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Fintelman

Memória digital: Não estamos deixando informações para o futuro?

Podemos ler papiros egipcios de millhares de anos, mas não conseguimos ler arquivos gravados em disquete há 20 anos.

Estamos começando a registrar tudo de forma digital, e para ler arquivos digitais precisamos de software compatível - se não existir software compatível e ninguém mais souber os códigos necessários para criá-lo, toda informação contida nestes arquivos está perdida.

Não estou criticando os computadores e os avanços que eles trouxeram, mas acredito que armazenamento de informação deve ser feito de forma física e seguindo princípios simples.

A médio e longo prazo não existirão documentos legíveis de nossa civilização, o que pode prejudicar nossos próprios herdeiros.

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Respostas a este tópico

Tão simples que, se ascendermos um fósforo, queimamos tudo. O papel é tão frágil quando um suporte digital.

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A preocupação é extremamente válida, amigo Fintelman. E isso consiste em um paradoxo bastante interessante de nosso tempo. Ao mesmo tempo que criamos uma série de dispositivos tecnológicos cujo objetivo é o armazenamento de dados (memória), ao mesmo tempo incursamos em um caminho perigoso, de perda de informações. Ou seja, a memória - como sempre - anda muito próxima da lembrança.

Não é fortuitamente que ainda somos uma sociedade patrimonialista, ligada à concretude das coisas, à sua materialidade. Apesar dos jornais online, ainda somos adeptos do jornal impresso. Apesar do patrimônio imaterail, ainda somos fascinados pela monumentalidade dos museus, memoriais e estátuas.

Acho que existe realmente um risco de esquecimento, mas acho que o mais importante é não deixar esse risco nos paralisar e entender que algum esquecimento é sempre necessário e que a memória encontra suas formas de permanência.

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Talvez nem ao mar e nem a terra. Mesmo não podendo ignorar a tecnologia, não podemos nos apegar unicamente a ela. A Calculadora ajuda, mas e quando acaba a pilha, o que fazer enquanto não há no momento mais ela? O banco de dados é prático e isso ninguém duvida, mas e quando um vírus causa pane no sistema, o que fazer?, etc. etc. Ou seja, o digital, não pode totalmente acabar com o papel e creio que isso não virá a acontecer. Para ler um papel é só pegar e ler, mas para ler um CD ou DVD é preciso do equipamento correto que sem ele é impossivel sequer saber o que há dentro dele. O problema é que a quantida de informação on-line é quase impossivel de ser armazenada totalmente, 100%, em papel, tanta é a sua quantidade titanica Logo, creio que deve haver um bom senso sobre o que o deve ser melhor preservado além do chip somente.

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Caro Amigo li a sua questão. Penso precisamente o contrário, - não sendo contudo conhecedor (nem o pretendo ser) do vastíssimo mundo informático.

Creio que esta civilização se situa vai para uns anos, num estágio de deixar espalhada memória futura. Ainda ontem participava num fórum relacionado com a escrita de blogues onde precisamente coloquei esta questão.

Até que ponto a proliferação da escrita e imagem através da Net não será em analogia os gestos e as imagens do homem "civilizado" como mémoria futura e apreciação das próximas civilizações?

Equiparei como é óbvio o momento, às pinturas rupestres.

Da mesma forma se coloca o problema pelo suposto "desaparecimento" do livro de papel.

Dou-lhe outro exemplo. Na década de 80 quando surgiu o CD e julgou-se tirar vida ao afamado Long Play pensei ficar com umas largas centenas de "entulho" em casa... Sou melómano fundamentalista (talvez só nisto) e toca de refazer a plena discografia do jazz em Cd.

Hoje decorridos quase três décadas vejo o renovado Long Play asssumir o papel de jóia da coroa. O pior de tudo é que um Long Play custa ainda mais caro que um Cd...(risos).Neste capítulo o "vil metal" não perdoa.

O seu alerta faz sentido mas bem vistas as coisas verificamos que um simples garoto de 13 anos entrou no sistema da NASA ou do FBI e uma civilização mais maturada de conhecimento não conseguirá descodificar as bases de conhecimento/memória do Homem Global?

Não estarei jà por cá, mas deixarei as password's em envelopes abertos, para que possam verificar que passei parte da minha vida a pesquisar e divulgar liteartura policial. (risos)...

Saudações do José Leandro

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Concordo com sua preocupação. Também penso assim...Tenho fotos e recordações minhas e de meus familiares, mas não sei como armazenar dados para o futuro...Acho que estamos em vias de perder a memória...O tempo passa rapidamente e não temos "tempo" para verificar o que fizemos e o que fazemos...Pracisamos registrá-lo de algum modo....

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SYLVIA

A história do filme conta a história de Sylvia Plath (Gwyneth Paltrow), uma das mais famosas novelistas da literatura norte-americana. Nascida em Boston durante a Grande Depressão, Sylvia ainda jovem tentou cometer suicídio, na casa de sua mãe. Ela viaja à Inglaterra para estudar em Cambridge e lá conhece o jovem poeta Ted Hughes (Daniel Craig), por quem se apaixona e vive um longo romance.

O filme, lançado em 2003, não é mais uma daquelas histórias de amor entre dois escritores. É um retrato, um tanto envernizado, de parte da trajetória de uma mulher obcecada pelas palavras e pela morte.

Se fosse preciso destacar uma única razão para assistir a este filme, ficaria com a óbvia: esta é uma das poucas oportunidades que se tem para conhecer melhor a intrigante e controversa personalidade de Sylvia Plath. Uma mulher que marcou cada uma das suas três décadas de vida com encontros com a morte. Uma mulher que se definia como Lady Lazarus, em constante renascimento. Uma mulher que tentava preservar os filhos, mas que não tinha o menor apego à própria vida.

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