Olá pessoal,
Eu e um amigo meu, estamos fazendo um estudo sobre as correntes de pensamento historiográficas e seus respectivos pensadores, e hoje nós nos debatemos sobre uma questão controversa: Ranke é historicista ou positivista? Pois, lendo um material de Michael Lëwy (Ideologia e Ciência Social), vemos que as duas correntes são bastante antagônicas, mas por outro lado, em outro material, este de José Carlos Reis (A História entre Filosofia e Ciencia), vemos que o referido pensador aparece como positivista; e em nosso cotidiano, ele (Ranke) é dito como historicista, por isso eu faço este questionamento.
Também gostaria de saber se existem livros traduzidos de Ranke em pdf, e onde eu poderia baixar esse material.
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Permalink Responder até Bruno Leal em 18 maio 2012 at 10:44
Oscar, sua questão é importante.
Talvez ela exista pelo simples fato de todas essas classificações (verdadeiras caixinhas) já bastante frágeis. Eu mesmo já vi Ranke ser classificado das duas formas também. No entanto, seu papel para o positivismo é bastante significativo.
Sugiro que você procure pelas obras do professor Manoel Salgado. Durante sua vida, ele trabalhou intensamente com Teoria da História. Outro nome que você pode buscar contato é o do professor Jurandir Malerba. Excelente pesquisador e pessoa. Tenho certeza que ele pode lhe ajudar e em alto nível.
Permalink Responder até Oscar de Castro Moura Neto em 19 maio 2012 at 10:48
Vlw Bruno!
Um fato curioso e irritante nas classificações e rotulações sobre determinados historiadores está no fato de que alguns estudantes e até professores tem a tendência de negarem a contribuição de correntes historiográficas/historiadores para a História.
Permalink Responder até Bruno Leal em 27 junho 2012 at 10:35
É verdade. Infelizmente, convivemos ainda com isso...
Permalink Responder até rogério carvalho em 26 fevereiro 2013 at 14:49
Olá,
Há realmente uma polêmica a respeito dessa questão envolvendo o positivismo e o historicismo.
Mas, em relação a Ranke, remeto ao texto clássico de Sérgio Buarque de Holanda: O atual e o inatual na obra de Leopold Von Ranke. Nesse texto fica claro que nada mais incorreto do que chamar Ranke de Positivista, se por este vocábulo estamos pensando a escola de pensamento fundada por Comte. Ranke, sem dúvida, deve ser incluído no paradigma historicista ou da Escola Metódica.
Permalink Responder até Professor Americanista! em 27 fevereiro 2013 at 6:31
Quais são os antagonismos entre historicismo e positivismo?
Permalink Responder até rogério carvalho em 27 fevereiro 2013 at 15:33
Olá Rafael,
Um livro que aborda essa questão é Teoria da História de José d' Assunção Barros, especialmente no volume 2. Só me permito discordar dele quando coloca o positivismo como um paradigma historiográfico no século XIX. Para mim, não se pode falar de uma historiografia positivista no século XIX, ou seja, historiadores que em massa seguiram os pressupostos de Augusto Comte. O grande paradigma da historiografia do século XIX foi o Historicismo, ou Escola Metódica ou a chamada Escola Histórica. Bom, basicamente o historicismo coloca a relatividade do objeto histórico ou seja não é possível determinar leis para a história (como fazem as ciências exatas com a natureza, como a física), por isso há uma defesa da distinção dos métodos entre as ciências humanas e as ciências da natureza. Já os positivistas procuravam leis gerais para a história, justamente porque não faziam distinções entre os métodos das ciências exatas e humanas. Há também a complexa questão da neutralidade e da imparcialidade do pesquisador (historiador). Os manuais quando falam de Ranke, por exemplo, colocam que esse defendia a neutralidade do historiador com relação aos fatos pesquisados. Isso poderia colocá-lo dentro do paradigma positivista, pois o historicismo vai criticar essa pretensa imparcialidade e neutralidade. Mesmo assim, na minha visão, Ranke não era positivista. Mesmo porque sua influência vai se fazer sentir nos desdobramentos do paradigma historicista.
Permalink Responder até Bruno Leal em 1 março 2013 at 9:55
Boa, Rogério. Obrigado pela colaboração.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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