeza de que uma criança destrua um brinquedo para entender sua construção.

 

Abraço!

O livro "A Origem das espécies", representa o livro sagrado do ateísmo.
Meu caro Horley. Você está transportando um conceito de uma área (a religiosa) para outra (a científica) de maneira totalmente inapropriada. Não me consta que nenhum cientista trate a obra de Darwin como "sagrada". E se assim o fizesse, estaria cometendo um equívoco de proporções colossais. Isso que você disse não existe. Ao contrário da bíblia, o trabalho científico pode e deve ser revisto, aprimorado ou descartado por novas pesquisas. Se fosse sagrado, o trabalho de Darwin seria intocável e eterno, o que não é verdade.

Caro Almir,

O que realmente eu quero dizer é que a crença existe em ambos os

lados, o da religião e o da ciência. A diferença é que no primeiro caso,

a crença é naquilo que não se ver, enquanto que no segundo ocorre o

contrário.

Concordo com você quando diz que o trabalho científico pode e deve

ser revisto e aprimorado, no entanto, existe sim cientistas que defendem

a obra de Darwin como se fosse um livro sagrado, é o caso Richard Dawkins,

que citei no comentário anterior.

Quando qualquer cientista questiona o criacionismo (a exemplo de Dawkins),

logo procura uma resposta plausível à origem da vida, e como a teoria da

evolução é a mais aceita, ainda que não comprovada completamente, alguns

apega-se a ela, e a defende com unhas e dentes. Assim como um religioso

defende sua fé.

Como ficou contemplado no primeiro comentário, o neo-ateísmo não

apresenta nada de novo.

 

Abraços.

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