Olá colegas gostaria de começar uma discussão metodológica sobre como o historiador interessado no presente pode pesquisar a rede sem ficar preso a ela. Digo isso, pois a internet pode ser um grande fornecedor de fontes para "n" trabalhos, porém como filhos de Clio, ao tratar com qualquer fonte devemos ter cuidados. Acredito que a internet esses cuidados devem ser redobrados, pois estamos lidando com fontes voláteis. Então, o que vocês acham, é possível usá-la como fonte de pesquisa histórica? Ou a história, como campo disciplinar, não está pronta para internet? Aguardo respostas

Um abraço, e vamos debater!

Tags: História, Internet, Metodologia

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Penso que, hoje a rede mundial de computadores, é muito importante para a pesquisa em história, principalmente na busca de fontes de jornais, que não estão mais em circulação; e de arquivos de museus que estão acessiveis em PDF. A "net", para os historiadores que precisam de fontes que se encontram em lugares distantes de sua cidade de morada, e que te dificuldades de locomoção, se torna essencial para viabilizar a pesquisa.
Com certeza a internet pode ser fonte de pesquisa. Existem, como respondeu o colega João, muitos arquivos que até pouco tempo atrás não teríamos acesso disponíveis na internet. Sites de Revistas de História, muito úteis na sala de aula, site da Biblioteca Nacional, de Universidades... Claro que com muito bom senso, como em tudo, mas dá pra usar muito bem, tanto na pesquisa enquanto historiador como na sala de aula. A criação de WebQuests são um bom exemplo disso e funcionam muito bem em sala de aula.
Como o colega Pedro disse, tendo cuidados. Até porque devemos lembrar que tudo que está na internet, alguém colocou,alguém pesquisou, alguém mexeu com fontes "mais tradcionais" para poder inserir suas informações na web. Digo isso, porque vejo um acomodamento muito grande hoje, onde o livro ou outra fonte tem deixado de ser uma opção, principalmente entre os jovens. Mas um bom exemplo do lado bom e ruim ao mesmo tempo da internet, pode ser a Wipédia, onde se encontra dados excelentes que dificilmente se acha disponivel a todos em outros fomatos, porém, também muitas incorreções passam despercebidas. Por exemplo, fico admirado com a quantidade de dados na Wiki sobre os imperadores romanos, ou sobre as heresias medievais, que não estão disponiveis em qualquer livro, ao mesmo tempo que isso também gera um pouco de receio sobre pequenas incoerencias que hajam e não se possa perceber. Mas acima de tudo, o saber só tem se popularizado, sendo o proprio Café história um exemplo de oportunidade de socializar saberes a mais, que só complementa, enriquece, adiciona e desperta se bem direcionado.
Claro que sim, já que se pode acessar fontes antes inacessíveis ao publico comum.

eu acredito que até indo mais além, as próprias redes sociais, permeadas de discursos, produções, vozes, por vezes utilizadas como ferramentas ideológicas, culturais ou atuando como veiculos de informação, podem ser utilizadas como "fontes primárias", em campos como a antropologia, sociologia, e por que não, a história? Acho uma discussão válida. São produtos do nosso tempo. Assim como as cartas, atas, protocolos e afins.

Boa pergunta, Pedro.

Na verdade, a internet é apenas um espaço que abriga obras. 

É como se perguntássemos se uma biblioteca pudesse ser fonte para o historiador.

Na verdade, sim. Mas o que é fonte mesmo é aquilo que está dentro da biblioteca ou da internet.

E quando colocamos a questão desta forma, a resposta é depende. Alguns materiais podem e devem ser utilizados. Outros, necessitam de uma análise mais criteriosa. Como a questão da autoria ainda é muito nebulosa na web, o historiador precisa estar bastante atento. Este é um "terreno documental" que o historiador - ou a maior parte - não domina. Abraço!

Galera, segue abaixo o link para minha dissertação defendida na Universidade do Estado de Santa Catarina, quem possa interessar! Abraço

http://www.faed.udesc.br/arquivos/id_submenu/482/pedroeuricorodrigu...

Ótimo trabalho Pedro, favoritei por aqui e vou ler com calma. Sou estudante do 2º período de História, e como tenho uma boa desenvoltura em informática, tenho notado certas dificuldades em obter informações sérias de História, levando em conta um gerenciamento no mundo virtual. Conforme for na época, se der gostaria de desenvolver meu TCC, baseado nesse tema, ou posteriormente monografias em outros níveis de especialização.

Legal Ricardo, qualquer coisa podemos conversar!

Abraço e boa sorte!

Muito bacana, Pedro! Vou ler assim que puder. O tema me interessa bastante!

Bom dia!

Respondendo a pergunta do fórum, acredito que a internet pode sim ser uma boa fonte de pesquisa e não somente para história como outras disciplinas também, mas acho falha em relação as fontes e autênticidades.

Acredito que deveria existir um certificado de autênticidade de fontes regulado para incerssão de quem gostaria de incluir um conteúdo na internet e validar sua fonte e auitênticala, desta forma as pessoas que incluissem um conteúdo poderiam confirmar que se trata de algo real, e quem pesquisasse poderia ter certeza de que se trata de algo de confiabilidade.

Pedro, sugeres que deva-se criar um método específico  para o uso da internet como fonte pelos historiadores?

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Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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