Napoleão Bonaparte, foi aquele que lutou até o fim por seu país
(que na verdade seria a Italia...), ou um homen ambicioso que nao pode negar a oportunidade que se abria na França em periodo tao turbulento, para acender ao poder e conquistar glória e seu lugar na história?

Bonaparte nao ficou gravado na história como um tirano ou um assassino, porém a história mostra que em vários episódios ele massacrou inumeras vitimas desarmadas e até civis.
 
O baixinho corso também ja pronunciou:
    ''O povo da França nao realmente deseja a fraternidade, nem a igualdade e nem a liberdade... A prova disso é o meu cargo e poder...''

 Abro esse tópico para amantes das histórias das guerras napoliônicas, como eu, para que possamos discutir esse homem tao notório, e sua real essência, além dos fatos, e sim sua ideologia,.. Pois esta ele nao deixou escrita em nenhum dos livros e manuscritos, mas sim em sua obra de vida, que cabe a nós decifrar quem foi realmente Napoleão.

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Respostas a este tópico

A identidade de Napoleão é difícil de ser descrita, já que tiveram momentos em que sua tomada de poder foi um triunfo para a população burguesa e para o benefício para população.Seu código civil foi um bom norteador e seguidor, de certo modo, dos caminhos planejados pela revolução. Apesar do que, em muitos momentos de seu ''reinado'' ter se portado como um absoluto não muito esclarecido. A figura de Napoleão pode ser explicitada por ufanistas como um heroi conquistador.Mas os ideais que promoveram a revolução não foram bem confirmados diante de sua postura despótica. 

Convenhamos, não fossem os Napoleões por aí afora o mundo seria uma coisa tediosa, chata. Os napoleões - tiranos ou heróis - acabam por mudar mapas, trocar bandeiras  e relocar populações pelo mundo afora, em movimentos que embora atapetados por cadáveres e destruição são a história da humanidade e é claro, geradores de saltos tecnológicos - Napoleão por exemplo criou a comida enlatada ao estabelecer um concurso premiando quem descobrisse um meio eficiente de conservar carne... e isso para ficar no trivial.

"Uma boa causa justifica uma guerra mas uma boa guerra justifica qualquer causa"

Brancaleone:

Cada época e cada personagem têm suas especificidades, mas, a muito grosso modo, tanto Napoleão quanto Hitler são parte de um processo comum que dominou a história europeia entre o fim do século XVII e o início do século XX onde um país grande (primeiro a França, depois a Alemanha) tentava se tornar a potência hegemônica no continente e, contra ele, se formava uma coalizão contrária, geralmente tendo como mentor a Grã-Bretanha (Inglaterra). Daí resultaram os múltiplos conflitos, entre os quais (principais atores apenas):

1) Guerra da Sucessão Espanhola:  Grã-Bretanha, Áustria e Holanda (e aliados como Sabóia , Portugal e Dinamarca)  versus França e Espanha (e aliados como a Baviera)

2) Guerra dos Sete Anos:  Grã-Bretanha , Prússia e Hanover (e aliados como Portugal)  versus França, Espanha, Áustria, Rússia e Suécia.

3) Guerras Napoleônicas: Grã-Bretanha, Áustria, Rússia,  Prússia e Suécia versus França, Dinamarca e estados-satélites da França (Baviera, Saxônia, Polônia, Itália, etc.) com Espanha e Bélgica/Holanda como territórios ocupados.

4) Primeira Guerra Mundial: Império Britânico (Grã-Bretanha, África do Sul, Austrália, Canadá, Índia, Nova Zelândia), França, Rússia e, depois, Itália e Estados Unidos versus Alemanha, Áustria-Hungria e Império Otomano; Portugal, Espanha , Holanda e Suécia neutros.

5) Segunda Guerra Mundial: Grã-Bretanha e Commonwealth Britânica, União Soviética e Estados Unidos versus Alemanha, Itália , Japão  e aliados (Hungria, Ucrânia, Romênia, Bulgária) com Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, França , Tchecoslováquia, Polônia e China como territórios ocupados (ou parcialmente ocupados); Portugal, Espanha  e Suécia neutros.

temos que observar de forma imparcial de maneira clara, sabendo distinguir a pessoa e do governante Napoleão Bonaparte, para alguns foi ele quem tirou a França de uma situação de profunda crise política e desequilíbrio financeiro e promoveu uma restruturação das finanças do país e dando estabilidade política.Mas temos que analisar também o lado cruel e tirano do Imperador, que perseguiu, torturou e mandou matar muita gente contraria aos seus planos expansionistas e imperialistas.

Nenhum herói é 100% herói e nenhum tirano é 100% tirano. Cada um tem um pouco ou muito do outro.

Creio que enquanto nós brasileiros andarmos sobre milhares de  cadáveres de indigenas trucidados para que pudessemos hoje ter nossas cidades, estradas e indústrias não poderemos criticar ninguem que tenha matado por quaisquer ideiais que sejam.  Napoleão, Caxias, Zumbi, Borba Gato, Pizarro e tantos outros mataram tantos milhares em nome desta ou daquela causa, serviram a estes ou aqueles grupos que tudo ficou tão relativo, mas tão relativo que julgamentos são perigosos.  O recente caso Batisti atesta isso.  Matar não é a mesma coisa. Ideologicamene matar em nome da ideologia atualmente no poder pode até ser considerado crime menos leve e até nem ser crime...

A revolução era tudo que Napoleão precisava para atingir seu objetivo-conquistar a Europa- Ser chamado para 

consolidar o ideais da revolução e destronar monarcas seria a mesma coisa que convidar uma raposa para tomar 

conta da segurança de um galinheiro.Suas ações form legitimadas e vira uma máquina de derrubar reis

Só para constar, eu iniciei um novo fórum de História Contemporânea sobre os 200 anos da Batalha de Waterloo comemorados no último dia 18 de junho de 2015.  Podem aproveitar esse fórum para comentar sobre a polêmica figura de Napoleão e outras figuras históricas da época que, por mais de uma década, se opuseram a ele, por exemplp:  o Czar Alexandre I da Rússia; primeiros-ministros do Reino Unido  como William Pitt ,  Lord Grenville , o Duque de Portland , Spencer Percival e o Conde (Earl)  de Liverpool;  o príncipe Willem de Orange (futuro rei Willem II dos Países Baixos); o rei Carl XIII  da Suécia; a rainha Maria I e o futuro rei  João VI de Portugal, o imperador Francisco (Franz) II da Áustria,  e líderes militares  como o Duque de Wellington, Lord Nelson , Gebhard von Blücher, o principe von Schwarzenberg, etc.

A linha de opinião pró-Napoleão, que ainda é muito influente por exemplo entre os pesquisadores brasileiros, baseia-se na premissa de que ele representaria as forças do avanço (a abolição do feudalismo e dos privilégios da nobreza, a igualdade jurídica sob o código civil, etc.) enquanto seus oponentes seriam as forças "do atraso" ou "da reação".  Esse ponto de vista, entretanto, é questionável.

Se analisarmos os inimigos de Napoleão, a Áustria por exemplo e principalmente a Rússia  eram autocracias que poderiam ser facilmente classificadas como "reacionárias" . A Inglaterra (ou, mais precisamente, a Grã-Bretanha) é um caso mais complicado. O rei britânico da época, embora mais influente do que é hoje a rainha Elizabeth II, certamente não era um autocrata já que seus poderes já eram consideravelmente limitados. O governo britânico do início do século XIX podia na verdade ser classificado como constitucional e representativo, mas não era tampouco democrático já que a representação parlamentar era restrita à nobreza hereditária ("pariato") e, entre os "comuns", apena à classe dos proprietários.  A extensão dos direitos políticos na Grã-Bretanha foi um processo lento, gradual e seguro que duraria mais 100 anos  culminando no  sufrágio universal masculino e nos primeiros direitos de voto feminino apenas em 1918. Independentemente porém de direitos políticos, a lei inglesa respeitava direitos e garantias individuais como Habeas Corpus e julgamento por júri popular e havia uma tradição de liberdade de expressão e de imprensa, embora não necessariamente de liberdade religiosa (até 1829, católicos por exemplo na Inglaterra não podiam fazer parte do parlamento, do judiciário,  ou do serviço público civil e não tinham acesso a determinadas profissões liberais).

Os registros históricos afirmam que, durante seu exílio em Santa Helena, Napoleão teria dito que, caso tivesse conseguido invadir a Inglaterra, teria abolido a monarquia, a nobreza e a Câmara dos Lordes e redistribuído as terras dos pares dos reino que se opusessem a ele. A "sinceridade" dessas promessas é discutível considerando que Napoleão ele próprio, como "imperador" dos franceses, recriou na França uma monarquia e uma nova nobreza hereditárias. De qualquer forma, apesar dos seus esforços contínuos de propaganda, a imagem de Napoleão como um libertador e herói do povo não teve ressonância na Inglaterra, mesmo entre as classes populares, e ele acabou sendo visto do outro lado do canal da Mancha principalmente como um tirano e um usurpador, embora fosse respeitado como general.

Por outro lado, a repressão brutal de Napoleão a movimentos de resistência em territórios ocupados, por exemplo na Espanha,  e a  imposição a esses mesmos territórios de regimes fantoches (liderados por generais ou familiares de Bonaporte)  ou  sua incorporação/anexação direta ao império francês como departamentos estimularam uma reação nacionalista contrária aos franceses, notadamente na minha opinião na Península Ibérica, nos Países Baixos (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e, em menor escala, na Alemanha e Itália, reforçando a imagem de Napoleão não como um libertador, mas como um conquistador imperialista com pretensões personalistas de domínio mundial.

Temos que deixar o romantismo e a paixão, para analisarmos de forma crítica baseado em fatos, o Período Napoleônico, as realizações do seu governo na França e as atitudes autoritárias,ditatoriais e tiranas de seu governo principalmente nas colônias e regiões dominadas. Para que possamos construir uma imagem de Napoleão Bonaparte sem interferência de opiniões distorcidas e radicais.

As comparações em História de personagens de épocas distintas são abusivas, mas podem ajudar a passar ideias relevantes.

Napoleão foi o Hitler dos franceses, e revela o quanto estes prezam os seus tiranos que oprimiram a restante Europa e se lamentam quando os tiranos são doutros países e são eles os ocupados...

Napoleão foi um dirigente altamente dotado intelectualmente, um génio militar a administrativo, mas deixou-se levar pela obstinação não sabendo ser flexível quando isso lhe imprescindível para sobreviver politicamente...

Estando em Portugal, eu diria que Napoleão esteve para nós quanto Hitler esteve para a França... ou pior, pois a população portuguesa diminuiu aquando das invasões napoleónicas e respetivos saques e massacres. Ainda assim, Portugal pode-se orgulhar de ter tido um papel decisivo na derrota final do conquistador corso..., cujo grande erro terá sido precisamente a invasão do nosso país e correspondente abertura da frente ocidental e futuro desembarque britânico e revolta da Espanha... A isolada decisão portuguesa de rejeição do bloqueio continental tudo precipitou, inclusive a quebra da neutralidade russa e a invasão da Rússia... era o princípio da queda do Império Napoleónico...

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