Na sua opinião, a mestiçagem é um tema bem discutido pela historiografia brasileira?

Florestan Fernandes, Gilberto Freire, Darcy Ribeiro foram alguns dos pensadores que refletiram sobre a questão da mestiçagem (e seus contrários) no Brasil. Na sua opinião, o tema foi bem discutido pela historiografia brasileira? Quais os principais "problemas" e "questões" deste tema para os historiadores?  

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Para começar, queiram desculpar porque o texto ficou demasiado grande mas eu decidi não o cortar, está tal e qual me saiu e espero que arranjem 10 minutos para o ler.

Cara Silvaniza, peço desculpa por não ter atempadamente respondido à sua questão. Em relação à minha contribuição que a senhora citou, eu reli-a e fiquei com a ideia que talvez não tivesse sido claro em relação ao José Gil e ao António Barreto. Eu falei neles porque eles tentam explicar esse atraso português de que a senhora falou e portanto nada disso tem a ver com mestiçagem no Brasil. Em relação à minha falta de modéstia relativamente à minha terra e às gentes que aqui vivem e que basicamente são as mesmas pelo menos desde há 3 mil anos, eu tentei dizer que, apesar de concordar com o José Gil quando ele diz que os portugueses têm inveja dos vizinhos… eu sou daqueles que, em absoluto, não tenho, talvez por conhecer razoavelmente os outros. Existem diferenças de rendimento mas a qualidade de vida está bem longe de se quantificar apenas por salários, aí as diferenças andam entre 20 e 25% menos em Portugal em termos de ordenados médios. Essas diferenças são menores nos salários mais altos e maiores nos salários mais baixos. Eu não queria viver na Escandinávia mesmo ganhando o dobro, nem na Inglaterra, etc. Eu não queria viver de noite e no frio e debaixo de chuva e de nevoeiro todos os dias, eu não queria viver com vizinhos que não se falam, com colegas de trabalho extremamente individualistas, eu conheço um pouco de tudo isso. Há coisas que o dinheiro não paga e por isso eu não invejo absolutamente ninguém e um povo deve ser exactamente dessa maneira, se o vizinho vive melhor, devo organizar a minha vida no sentido de melhor a sua mas a maioria dos portugueses que passa dificuldades prefere ir-se embora, é um espírito aventureiro que sempre tivemos e um pouco também a fuga às responsabilidades. No entender de José Gil isso explica em parte, esse atraso. Mas eu acho que haverá outras causas não atribuíveis directamente à massa do povo mas antes a alguns indivíduos em particular, à situação geográfica, às políticas…

Eu não referi nenhum historiador porque eu desconheço se algum historiador se referiu alguma vez a esta problemática, de facto parece-me mais um problema de outras ciências humanas que não a história mas essa é apenas uma opinião pessoal. De igual forma, em relação ao tema da discussão da mestiçagem no Brasil, eu também não conheço nenhum historiador que se tenha dedicado a ele. Na verdade ele é um tema bem Brasileiro e que diz respeito sobretudo aos Brasileiros mas eu não excluo o interesse português nesse tema por várias razões: primeira é que tivemos uma participação activa nisso e logo, se há povo que realmente descende de nós, pelo menos em alguma medida, ele é o povo brasileiro e depois há outra razão muito importante que é a curiosidade inata que nós temos por essa terra que ocupa um lugar muito especial no imaginário Português. Quando algo era realmente muito bom, a minha avó dizia: “Isso é um Brasil!!” rsrsrs eu achava muita piada a isso e terá a ver com a ida dos seus primos para o Rio e Curitiba nos anos 40 e das boas notícias que eles davam de volta (como qualquer imigrante que se preze), esse laço ainda hoje se mantêm mas apesar das juras de visitas mútuas continuamos sem dar esse passo. Retomando, como dizia, esse tema pode interessar aos portugueses sim mas veja, o campo de estudo está aí ao pé de vocês. Vocês podem e devem estudá-lo melhor que ninguém e por isso acredito que a maioria das referências sejam Brasileiras, eu entendo que gostaria de ficar com uma ideia externa mas eu não posso indicar-lhe ninguém.

Em relação ao sucesso da colonização portuguesa do Brasil, à qual muito esforço e recursos humanos e materiais foram alocados para no final conseguir esse país continental, sobretudo pensando que o número total de disponíveis para participar nessa façanha era reduzido, Portugal teria ao tempo cerca de 1 milhão de habitantes, obviamente que tem que ser considerada um sucesso mas provavelmente ela não teria sido possível sem a ajuda dos indígenas e também dos africanos e nem estou a pensar neles como mão-de-obra escrava, aliás o Darcy Ribeiro nunca fala dos índios como mão-de-obra escrava, estou a pensar mesmo como participantes activos nessa epopeia. Olha, eu resumiria tudo um pouco nessa frase francesa com intuitos algo racistas mas que de facto é verdadeira: “Deus criou o homem e o português criou o mestiço” nenhum outro povo expansionista teve uma politica de miscigenação como o português e isso aos olhos dos franceses como que nos bestializava e descivilizava. Mas quando os povos se juntam só pode sair coisa boa e saiu mesmo, apesar dos caminhos em zig-zag de algumas mágoas e até de algum rancor que se nota aqui e ali na sociedade brasileira.

Agora, na minha opinião, vocês têm que abordar esse tema, que eu acho que tem muito interesse para a vossa autoestima como povo, ou seja, independentemente daquilo que são, gostarem disso e encararem de frente a vossa condição de povo bem misturado e recentemente misturado. Não faz mal serem descendentes de português, se realmente forem ou de índio ou de africano. Eu já percebi que a sociedade brasileira não gosta de ser descendente de português, quando na realidade são quase todos em maior ou menor grau. Que mal há nisso? Se vocês souberem mais de Portugal e dos portugueses, eu garanto que vocês vão amar ter essa relação afectiva e genética mas vocês não conhecem… não sabem, querem ser todos descendentes de italianos e de alemães e de sei lá mais o que, contam piadas de português (que coisa horrível, contar piadas de outros povos). A quando das últimas eleições aí no Brasil quis saber mais acerca dos candidatos e quando caí na página do José SERRA, dizia lá que ele era descendente de italianos, é curioso como uma pessoa com apelido Serra (palavra que penso não existir no idioma italiano) se autodenomina italiano, fiquei confuso. Se ser italiano é tão “in” porque é que o pai dele deixou cair o apelido italiano? Não faz sentido. Nessa altura eu pensei: “Se fosse em Portugal perdias hoje mesmo as eleições”. Quem renega as raízes e a tribo não merece crédito e não é que ele perdeu mesmo rsrsrs, vão ver que algum druida Endovélico alentejano leu o mesmo que eu e lançou-lhe algum feitiço... Provavelmente vocês não reparam nesse pormenor ou fazem de conta que não reparam, mas eu acho que há um preconceito com português sim. Agora, eu juro que não percebo porquê. Há uns dias atrás uma senhora deixou uma intervenção em que escrevia “sou loira de olhos claros.. totalmente italiana” Eu, sinceramente e com o devido respeito pelas pessoas, não percebo onde foram buscar estes estereotipos, não sei se a senhora tem ascendência portuguesa ou não mas eu tenho más novas… para desmistificar isto, já que este tema parece ser importante para os brasileiros (a cor da pele, do cabelo e dos olhos) e sendo o status actual do português aos olhos do brasileiro, ser basicamente um africano que vive na europa e o italiano um nórdico que vive no sul… como dizia, tenho más novas: o português DO SUL é no mínimo, tão loiro como o italiano do norte e no mínimo, tem olhos azuis NO SUL como o italiano do norte, ou seja, os papéis parem estar algo invertidos, continuo a não perceber.

 

Olha, nós somos o povo que ficou neste canto da Europa, somos os mesmos há milhares de anos, sabemos quem somos e gostamos disso, somos orgulhosos e temos autoestima, quisemos conquistar o mundo, chegámos à Austrália, Nova Zelândia e Japão, até Colombo afinal era Português e as suas terras situavam-se na região alentejana de… Cuba. Desbravámos o Brasil, derrotámos, romanos, mouros, espanhóis e franceses… fizemos coisas más, claro. Ainda hoje fazemos e vocês também. Qual a razão para essa amargura brasileira em relação a um dos pilares da vossa ancestralidade?? Temos tudo para ser apreciados além disso gostamos do vosso povo e da vossa terra, ninguém vos recebe como nós, aqui estão em casa. Conhecer os outros - é preciso!

Eu interessei-me por este tema e fui procurar um pouco, aí eu comecei a ler um resumo de uma publicação de Cláudio Luiz Pereira que é antropólogo no Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, chama-se “O elogio da mestiçagem”, li algumas linhas e desisti logo, não dá. Para professor (creio) o português é classificado como Homo mediterranaeus… isso é no mínimo ridículo. Pode ser só um nome mas de mediterrânico eu asseguro que o português tem quase nada ou mesmo, na maior parte, nada. Nem sequer o clima da maior parte do país é mediterrânico, aqui chove todo o inverno e na maior parte de primavera e outono. Agora, há uma coisa, nós temos influência da cozinha mediterrânica, talvez seja por isso. Na península os mediterrânicos são parte dos andaluzes, os levantinos e parte dos catalães, as pessoas que aí vivem, tal como aqui, ocupam esses espaços há milhares de anos, era a cultura Íbera daquele, lado da península, deste lado era a cultura celta. Isso serviria também para os italianos sim, eles são bem mediterrânicos. Depois ele escreve que que esses portugueses(Homo mediterranaeus) foram os “colonizadores dos primeiros tempos” e depois da independência vieram espanhóis, italianos (portanto, não mediterranaeus..rsrsrs)e alemães. É curioso porque segundo o Darcy Ribeiro os portugueses foram sempre o grupo mais numeroso em cada época de imigração, inclusive ele adianta números em tabelas. Portanto, num estudo publicado que, na minha opinião só pode ser um nado morto, se não for a coisa fica grave, começa-se logo a cometer erros de julgamento que o inquinam, não pode ser um trabalho sério, eu não ponho em causa as pessoas, é apenas um problema enraizado e depois assumem-se equívocos num contexto mais amplo e mais popular. Para mim, pessoalmente e julgo que para o português, em geral não ligamos muito para características físicas, na europa em todo o lado do norte ao sul e do oeste ao este há loiros e morenos essa divisão em duas partes está sempre presente ainda que com pesos diferentes e com proveniências diversas, realmente não é tema de conversa e gostar mais de ser uma coisa ou outra não são opções com significado.

Qualquer império da história baseou-se na exploração e na escravidão, actualmente isso não é aceitável mas no passado era o destino dos derrotados ou existia mesmo um comércio associado à escravidão e quem, em primeira análise vendia os escravizados, eram muitas vezes os seus próprios irmãos mas isso é outro tema. O que eu acho é que vocês precisam “mandar isso para trás das costas” e pensarem no presente e no futuro. Quem são afinal? Eu acho que são um grande caldeirão onde se misturou um pouquinho do mundo. Aqui, não faz sentido falar em raça, aliás nem aqui nem noutro lugar ainda que há povos menos misturados que outros. Não há dúvidas que a genética brasileira se baseia em três grupos principais e aparentemente em relação ao grupo europeu o maior contribuinte foi o português. Eu li um artigo que dizia que o seu autor, Danilo Pena da UFMN, ficou surpreendido ao verificar que em todo o Brasil o pilar europeu é o mais volumoso em todos os estados, variando de 77% no sul a 60% (!) no norte. Na comunidade afro-brasileira da Bahia o peso da genética europeia chega aos 54%, ou seja mesmo os brasileiros de aparência africana têm maior peso da genética europeia do que africana.

Desculpem, eu alonguei-me demais, estava com tempo disponível.

Um abraço para todos.

Fico disponível para continuar a discussão.

 

O tópico está indo muito bem, amigos. Obrigado pela colaboração de todos. Vamos continuar com o bom papo.



Creio que eles discorreram bem as problemáticas na qual
estavam envolvidos, não é possível julgar se discutiram bem ou não essa questão
olhando a partir do agora. Mas em minha opinião ainda há muito campo a ser discutida.
A idéia de mistiçagem acabou ganhando novos contextos em nossa sociedade, não
podemos mais dividir as “raças” em Portugueses, Africanos e Nativos, isso não
significa que essas bases de sustentação tenham sido substituídas, mas
significa que há muitos outros questionamentos...

Senhor Manuel: vejo que a sua explicação sobre a distribuição das raças de acordo com maior ou menor quantidade de melanina está relacionada às condições ambientais.Se levarmos em consideração as características geográficas, a região dos trópicos nos continentes africano e sul-americano deveriam ter características iguais. Sabemos que os continentes já estiveram unidos e que as condições geográficas se repetem nos continentes hoje separados. Segundo suas anotações, concluimos que os índios que povoavam a América antes da chegada dos portugueses e espanhóis devem ter saído da Ásia central. Por que os povos que se fixaram nos trópicos sul-americanos não "fecharam as janelas" produzindo gentes de cores mais escuras? Por causa da intensa mestiçagem que se deu nessas regiões. Temos um historiador chamado Capistrano de Abreu que diz que nos primeiros tempos de colonização os portugueses somente arranhavam as costas brasileiras como caranguejos não penetrando no interior do país. Hoje temos a Bahia e o Rio de Janeiro com um forte contingente de pessoas de cor escura não porque vivem nos trópicos mas por ter sido esses os dois principais estados a receberem fortes contingentes de negros escravizados. Então podemos concluir que as explicações primeiras de genética não explicam as misturas de raças que hoje existem no Brasil.

Cara Silvaniza, em relação a esta questão particular dos sul americanos, é preciso compreender que estes processos de adaptação duram milénios. O homem moderno colonizou a África há cerca de 170-130000 anos e aí ele vivia sobretudos nas férteis regiões intertopicais e é aí que nós ganhámos essa forte pigmentação negra, linda por sinal. A primeira migração "Out of Africa" pelas costas da África e da Ásia em direcção à Oceania ocorreu há cerca de 70000 anos e a emigração que leva o homem moderno à ao centro da Ásia e depois à Europa começo há cerca de 50000 anos. A Migração para a américa do sul ocorreu há apenas 12000. Provavelmente não passou tempo suficiente para que essa mudança de tom tenha ocorrido, na realidade, comparados com os africanos, os sul-americanos nativos são quase 15 vezes mais "jovens", de facto, a diferença é bem maior, estamos apenas a contar desde o início das grande migrações.

Rotas das migrações de acordo com a informação genética mitocondrial (passada de mães para filhos e filhas)

A informação genética dos haplogrupos Y (informação mais segura que passa apenas de pai para filho)

Esta marcação genética "masculina" data a migração para a América do Sul como ainda mais recente. Quando penso nisto e naquelas cavernas no vale do rio Nabão a menos de 1000 metros da casa da minha mãe que foram habitadas há 50000 anos percebo que a colonização asiática da América do Sul foi ontem. Poderá haver outras razões que ajudam mas parece-me que a fundamental será essa e em parte explica também porque os equimós não são loiros mas nesse caso como antes referi há também o caso muito importante da alimentação e das elevadas quantidades de vitamina D consumidas.

Em relação à ultima parte da sua questão, eu posso não ter percebido bem mas devo dizer que os marcadores genéticas que proclamam a nossa ancestralidade são apenas uma milésima fracção de toda a informação genética e que eles não comandam o nosso aspecto físico. Esses marcadores foram acidentes de replicação que ocorreram a um determinado grupo e porque aconteceram a esse grupo e não aos outros nós podemos traçar o seu percurso migratório porque, por incrível que possa parecer a maioria das pessoas continuam a viver nos locais onde viveram os seus ancestrais há milhares de anos, por isso nós sabemos que efectivamente a maioria dos portugueses descende dos Celtas/Lusitanos que aqui viveram e que parte desse povo migrou para a Bretanha, para a Inglaterra e  para a Irlanda. Agora, fisicamente um inglês não se parece muito com um português.

 

Espero que me tenha feito entender e na medida do pouco que conheço destes assuntos possa ajudá-la.

Com os melhores cumprimentos.

 

Esqueci-me de dizer que quem quiser saber qual a sua linhagem pode participar no programa do doutor Spencer Wells para a National Georaphic chamado "The Genographic Project", o teste é pago e serve para financiar o projecto a decorrer em todo o mundo:

https://genographic.nationalgeographic.com/genographic/index.html

 

Os 13 vídeos do programa do Spencer Wells "Journey of Man: a genetic odyssey", estão aqui a começar na parte 1 (carregam sucessivamente):

http://www.youtube.com/watch?v=OV6A8oGtPc4&list=PL827D03AA27131...

 

Muuuito interessante, esse tipo é me me levou a interessar pelo tema e a comprar o livro com o mesmo nome:

http://www.amazon.com/Journey-Man-Genetic-Odyssey/dp/0812971469

 

Um bom passatempo.

Saudações.

Manoel,

 

Obrigada pelas preciosas informações.

Parabéns!

Acredito que a teia da mestiçagem é muito complexa e carece de mais questionamento...Na origem todos somos mestiços pois o mundo descende da espécie Homo e, desde então vem se diferenciando por várias questões, clima,ambiente, genética etc etc. É equivocado colocar Portugueses, Africanos e outros tipos de "raças" como base da sustenção dos indivíduos contemporâneos, pois há muitos outros questionamentos a serem esclarecidos.

Pertencemos á espécie Homo sapiens, Homo é o nosso gênero. O bioantropólogo Walter Neves da USP apresenta uma teoria diferente para o povoamento do continente americano. Para ele, há mais de 15 mil anos teria ocorrido uma migração original negra, similar à população africana; posteriormente, entre 10.000 e 9.000 anos atrás teria ocorrido uma migração mongoloide; o primeiro grupo, identificado com o famoso crânio de Luzia, os seus descendentes teriam sido extintos e o segundo representaria a origem dos índios atuais. Segundo pesquisa de mestrado de João Paulo Vezanni, com orientação de Walter Neves, há uma morfologia craniana semelhante entre paleoíndios de Lagoa Santa (fóssil de  Luzia) e os índios botocudos. Recomendo a leitura da PESQUISA FAPESP de abril de 2011 e da REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL de agosto de 2011. Eu concordo com as ideias de Joel Rufino dos Santos (A questão do negro na sala de aula, Ática, 1990) quando ele afirma que há somente uma raça humana devido a ancestralidade em comum das diversas populações (negroides, caucasoides e mungoloides).

E verdade, Luana. Mas lembre-se que estamos discutindo aqui algo como "história dos conceitos" no âmbito da historiografia brasileira. 

Poderia então acrescentar esses outros questionamentos? Quais poderiam ser?

O Darwinismo social foi uma catástrofe principalmente para o negro, considerado ao longo da História for muita gente como inferior.O bom de tudo isso, é que por mais que se queira negar, os fatos comprovam que nossa origem vem da África. Somos todos irmãos.

A mestiçagem é de difícil compreensão, precisa ser mais discutida em todos os segmentos da sociedade. Gilberto Freire, com o Casa Grande Senzala, apesar de ser uma obra bastante lida e discutida, deixa muitas dúvidas sobre a mistura de raças. Freire nesse clássico retrata a missigenação de maneira romântica, pois neutraliza os conflitos existentes causaddo pela mistura "forçada" de culturas, que só contribuiu para reforçar a discriminação na sociedade brasileira, na medida em que houve um acentuada mistura de raças, o preconceito da mestiçagem continua forte até hoje.

O tema é pertinente para colocar abaixo todo preconceito que existe " na sociedade brasileira, a qual se pretendia ser branca, cristã, e europeizada".

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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