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Estou abrindo este fórum na perspectiva de encontrar camaradas que nos ajudem a aprofundar esta perspectiva da atualidade de Karl Marx para entendermos a burguesia do século XXI, o imperialismo e a resistência necessária.

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Respostas a este tópico

O Socialismo e em especial o Comunismo vendo-se os desmandos do capitalismo financeiro atual, tem um longo caminho para a frente, mas primeiro necessita rever seus erros que levaram à experiencias fracassadas como no URSS (que desmorana devido a incapacidade de se manter por si só tendo se transformado numa estrutura burocrática, corrupta e pouco preocupada com os interesses reais da coletividade, além da ditadura, amarga principalmente nos tempos de Stalin e Brejenev) ou em boa parte deturpadas como na China (onde repressão às liberdades e a desigualdade social certamente não seriam aprovadas por Marx, creio eu). Marx era um pensador complexo e infelizmente acho que foram e são poucos que conseguem entender as perspectivas que ele idelaizava. A começar pela revolução começar pela consciencia da própria classe trabalhadora que faria uma mudança graudal de capitalista para socialista e de socialista para comunista.
Karl Marx não é atual apenas para entender tais temas Sergio. O que Marx desenvolveu foi um método e uma teoria sobre a consciência. Na sua crítica à ciência ou conhecimento no/para o capitalismo: filosofia, teologia, ciência política, positivismo, determinismo...ideologia, ele desenvolveu o método materialista (histórico) dialético e a teoria da sociedade: das relações, da história, da consciência... A questão que vc trás está impregnada dos questionamentos colocados pela ideologia burguesa em seus mais variados matizes: pós-estruturalismo, pós-modernismo, pós-colonialismo... pós-coisas. E isso se dá muito por causa da fragilidade e até mesmo mediocridade de alguns que não leram a obra do Marx mesmo e a deformam para criticar. Na graduação ouvi falar que marxismo era determinista porque considerava a realidade apenas no viés econômico: infraestrutura e superestrutura. Ocorre que lendo a obra do Marx percebe-se muito mais profundidade que isso. Aliás, é outra perspectiva. A teoria do Marx não se resume a dados econômicos, ele nem lida com as informações de pesquisa que usou como dados (como no positivismo: a coisa como dada). O Capital não é uma teoria econômica, é uma teoria da sociedade, das relações sociais, da consciência...
A ciência, como ideologia burguesa do capitalismo, quer se reproduzir assim como o modo de vida que ela expressa: o capitalismo. Por isso inventa novas facetas para passar por atual. Todos esse novos matizes da historiografia: os pós e os neo são respostas amedrontadas ao desenvolvimento da teoria revolucionária do proletariado: o marxismo (não o confunda com trotskismo ou leninismo ou ...). Em todos os manuais de (Nova) História Cultural tem referencia ao marxismo. Ora reconhecem contribuições, ora deformam e ora negam.
Uma confusão básica é a que toma a teoria do Marx ou de seguidor@s como texto sagrado. O que Marx teorizou foi justo o contrária: toda forma de consciência é consciência da vida real, do modo de vida, do modo de produção e reprodução da vida, consciência de indivíduos que se associam, consciência só possível pela associação. Toda consciência, além de social e material, é histórica. Tem uma dimensão espacial e temporal. O tempo é o transcorrer irreversível da vida. O que se diz hoje pode ser aprofundado ou questionado amanhã. Então o que Marx explicou lá no século XIX pode ser aprofundado, desenvolvido hoje com novas evidências espaciais e temporais: histórico-materialista. A consciência não é, para Marx, um ser que paira sobre a humanidade e incorpora em indivíduos. A consciência é consciencia da relação de indivíduos reais, concretos com outr@s indivíudu@s reais e concretos e com os seres presentes no ambiente em um determinado tempo e espaço. Se a relação muda, muda a consciência. O materialismo histórico dialético será ultrapassado, obsoleto quando as relações que ele expõe, e que estão presentes na vida concreta, forem superadas/revolucionadas.
A perspectiva marxista é atual e contribui no avanço das lutas sociais e construção do processo histórico da emancipação humana. O anticomunismo faz parte da aliança entre vaticano, estados, ideólogos e agentes mundiais, diante ao temor duma alternativa ao capitalismo.
O fantasma do comunismo continua rondando, a sociedade mundial precisa avançar, a classe trabalhadora se faz mais marcante no cenário político e social, os agentes da burguesia tentam isolar e dividir o conjunto da ação social, no plano ideológico recorrem-se à única arma encontrada para refutar o marxismo, o desconhecimento do conteúdo e método materialista-dialético.
abraços. Alcebíades
Respondendo ao Luis Saraiva:
"O anti-comunismo nada tem a ver com o vaticano ou o lobby capitalista é apenas uma reacção das pessoas de se oporem a um regime tiranico e totalitário como o comunismo demostrou ser".
Começo por concordar que o regime de estado da URSS, ou China, ou Cuba são tirânicos e totalitários. A liberdade individual é bastante restrita em Cuba. Temos de reconhecer que há moradias para quem permanece na ilha, mesmo que em condições precárias, há o mínimo de alimentação, há escola para todos... Inclusive uma amiga cursa medicina lá e sempre traz materiais para mim: programas sobre direitos sexuais das mulheres, adolescentes, lésbicas, gays, transexuais... por exemplo. Más isso está na moda no mundo todo. Aqui mesmo no Brasil de PSDB a PT todo mundo pendura as mais variadas bandeiras: arco-íris, lilás, verde-amarelo-preto...é a política de identidades rendendo. Entretanto, na idade média a igreja e os feudos tinham de garantir alimentação e moradia para os servos em casos de escassez. Lógico, o desenvolvimento tecnológico nos países burocráticos (comunistas-leninistas) é muito mais avançado que nos feudos medievais.
No entanto, descordo que o anti-comunismo não tenha nada a ver com o vaticano. O Pio XII chegou a se aliar aos nazistas para impedir o avanço bolchevich. Uma coisa temos de concordar: os bolchevichs tinham muito a atrapalhar o vaticano. Afinal constituem-se, o vaticano e o partido bolchevich, duas instituições burocráticas que querem dominar o mundo para o dominar. Rarara. Então se esbarraram e buscaram aliados. Assim como a burguesia alemã, e mesmo a mundial, se aliou ou fez vistas grossas ao nazismo, a burocracia clerical também. Principalmente o Vaticano que é a instituição mais poderosa dentre todas as organizações religiosas. Esses esbarrões continuam atualmente: o Bento XVI não vive deixando mensagens sutis contra a instituição rival islãmica? E se a revolução iniciada em toda a europa houvesse se aprofundado o vaticano teria reações mais escabrosas ainda. Quando se sentiu ameaçado pela burguesia botou fogo no mundo todo, lembra? Veja agora a igreja em Honduras, quanto retrocesso.
Acho mesmo que temos de nos opor a qualquer tentativa de controle sobre nós. Que seja sobre o que nós usamos para vestir, sobre com o que nos enfeitamos, com quem transamos, como transamos, o que comemos, o que usamos, como dormimos, onde vamos, se dançamos, se beijamos... e o bolchevismo travestido de comunismo ou marxismo, ou como o lento caminhar socialista (que nunca chegou) rumo à sociedade comunista/autogestionária, demonstrou ser uma ideologia, uma falsa teoria revolucionária. Não acredito que as classes que nos oprimem, exploram e dominam vão ficar sentadas esperando que agente arranque os tronos, palácios, diretorias, presidências... para autogerirmos nós mesm@s a produção e reprodução da vida. Para uma vida plena, vida em abundancia. Então a superação do capitalismo que quer fazer de nós uma multidão de esquisofrênicos, corpos separados de seus consciências, seres fragmentados, divididos passa por superar as relações pelas quais trabalhamos como explorados, "escravos", assalariados. Temos de superar a divisão social do trabalho e restituir-nos como seres inteiros e indivisíveis.
Você já conhece o Movimento Autogestionário? www.movaut.ning.com
Os principais problemas do socialismo marxista que foi tentado ser aplicado foram o de interferir com a liberdade individual e livre iniciativa das pessoas e empresas, que são quem sustentam involuntariamente o Estado através dos impostos e taxas além o de que contribui para uma diminuição da eficiência global do sistema económico e social. Isto porque é intuitivo que a pessoa que não vê uma recompensa maior pelo seu esforço, tem tendência a produzir menos, dessa forma todos ficam mais pobres. Em suma, também as causas de seu colapso. Porém nada impede de se pensar novas formas de socialismo, posto que o colega Hugo muito bem expressor que para muitos seguidores do marxismo, as ideias de Karl Marx e seus seguidores são como livros sagrados, que devem ser seguidos tal como uma religião. Entretanto, o colega Luis Saraiva abriu um ponto interessante de se pensar novas formas de capitalismo também, até porque nenhum sistema economico se extingue até que se torne de todo obsoleto e esgote suas possibilidades de utilização. Logo, o fim do capitalismo só ocorrerá com o surgimento de um sistema economico que se mostre mais dinamico que o atual sistema de hoje, podendo tanto ser uma nova visão de socialismo, capitalismo ou um outro sistema, posto que este não tert sido ainda pensado não quer dizer que não possa ser possivel. Afinal não creio que na Roma antiga se imaginasse o capitalismo, que hoje ninguém duvida que existe. Não creio que na Europa pré-histórica se imaginasse o feudalismo, mas todos sabemos que ele aconteceu. Do mesmo modo, não enxergamos hoje um novo sistema, não quer dizer que ele não possa ser criado ou idealizado por alguém.
Caro Luis Marcelo
Penso que os princípais fatores que contribuíram para a não efetivação do socialismo e posteriormente do comunismo tanto na URSS quanto em outros países podem estar relacionados com a "revolução mundial" e com o "ruralismo russo".
Toda idéia de Marx e Engels para a construção do socialismo e comunismo está fundamentada na perspectiva de que a revolução deveria se dar em escala mundial, sob o risco de ser esmagada e em nações industrialmente desenvolvidas e com uma classe operária significativa. No que toca a Revolução Russa tal não aconteceu.
A Revolução ficou restrita á Rússia e ao leste europeu (e aí foi levada a ponta das baionetas) e nesse sentido, para se defender do perigo externo (na guerra cívil por exemplo) foi favorecida uma tendência bolchevique de centralização e supressão de crítica. Primeiro a discussão foi abolida externamente (monopartidarismo) e depois internamente (foi proibida dissidências dentro do próprio partido).
Além disso, a Russia era um país predominantemente agrário e após a guerra civil grande parte do proletáriado estava destruído pela guerra. Nesse sentido, a produção industrial era insignificante e assim inexistia a possibilidade de troca cidade/campo. Com tal impossibilidade, para alimentar as cidades o partido bolchevique teve que recorrer a requisições forçadas de alimento e a coletivização, também imposta, das terras.
Enfim, a ditadura que caracterizou a URSS deve muito ao "socialismo em um país só" e ao caráter predominantemente agrário da Rússia na época. Posteriormente, para resolver o problema de troca cidade/campo os bolcheviques optaram pela militarização do trabalho e industrialização forçada, que expôs a classe operária a uma brutal ditadura e assim, a revoção que deveria libertar os trabalhadores acabou por esmaga los

Caro Luis; Só uam questão, já foi "provado ciêntificamente" pelo M.I.T., dos EUA, no final da decada de 70 (preste atenção, por uma instituição ECONOMICA LIBERAL TOTAL, dos ESTADO UNIDOS), com experimentos, que relação PRODUTIVIDADE x GANHO FINANCEIRO, só é efetivo com trabalhso que são mecânicos e, mesmo assim, até certo nível. Contudo, se for um trabalho intelectual, mesmo que rudimentar, não só não fucniona, como é ao contrario, piora o desempenho das pessoas. Por outro lado, se vc tiver pessoas ganahndo bem para não se preocuparem com gastos como casa, comida e lazer, elas produzem muito mais. Da mesma forma, a competição gera menos produtividade, entre pessoas com o mesmo estado e salario, do que o trabalho coletivo e livre. Esse vídeo da RSA Animation, é em inglês, apresenta essa experiência em 10 minutos: http://www.youtube.com/watch?v=u6XAPnuFjJc . Abraços

 

Lendo os outros comentários, creio que esse é o que mais se aproxima da minha opinião. Eu acredito que Marx tinha razão em várias questões como o modo como descreve a dominação, a ação do sistema capitalista sobre os individuos, entre outros.. Porém, ele não considerou as diferenças entre as pessoas e colocou o grupo acima do individuo... por isso que socialismo, comunismo não funcionam.. nunca vão funcionar. A sociologia como ciência só observa o grupo, é natural para Marx analisar apenas as ações coletivas e não individuais. O problema é que alguém sempre será dominado seja o trabalhador seja o burguês... essa história de que quando os trabalhadores chegassem ao poder a coisa iria melhorar não se concretizou... vejam os inúmeros casos no mundo (Brasil, inclusive).. o poder corrompe.. e isso já não está na esfera do coletivo mas do individual... não dá pra controlar tudo.. Karl Marx analisou o grupo como se esse fosse possível seguir apenas um rumo, tudo controlado... por isso seu discurso é uma utopia.

O Luis Marcelo colocou no debate a questão da produtividade nos seguintes termos: "é intuitivo que a pessoa que não vê uma recompensa maior pelo seu esforço, tem tendência a produzir menos, dessa forma todos ficam mais pobres. Em suma, também as causas de seu colapso". Isso é válido para a acumulação de lucros. Na ideologia burguesa tal consideração é uma resposta à resistência ao trabalho alienado. Tal resistência, no cotidiano da produção capitalista, tende a diminuir a extração de mais-valia (mais-valor). Ao produzir menos em um determinado tempo o/a trabalhador/a diminui a quantidade de trabalho que será apropriado pelo empresário que o/a explora. Para superar essa resistência, a burguesia/empresariado elabora a ideologia de que, pela preguiça ou barbarismo, os/as trabalhadores só produzem se tiverem uma recompensa, sob chantagem e competição. Essa concepção tem o efeito de, se internalizada como verdadeira, fazer com que cada indivíduo lute para ter o seu prêmio, ser o funcionário do mês, subir na carreira. Porque se o ser humano é tão desprezível e selvagem é melhor que eu salve a mim mesmo dessa barbárie. Isso reproduz a sociabilidade capitalista: a competição. A competição perpassando todas as relações, das produtivas até as culturais, facilita a dominação por dificultar a associação de indivíduos e grupos oprimidos, explorados e dominados. Quanto mais eu quero subir na vida mais eu piso nas cabeças próximas.
Ocorre que a análise de Marx sobre o trabalho nos expõe, em crítica à ideologia científica burguesa, que o trabalho é constituinte do ser humano. Assim, não existe humanidade não perpassada pela relação de transformação (trabalho) da natureza. Foi assim, transformando a natureza que socialmente nos desenvolvemos enquanto seres conscientes da matéria e do tempo que também transforma a matéria. Na sociedade capitalista, ou seja, em cuja relação entre os seres humanos está mediada pela produção de mercadorias (valores de uso e troca) por meio da alienação, somos constrangidos/as a produzir o que não é de nosso interesse, o que não é pensado por nós e sim o que outro (o empresário, o técnico, o engenheiro, o doutor) pensa. Essência da alienação, essa forma de se produzir está orientada para o lucro, a extração de mais-valia, exploração e por isso exige o aumento da produção e cada vez mais trabalho, e cada vez em menos tempo.
Isso tudo significa que estando livres para produzir aquilo que necessitamos (livre significa ter os meios de produzir isso, ou seja, a propriedade não pode ser privada; ter a terra disponível para a produção das necessidade humanas, as máquinas da mesma forma...e as matérias-primas para se produzir) nós temos um universo de possibilidades. Inclusive a possibilidade de criarmos formas de trabalhar o mínimo possível para termos todo o tempo para amar, viajar, estudar, criar, divertir...
Parabéns por suas colocações ao Luis Marcelo, pois muitas pessoas incorrem nesse anacronismo de tomar o homem do sistema capitalista e achar que ele é a essência do ser humano. Ora, para o homem no capitalismo é até valido pensar que ele só trabalha por recompensa material. Contudo, em um modo de produção onde seja assegurado o necessário para uma existência material digna ele terá outras motivações para trabalhar. A ciência é uma delas. A arte outra. Imaginem a explosão das forças produtivas com a superação do capitalismo. Drogas para cura de várias doenças não ficarão mais nas prateleiras dos laboratórios pela falta de interesse financeiro. Novas fontes de energias, mais limpas e renováveis, não sofreram o lobby do petróleo, enfim, a produção humana aumentará com o fim de tais amarras.
Gostaria de corrigir ao Saymon de Oliveira que nenhum momento afirmo que o ser o humano é necessariamente capitalista por natureza, mas sim que o ser humano precisa de motivações e novamente faço o questionamento de sempre: então como se chegar à idealização que sonha ou isso não passa apenas de um idealizar pelo idealizar? Então como pode se inciar essa mudança de forma real e não só teorica? E por favor, Saymon, se for defender Cuba ou a Coreia, pense bem se gostaria realmente de morar lá fazendo parte do povão e não da classe dirigente.

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