Conceitos, livros, teorias.
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Permalink Responder até Emannuel Reichert em 1 outubro 2012 at 17:53
Não lembro de nenhum texto do Hobsbawm que não seja útil. Se é para escolher um só, acho que a melhor ideia que ele teve foi o conceito de "invenção das tradições", depois do qual a história cultural nunca mais foi a mesma.
(Certo, o livro foi em coautoria com o Terence Ranger, mas quem é que sabe quem é o Ranger sem procurar no Google?)
Permalink Responder até Maycon de Jesus Santos em 1 outubro 2012 at 19:52
Permalink Responder até Rúbia Carla Martins Rodrigues em 1 outubro 2012 at 21:49
Eric Hobsbawm, para ele a reflexão sistemática sobre o objeto e os objetivos da narrativa historiográfica não se distinguia da própria escrita da história. Cada parágrafo de sua obra traz (ainda traz porque sua obra vai ser imortal) implícita a força de suas convicções e a consciência aguda das responsabilidades que envolvem a tarefa do historiador.
A riqueza de seu longo e bem sucedido percurso intelectual, voltado para o estudo das relações entre passado, presente e futuro, espelha-se na amplitude e importância das questões sobre as origens da nossa sociedade, assim como sempre ressaltou as implicações para a historiografia contemporânea de questões tão diversas. Tudo isso, além de suas reflexões que estão diretamente ligadas sobre prática e teoria da disciplina, fez sua justa fama como um dos maiores historiadores contemporâneos.
Hobsbawm analizou o significado e os compromissos envolvidos na tarefa da escrita da história. Partindo de um ponto de vista amplo, que reflete a variedade de seus interesses, a abrangência de sua experiência, a força de suas convicções.
Assim, nos despedimos de Hobsbawm, com a clareza de sua erudição espantosa mas sempre a propósito, em suas reflexões sobre o papel do historiador, acolheu problemas da ordem do dia através de sua bagagem única por trás da militância renovada contra o acelerado avanço da babárie na sociedade de nossos dias.
Permalink Responder até jucemir rodrigues da silva em 2 outubro 2012 at 1:08
Permalink Responder até Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 2 outubro 2012 at 12:51
Acredito que a maior contribuição de Hobsbawn tenha sido transformar sua metodologia de história, em algo degustável onde voce se delicia com cada página de um livro que mais parece um romance. Sua série de eras é um exemplo clássico disso. Ele mesmo escreveu em seu prefácio (adoro prefácios) do livro a Era do Capital que a leitura era dirigida propositalmente ao leitor não-especializado e que um livro poderia facilmente ser lido sem precisar de ler o anterior. Embora sendo marxista, não deixava transparecer isso facilmente, o que considero um grande êxito. Não gosto muito de ler marxistas mas adoro ler Hobsbawn...Sentirei falta....
Hobsbawn representa a manutenção do marxismo como metodologia adequada para o estudo da História no século XX
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 2 outubro 2012 at 15:44
O Hobsbawm sabia se manter dentro das teorias marxistas sem ser inflexível. Como um colega meu dizia, era um historiador marxista, não um marxista metido a historiador.
Permalink Responder até Luiz Ricardo Leite dos Santos em 2 outubro 2012 at 17:50
Dentre as inúmeras contribuições, destaco aquele texto apresentado aos alunos universitários em Budapeste, encontrado no livro "Sobre História" em que o mesmo compara o historiador ao físico nuclear, como alguém capaz de produzir efeitos danosos com os seus estudos. O texto serve como um alerta sobre o que produzimos, especialmente aos 'contadores de histórias'. Além disso, enfatiza que o ensino deve ser dirigido a todos, especialmente aos que menos se destacam na sala de aula.
Permalink Responder até Brancaleone em 2 outubro 2012 at 21:35
Com certeza o olhar comunista de Hobsbawn sobre a história recente nos dá uma "versão alternativa" da mesma, especialmente para os que como eu, são direitaços...
As interações históricas de Hobsbawn adquirem o viés marxista mesmo quando à primeira vista ele parece imparcial.
Ele foi um contraponto intreressante.
Permalink Responder até Leonardo Assis Garcia-Rosa em 3 outubro 2012 at 8:03
Na verdade acho difícil destacar apenas uma obra dele. No entanto, a que mais contribuiu para a minha formação foi Sobre História - todos que querem conhecer História deve lê-la - e, Era dos Extremos - que traz uma visão panorãmica do séculoXX.
Permalink Responder até Bruno Leal em 5 outubro 2012 at 9:58
Agradeço a todos pelas colaborações! Continuemos o bom debate.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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