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Fábio Leal

Nacional Socialismo e Neonazismo - Como explicar?

Ultimamente vemos matérias sobre jovens defendendo um ideal nacional-socialista com a justificativa de que seus atos e marchas são em prol da ordem e da nação. E vemos isso até mesmo no Brasil, onde o movimento, muito pequeno, apresenta contradições e afirmações até mesmo curiosas.

Vocês acham que, hoje em dia, o nacional-socialismo ainda pode ser considerado uma expressão política ou apenas deve ser encarado como um conceito adotado por pequenas tribos urbanas complexadas, que supostamente justifica agressões e perseguições à pessoas de outras etnias e/ou ideal político e/ou religioso diferente?

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Respostas a este tópico

Uma pergunta difícil, porém muito válida.

Você tem razão quando relaciona o neo-nazismo a uma certa cultura urbana. A maior parte dos movimentos skinheads estão nas grandes cidades, como São Paulo, Santiago, Barcelona ou Berlim. Falhas no sistema educacional, problemas familiares, tensões pessoais mal resolvidas ou equívocos nas políticas de trabalho do Estado potencializam o discurso neo-nazista, dentre outros aspectos. Mas há um elemento novo. Esses jovens entram para o neo-nazismo através não de discursos longos e teóricos, mas através de torcidas de futebol, bandas musicais e grupos na internet. A sedução destes meios é muito mais eficiente do que quaisquer livros. Estes ficam em segundo plano. Em algumas dessas cidades citadas, o movimento skin é muito forte. Em Madrid, por exemplo, faz muitas vítimas todos os anos.

Por outro lado, esse movimento acaba sendo manipulado politicamente pelo partidos de direita. É o que acontece na Alemanha, França e Espanha. Os partidos se aproximam desses grupos - sempre nos bastidores e quase sempre financiando eles -, mas diante da opinião pública e entre a cúpula política, o movimento skin é desprezado. E faz todo sentido. Afinal de contas, qual partido quer ter sua imagem associada a um movimento violento como o dos cabeças raspadas.

Enfim, quem quiser saber mais sobre o assunto existe um livro muito bom, chamado "Diário de um Skinhead", de Antônio Salas, pseudônimo de um jornalista espanhol que conseguiu pela primeira vez se inflitrar em um grupo skin. Vale a pena. Leitura fundamental.

abraços!

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Eu defendo que o nacional socialismo não morreu. Ainda hoje vemos jovens defendendo isso. Afinal de contas é o caminho mais fácil. Acreditar em um líder e simplesmente se abdicar de seus direitos e deveres (tirando o de lutar pela nação)
Acho isso um perigo.

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ahhh e citando um livro, cito o da H. Arendt. Origens do Totalitarismo.
Dá para entender um pouco a lógica dessa ideologia perveversa
abraços

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Não deixa de ser expressão política, mesmo no Brasil, além de que, em determinados países europeus trata-se de uma ideologia que está no inconsciente de muitas pessoas. Principalmente no ódio ao imigrante e ainda nas manifestações contra a presença de turistas. Pasmem que até nas brigas de torcida de futebol na Europa existe um xenofobismo que teria suas raízes no nazi-fascismo.

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Acredito que o nacional-socialismo vem crescendo politicamente na Europa nos últimos anos. Bruno Leal está certo quando diz que "[...] esse movimento acaba sendo manipulado politicamente pelo partidos de direita".
Esse crescimento provavelmente está relacionado com o aumento da imigração ilegal nos países europeus.

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O termo Nacional Socialismo é muito perigoso!, usado pelos Nazistas na Alemanha, seduziu muitos jovens pela sua ideologia, não tem nada a ver com Socialismo real ou utópico.

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Você tem razão Alcebíades. São coisas distintas. Mas acho que não há confusão, pela menos aqui no fórum.

No senso comum, certamente, não somente pelo nome parecido, mas pelo rastro de sangue e totalitarismo que vários regimes ditos socialistas deixaram para trás. Isso faz com que as pessoas confundam bastante uma regime com o outro, uma ideologia com a outra. Falo por experiência em sala de aula. abs!

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Bem, como todos já disseram, ainda pode ser uma expressão política, mas por uma ínfima parte daqueles seguidores da tal ideologia.
O Nacional-Socialismo, hoje chamado de Neo-nazismo, foi se modificando com as décadas, até mesmo pelo fato da Alemanha, principal reduto da ideologia, ter se modificado colossalmente depois da Guerra, tornando-se novamente uma potência econômica mundial, mas já "invadida" pela nova cultura e pelo "american way of life", apenas parte da explicação das músicas terem se tornado um veículo de propaganda nazista nos pós-guerra.

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Esses grupos espalhados pelo mundo não tem organização suficiênte para causar problemas. Na verdade em sua grande maioria são jovens com dificuldades de ajuste a sociedade que pelas suas incapacidades pessoais se tornam brutalmente violentos e encontram reflexo mais que suficiente nas atrocidades nazis para se justificarem. É o sumidouro do espelho , aonde se enxergam e aonde se somem podendo em muitos casos terem suas ações divulgadas nos noticiários.

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Olá Guerreiro,

Antes de mais nada, apenas um lembrete: nas discussões do Café História não toleramos o uso de termos de baixo escalão. Peço, portanto, que daqui por diante tenha mais cuidado nas palavras. Penso que a qualidade dos debates depende não só dos argumentos e saberes articulados, mas também de nossa postura na escrita.

Sobre o conteúdo do comentário, não entendi ao certo porque você trouxe o tema do socialismo neste tópico, uma vez que ele se refere ao nazismo e ao neo-nazismo. No entanto, já que foi citado, realmente o socialismo esteve muito aquém no tocante a diversas questões políticas, culturais, econômicas e sociais. Por outro lado, dizer que a Aleamanha teve mais dignidade com um regime que executou 11 milhões de pessoas, promoveu o racismo, a perseguição a grupos sociais e étnicos e violentou a soberania de diversos povos não parece algo muito razoável, não acha? Até mesmo os alemães têm isso muito claro.

abraços!

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Os motivos para uma defesa de um pensamento nazista(não vou usar outra definição, mesmo que a correta seja nacional socialista) no Brasil se perdem em questões de qual tipo de sociedade vivemos. 95% da nossa população não faz parte da parcela "raça pura" a qual os auto-denominados arianos se referem. Esse pequeno detalhe já deveria ser por si só uma incoerência que impossibilitaria esse tipo de política autoritária, a não ser que os neo-nazistas achem que podem dizimar 170 milhôes de pessoas de uma tacada. As razões desses grupos que se dizem motivados por ideologias nazistas são apenas a revolta e a imposição de suas próprias opiniões em uma sociedade que não os escuta. E muitas vezes pode-se ver que não há um mínimo embasamento nas suas opiniões - pergunte a qualquer skinhead se ele já leu "Minha Luta" ou se ele sabe por que o nazismo de Hitler era o terceiro Reich.
O que motiva esses grupos é um preconceito arraigado de que o branco é superior de alguma forma às outras raças, e uma violência encarnada nas gangues que precisam de uma razão, qualquer razão, para suas ações. E o nazismo, anacrônico para a nossa época de miscigenação quase total, cai como uma luva para esse propósito.

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mesmo como exepressao politica, esse nacional-socialismo é muito perigoso, se voltarmos na historia veremos que essa forma de expressar os ideais, na Italia com mussoline, Alemanha com Hitler, Espanha enfim vemos que esse periodo foi um periodo muito triste para historia da humanidade, por tanto alem de ser uma forma de expressao politica é tambem é um conceito adotado por determinado grupos de pessoas que se sentem de uma forma de outra insatisfeitos com a propria vida.

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Cinehistória

ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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