Florestan Fernandes, Gilberto Freire, Darcy Ribeiro foram alguns dos pensadores que refletiram sobre a questão da mestiçagem (e seus contrários) no Brasil. Na sua opinião, o tema foi bem discutido pela historiografia brasileira? Quais os principais "problemas" e "questões" deste tema para os historiadores?
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Acho que o mestiço é a verdadeira raça brasileira.Poucos no Brasil têm condições de dizer que são de "raça pura", tal é a influência sanguinea principalmente do negro, junto a outras raças.Sou negro,nascido no Rio Grande do Sul,e constam de históricos familiares passados de pai para filho, uma mistura de negros com uruguais, de origem espanhola, que aqui passaram, principalmente pelas guerras de fronteira, ou pelo trabalho nas estâncias gaúchas.Isso também ocorreu na maioria dos Estados do Brasil por outras razões, mas da mesma forma, marcando a presença de uma raça mista, a raça brasileira. Acho que os historiadores deveriam dar maior ênfase a este tema.Da mesma forma algumas pessoas que são racistas, deveriam olhar bem para a história e ver que as "separações" de que se orgulham, na verdade não existem.
Permalink Responder até Bruno Leal em 21 junho 2012 at 11:24
Mas você acredita nesta divisão entre raças, Luiz?
Permalink Responder até Brancaleone em 17 novembro 2011 at 8:52
Creio que Gilberto Freire deu ênfase à questão da mestiçagem no Brasil mas de um modo geral, parece que a história "oficial" prima por manter as raças puras, especialmente as que dominam.
Minha avó paterna era uma parte índia parte ucraniana, meu avô paterno polaco. Do lado da mãe, portugues com polaco, ucranino e austriaco. Casei a primeira vez com neta de alemães e na segunda com bisneta de italianos. Definitivamente um autêntico "vira-latas" e com muito, mas muito orgulho!!
Este papo de raça pura é eugenia.
Permalink Responder até Jaime em 17 novembro 2011 at 9:02
Bom dia!
Antes de falar se é bem ou mal discutido vou abordar três temas: Genética; Hibridismo e mestiçagem; Genética negro é fator dominante sobre o branco assim como o asiático também é e por sua vez o negro é fator dominante na genética para os dois, na mestiçagem sempre haverá maior ou menor caracteres dominados porém a cada mistura esse fator decai o que pode acontecer: negro+branco= mestiço (Pardo ou mulato) mestiço + branco= mestiço ? aí dependerá sempre de fatores genéticos se continuarmos assim mantendo sempre o branco e misturando os mestiços f1, f2 , f3 o que vai acontecer? o negro se transformará em branco um pouco mais demorado e ao contrário menos por causa do fator genético dominante...diferente do hibridismo onde não existe a mestiçagem propriamente dita pois é resultado do cruzamento de espécimes próximas ( Pintassilgo X canário = pintagól ) jumento + égua = Burro; no ser humano isso não acontece porque samos da mesma espécie o que acontece é que o mestiço pode escolher a sua identidade cultural por exemplo o "mulato" pode se identificar com a cultura "Branca" ou com a negra ou assimilar as duas como foi o meu caso meu bisavô era negro mas depois de tanta mistura eu só conservo os cabelos carapinha nada mais . um abraço a todos e viva a mistura brasileira!
Permalink Responder até Pedro Fabio Soares Vivas em 17 novembro 2011 at 9:31
Não.Na realidade temos vergonha de sermos mestiços.Somos um povo bem misturado.Meus sobrinhos netos Nicolas e Nicole (5 e 3 a resp.)são provas cabias dissso.A avó materna é negra,o avõ materno é branco com traços negros,a mãe mulata e as crianças brancas,meu sobrinho é branco pelo lado paterno com ascendencia indigena pelo lado de minha mãe,avó paterna do pai e bizavó das crianças.Minha Biza materna era india.Tenho muito orgulho de meus sobrinhos serem mestiços.
Permalink Responder até Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 17 novembro 2011 at 10:40
Permalink Responder até Manuel Rosa em 17 novembro 2011 at 17:37
Olá Cara Silvaniza, deixe-me perguntar-lhe onde você foi buscar esse mito urbano e franco-britânico que os portugueses que chagaram ao Brail são descencentes de mouros, asiáticos e norte africanos?? Você tem algum fundamento cientifico para o que está a dizer ou disse só porque ouviu alguém falar?? Primeiro eu devo dizer-lhe que a amioria dos mouros que viviam em Portugal durante o periodo de ocupação militar muçulmana eram ibéricos e não norte africanos, em segundo lugar você sabe qual é apredominância de marcadores genéticos norte africanos na herança genética portuguesa? eu vou-lhe dizer cerca de 10% no Algarve e menos de 5% no Minho (igual à França ou à Alemanha), você sabe quanto vale a população do Algarve no total da população portuguesa? eu vou-lhe dizer: vale 3%.. mesmo se nós juntarmos o Alentejo prefazendo quase 50% do território português e que foram as únicas áreas de verdadeira influência árabe esse total sobe para... 7%. Agora eu pergunto-lhe quanto valem 10% em 3%? a resposta é quase nada. Vou fazer-lhe outra pergunta. Você sabe de que região vieram a maior parte dos portugueses que colonizaram o Brasil?? eu vou-lhe responder, eles vieram do Minho. Você sabe quais são os principais marcadores genéticos dessa área de Portugal??Eu vou-lhe dizer: são os que representam a nossa herança Celta (igual para o resto dos portugueses) e germânica dos povos que desceram da suécia e da alemanha, mais ou menos em proporções de 3/5 e 1/5 do total respectivamente.
Nós os portugueses sabemos que somos misturados e nos orgulhamos disso, afinal ao contrário daquilo que Hitler pensava, a mistura fortalece os genes... e nós até damos muito mais importâncioa a nossa herança CULTURAL muçulmana do que germânica, eu pessoalmente admiro ambas por razões bem diferentes.
Senti que tinha que lhe dizer isto porque me recuso a ler e ouvir este tipo de comentários que desde sempre foram veiculados nos gentes invejosas do norte e que por sinal se sabe hoje, em grande parte, imigraram no passado precisamente daquilo que hoje é Portugal e do norte da Espanaha para as ilhas Britânicas e que encerram em si um conteúdo e uma carga depreciativa e que você usou aqui. Não aceito isso. Entendeu?!
Permalink Responder até Pedro Fabio Soares Vivas em 30 novembro 2011 at 8:23
A Europa Feudal Colianista,consquistou muitos povos,e com eles trouxe pessoas na condição de escravos,como seus vassalos e até mesmos esposas,pois muitos renderam-se aos encantos de outras raças.Com isto criou-se novas pessoas,com o intercruzamento destas pessoas raças.Bretões,Anglos,Persas,Visigodos,Ostrogodos,Medos,Gregos,Saxões,Germanos...tudo isto são povos-raças que foram se intermisturando e construiram o chamado Povo Europeu,que Hittles tentou criar o mito da raça ariana pura,que nunca existiu.Pois não somos puros,somos sim mestiços.Ao sairem do praizo,Eva e Adão depraram com povos diferentes e????????Tamos aí até hj.
Permalink Responder até Manuel Rosa em 1 dezembro 2011 at 20:55
Esse paraíso se existiu, foi em África. Na verdade foi de lá que
todos viemos e por defeito, deveríamos ser todos negros. Não somos porque nos
adaptámos ao ambiente. Nós começámos todos iguais e portanto essa máxima
generalista de que somos todos membros da espécie Homo spiens, é bem
verdadeira. A primeira grande migração intercontinental do homem foi da África
para a Austrália e os descendentes desses homens são os Aborígenes. Numa
segunda grande migração o homem saiu da África para a Ásia central e depois daí
redistribuiu-se. Uma facção para o continente americano e outra para a Europa e
para o norte de África. Se quisermos ser mais contemporâneos, poderíamos dizer
que esse antepassado europeu seria o mítico Ariano, esse povo que veio da Ásia
central, os europeus podem dizer que alguns afegãos e os iranianos são seus
parentes distantes pois vieram do mesmo sítio dos europeus. A fixação do Hitler e da sua pandilha de dementes nos tons claros parece-me que é puramente gráfica. É senso comum apreciarmos os olhos e
cabelos claros, isso não faz automaticamente as pessoas mais bonitas mas essa
diferença pela raridade pode ser atraente em si e eles exploravam isso através
da propaganda exibindo pessoas perfeitas. Enfim esse tema é demasiado mórbido,
não tenho prazer nenhum nele. Para mim as morenas são mais giras, tem mais sal e mais pimenta :-)
Os nossos tons não nos fazem diferentes uns dos outros ao contrário
daquilo que postularam os ingleses que chegaram mesmo a dividir o Homo sapiens
em raças de acordo com as suas características e tons. À partida isso não é um
problema, nós também fazemos isso, a polícia faz isso, fica racista quando se
afirma que essas características podem inferir evolução. Claro que para esses ingleses,
os ruivos eram o estado da arte evolutiva do homem, depois os louros e claros,
depois os morenos do sul da Europa depois os asiáticos, depois os negros..
enfim, uma perfeita idiotice que ainda hoje é uma verdade absoluta na cabeça de
muitos atrasados mentais.
Foi a adaptação ambiental que nos fez diferentes, por dentro, com
mais ou com menos melanina, somos todos iguis, permitam que introduza aqui
aquela máxima portuguesa que é cada vez mais actual: “todos diferentes, todos iguais”.
Por adaptação ao ambiente entende-se por exemplo os olhos rasgados
como protecção contra o frio e a quantidade de melanina nas nossas células. É a
melanina que nos provoca tons de pele, cabelo e olhos tanto mais escuros quanto
mais nos aproximamos das zonas de maior intensidade de radiação solar, que são
os trópicos. Esse mecanismo está perfeitamente entendido e baseia-se no facto
de o nosso corpo se proteger contra a radiação ultravioleta. Digamos que uma
pessoa dos trópicos tem as “janelas do corpo” mais fechadas à entrada de radiação UV do
que uma pessoa do norte. No entanto, há um mínimo de radiação UV que o nosso
corpo necessita para produzir vitamina D que é essencial para processar o
cálcio para os nossos ossos. Quando saímos de África para climas mais frios e com
menos intensidade de radiação UV, as nossas “janelas” fechadas da pele negra
começaram a ser um problema e o nosso corpo precisou “deixar cair” a melanina e
abrir as “janelas” e nós sem a melanina ficámos mais claros. Quando o homem
consegue obter vitamina D sem ser através da sua síntese na epiderme, a pele
pode ficar mais escura. Isso acontece quando se come, por exemplo, muito peixe.
Povos que comem muito peixe têm tendência a ter pele mais morena mesmo vivendo
a latitudes mais altas (esquimós, comunidades piscatórias).
"Raça" no que diz respeito à espécie humana não é um conceito biológico. Com os métodos da biologia moderna, sabe-se hoje que dois indivíduos de "raças" diferentes podem na verdade ser geneticamente mais próximos um do outro do que um terceiro indivíduo supostamente da mesma "raça". Classificar seres humanos baseado então em alguma característica externa arbitrária como cor da pele ou tipo de cabelo não tem qualquer justificativa científica.
Mesmo rejeitada pelos biólogos, a ideia de "raça" permanece relevante, entretanto, como um conceito cultural que tem implicações sociais e históricas. Assim, "raça" como objeto de estudo deixou de pertencer ao domínio das ciências naturais (onde esse conceito foi desacreditado) para pertencer, como tópico válido de investigação, ao domínio das ciências sociais (antropologia, sociologia, etc.) e da história. Como conceito cultural, entretanto, "raça" não é um conceito absoluto, já que as noções por exemplo de "branco", "negro" ou "pardo/mestiço" variam em diferentes sociedades/culturas (Brasil, EUA, África do Sul, etc.) e em diferentes épocas.
Se abordarmos o tema a partir dos conceitos freyryanos teremos a miscigenação como um tema passível de inumeros campos de abordagem, partucularmente prefiro trabalhar ente conceito relacionando com os aspectos de colaboração cultural das difrentes "raças" que formaram a sociedade brasileira a partir do convivio no cenário do Brasil colonial, para isso, porém, é de fundamental importancia levarmos em consideração a situação de brancos, indios e negros dentro do sistema escravista que exercia forte influencia sobre suas expressões culturais e sociais.
Bom, comentários sempre abalizados, congratulo-me com todos pela excelente discussão.Notei que as ideias se complementam.Notei também a abrangência internacional e alguma mágoa com o nazismo, o que é plenamente justificável.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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