Para mim ele foi judeu ,talvez um asquenazi.

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Juliano,

A única coisa solicitada foi uma evidência séria da proposta que fizeste e tentas defender.

Desculpe-me, mas se isto não ocorre, então o argumento fica vazio. Tu deves explicar os porquês de suas afirmações.   

Eu não disse em lugar algum que Yeoshua é filho do Espírito Santo.  Não entendi onde no meu texto você chegou a esta conclusão.

Márcio

 

 

Marcio ,

Yeoshua,Não è o nome de jesus em aramaico e hebraico.Agora se os judeus messianicos pensam diferente è uma outra historia.

Yeoshua è jesus.Não diz  na biblia que espirito santo que o fez .Eu discordo.

Ele foi gerado atraves de uma traição.

Juliano,

Se Yeoshua (yod/shim/vav/ain) não é o nome de Jesus em hebraico, então me informe qual é. 

O fato dos judeus ortodoxos não aceitarem Yeoshua como o Ha Mashiach, não tem nada a ver com a questão. Não estamos falando de judeus ortodoxos ou messiânicos.     

Estamos esperando uma comprovação com lógica, de que Yeoshua seja um asquenazi, conforme tu se propôs a fazer.  

A bíblia não diz que o Espírito santo o fez, não é isto que está escrito.

suas afirmações são carentes de comprovações.

No aguardo.  

Márcio

Okay vamos desconstruir por partes:

1. Negar que Jesus seja um ashkhenazi não significa afirmar que ele é filho do Espírito Santo (eu particularmente creio que ele deveria ser filho de um casal de judeus, com as mesmas origens de qualquer casal de judeus que vivia na Judéia no reinado de Herodes, o Grande).

2. Você pelo jeito não sabe mesmo o que é um ashkenazi (até mesmo a "fonte" que você citou desmente isso). Asquenazitas não são uma "mistura de judeu com europeu", as coisas não funcionam desse jeito, a não ser com cachorros, bois e outros animais. O nome ashkenaz, na Torá se refere a um bisneto de Noé e neto de Jafé, que teria dado origem aos povos citas (nômades que viviam nas estepes da Ásia). De um modo geral, o termo ashkenaz, nos dias de hoje se refere aos judeus que formaram grandes comunidades na Europa Oriental e Central a partir da destruição do Segundo Templo de Salomão pelos romanos, no ano 70 d.C. E a grossíssimo modo, se refere às comunidades falantes da língua yiddish (dialeto originário do Alto Alemão, e falado pelas comunidades judaicas do leste europeu, e por algumas comunidades em Israel nos dias de hoje). Então a pergunta é simples: COMO você diz que Jesus seria um asquenazita se a comunidade ashkenazim nem existia na época em que ele viveu???

3. A Província da Judéia não era nem tão importante e nem tão instável para que houvesse legiões de soldados romanos posicionadas lá. O fato de Roma dominar a Judéia não significa que Roma encheu a Judeia de romanos, mas sim que o Império conseguiu de alguma forma subjugar os soberanos locais (nesse caso representados pela dinastia herodiana de Jerusalém).  Não seria nenhuma vantagem para o imperador Augusto jogar um monte de romanos na Judeia, por alguns motivos:

- O custo humano e material de levar um bando de soldados de Roma para a Judeia, mobilizando um sem-número de trirremes, e cruzando o Mediterrâneo, era altíssimo.

- As tropas judaicas fiéis ao rei Herodes eram bem mais que o suficiente para subjugar qualquer revolta contra a sua aliança com Roma (lembre-se que os judeus não eram nem de longe um dos povos mais poderosos do Mundo Antigo). A maior revolta da Judeia antes da destruição do Templo, foi a dos zelotes (6 d.C.), e mesmo essa revolta foi sufocada facilmente pelas próprias tropas do rei dos judeus, sem que o imperador romano precisasse mover um dedo.

- As legiões de Augusto naquela época já estavam suficientemente ocupadas com os germânicos no norte (a guerra contra os marcomanos na região de Bonn mobilizava grande parte do exército romano no período de 6 a.C. a 16 a.C.). Com uma guerra desse tamanho, o imperador tinha bem mais o que fazer do que ficar mandando soldados a troco de nada para uma região pobre, seca e periférica como a Judeia.

4. O casamento entre judeus e não-judeus não era uma coisa bem vista no século I d.C., pois além da ideia do "povo de Deus", os judeus encontravam-se submetidos a um poder estrangeiro do outro lado do Mediterrâneo. Os pagãos romanos não tinham qualquer interesse em se converter ao judaismo, pois como qualquer povo à exceção de si mesmos e dos gregos, para os romanos, os judeus não passavam de "bárbaros". Os judeus demonstravam uma aversão muito forte aos estrangeiros (vide os relatos da briga de Pedro e Paulo, já muitos anos após a morte de Jesus), e um ódio ainda maior contra os romanos, pois achavam mais do que humilhante ter que pagar impostos a um imperador pagão (essa foi inclusive uma das causas da destruição de Jerusalém em 70 d.C.).

 ... Bem de qualquer forma, ainda vale o conselho: Essa história de "Jesus ashkhenazi" pode dar um bom best-seller: Uma diversão para as pessoas de bom-senso, uma obsessão para as pessoas sem bom-senso, algo a ser ignorado pelos cristãos, e um ótimo motivo de piada para historiadores e arqueólogos.

Renan,

Esse termo asquenazi,não sei ao certo se deu 70 D.C .Segunda diaspora.

O soldado romano não era europeu e a mãe de jesus era judia?? Qual o drama,sò não iniciaram a contagem à partir desta data.Talvez por ser caso isolado  e de comum acordo.Talvez seja essa a primeira diaspora. O guarda romano à  dispersou Maria,tanto que ele nasceu em belem.Por que raios ele tinha que nascer em belem??

Juliano

 Parece que você não está lendo o que os outros escrevem, pelo menos não com atenção. Tudo bem, releia quantas vezes quiser se for necessário.

 De qualquer forma, essa teoria que você ainda não explicou, por enquanto não demonstrou qualquer embasamento em nada, está meio que flutuando em achismo.

 A princípio, você mostrou claramente que não sabe o que é um ashkenazi. Vou tentar explicar de uma forma mais simples: Um asquenazita não tem nada a ver com essa bobagem de "mistura de judeu com europeu". Ashkenazim não são uma "raça", são uma cultura. E uma cultura que só foi surgir de fato no século VI depois de Cristo, após a queda do Império Romano do Ocidente, quando se constituíram o sul da Europa se encontrava assolado pelas disputas de poder entre os reinos germânicos. Então como é que Jesus ia ser um asquenazita, se não existiam os asquenazitas na época que ele nasceu???

 Mais uma vez desinformação sua, em todos os relatos, do Evangelho ou não, o Templo de Salomão (aquele que foi destruído pelas legiões junto com a cidade de Jerusalém no segundo ano do reinado de Vespasiano, também chamado de ano 70 d.C., o que inclusive foi a CAUSA da Segunda Diáspora) ainda estava de pé quando Jesus estava em atividade missionária na região da Judeia.

 A improbabilidade de Jesus ser filho de um soldado romano é enorme, simplesmente porque não havia soldados romanos na Judeia. Quem defendia os interesses do Império naquela região era o próprio rei dos judeus (Herodes), com suas próprias tropas compostas por???? Judeus!

 O fato de Jesus ter nascido em Belém, pelo que indica tudo que já foi escrito sobre ele tanto por cristãos, quanto por judeus, quanto por pagãos, se deve a uma coisa muito comum no reinado de Augusto: O censo. O censo era feito não só na Judeia, mas em todas as regiões do Império, e servia pra contabilizar o número de habitantes de cada província. Cada família deveria se apresentar no local de nascimento de seu patriarca (o pai da família, que no caso era José). Como José era natural da cidade de Belém, na Cisjordânia, ele teve que se apresentar em Belém, mesmo morando em Nazaré. Por esse motivo, José levou consigo sua mulher grávida para se recensear em Belém, e foi lá que nasceu seu filho. E por ter passado a maior parte de sua vida em Nazaré, na Galileia, por isso Jesus foi chamado tantas vezes de "Jesus de Nazaré" ou de o "Galileu".

 Uma coisa que dá muito a entender que Jesus realmente fosse filho de José é que as fontes mais antigas chamam Jesus de "Filho de Davi". Davi foi o primeiro rei de Israel (que viveu por volta de 900 a.C.), de quem, dizia-se, que José era descendente.

Se ele realmente existiu, ariano provavelmente não seria, talvez muito parecido com um arabe. Mas como a religião católica era e é dominada por europeus criaram um estereótipo que todos conhecem.

Luiz gaia,

Ele poderia ser negro tambem.Veja trailer  deste filme:

Color of the cross

http://www.youtube.com/watch?v=YKnLRie2HYI&feature=player_embedded

    Caro Juliano,

    Devido as controvérsias criadas ao longo do tempo sobre a real aparência de Jesus, fica difícil dizer como ele era, mas acredito que ele deveria ser parecido com o mulçumano atual, talvez um pouco negro. Porque não disse judeu? óbvio, devido as expulsões que o povo hebreu sofreu ao longo da história, houve miscigenação. 

Marcio cardoso,

Não entendi?? muçulmano não è religião??

Devido as condições climáticas da região, tenho por certo de que Cristo, teria aparência não muito agradável, e isso essa tese é sustentada pela propria bíblia no livro de Isaías, que é chamado profeta messiânico. Cristo deveria ter pele morena escura, cabelos crespos na cor castanho escuro, olhos de mesma cor dos cabelo, magro ( devido a sua incansável peregrinação. Espero ter ajudado.

 Se Judas teve que reconhecê-lo com um beijo, para que a guarda real o capturasse, ele não deveria ter uma aparência muito diferente de qualquer hebreu que vivia na Galileia no reinado de Otaviano Augusto.

 Acho que um paralelo possível na atualidade seria com um judeu mizrahi (população judia oriunda do próprio Oriente Médio, que hoje representa a maior parte da população judaica em Israel [cerca de 4 milhões de pessoas]).

Imagino ele como meio parecido com um Yossi Benayoum todo sujo depois de 40 dias no deserto.

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