Ilhas Malvinas - Qual a sua posiçao sobre a tensao histórica entre Argentina e Reino Unido ?

Territórios ultramarino britânico, situados na costa argentina, invadidos em 1833, sempre reinvidicada pela Argentina, tensões que levaram a uma guerra em 1982.

As Ilha Malvinas são argentinas, devem serem descolonizadas, serem livres da exploração e de bases militares, apesar de a maioria dos habitantes optarem pela cidadania britânica.

A nova tensão orgina-se do perigo inglês à soberania argentina, o governo de Buenos Aires têm um programa democrático e antimperialista, na contínua luta no plano político e diplomático até a definitiva recuperação do arquipelágo.

Quais são as posições e opiniões dos colegas sobre o conflito entre argentinos e ingleses?

abraços.

Tags: america, argentina, guerra, latina, reuno, unido

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Respostas a este tópico

Retornando aos kelpers, para aqueles que se interessam em aprender mais, pois a vida é um eterno aprendizado. Leiam estes:
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"A cidade de São Paulo tem mais de 10 milhões de habitantes distribuídos em pouco mais de mil quilômetros quadrados. As Falklands possuem 12 mil quilômetros quadrados e uma única cidade, que concentra a maior parte de seus três mil habitantes. Isso mesmo, só três mil habitantes! Seria preciso 32 vezes isso para encher o estádio do Maracanã. Fora Porto Stanley, todo o restante é campo, ou camp, como chamam os kelpers, nome dado aos moradores das ilhas. A maioria da população é descendente de ingleses. São apenas 29 argentinos. Brasileiros, só 5. O clima é úmido e venta muito. Há poucas árvores, e a vegetação é predominantemente rasteira. Na escola, todos têm acesso à Internet, em computadores de última geração. A religião predominante é a cristã. Em frente à catedral há um arco feito de osso de baleia. A vida selvagem é o principal atrativo turístico das Falklands. Antes, o desenvolvimento socioeconômico era freado pela escassez de recursos naturais, pela grande distância de potenciais mercados externos e pelo fato de a população ser extremamente pequena. A partir de 1982, as Falklands cresceram rapidamente, com a ajuda do governo britânico e o desenvolvimento da pesca, atividade atualmente responsável por quase metade da receita do país. A cada ano, aumenta o número de turistas — Porto Stanley recebe muitos cruzeiros —, atraídos pela vida selvagem. A agricultura é o terceiro ramo em contribuição, só ficando atrás dos dois citados acima. Aliás, a ilha está caminhando para se tornar uma “nação orgânica”, isto é, um país fornecedor de produtos orgânicos certificado pela Comunidade Européia".

fonte:
ILHADOS: a vida nas Falklands hoje
(http://www.educacional.com.br/reportagens/ilhados/dontcry.asp)
Acesso em: 08/03/2010.
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Para se saber mais do conteúdo deste site basta se acessar o endereço acima.
Caros senhores (as),

O interesse aqui manifestado pelos kelpers, pelo seu pretenso direito a autodeterminação, não vai além do uso, à exaustão, de um dos dois únicos argumentos pró-soberania inglesa sobre as ilhas. O primeiro, que não se relaciona diretamente ao mérito da questão, diz respeito à desqualificação de qualquer reclamo argentino, que será sempre estigmatizado como manobra diversionista, independentemente de quem estiver no poder. O segundo é a defesa do direito de autodeterminação dos kelpers.
Este é um argumento flagrantemente inválido, já que esbulha um direito líquido e certo do povo argentino. Perde a validade em razão do seu "vício de origem": a ocupação do arquipélago pelos kelpers se deu após a sua invasão pela Inglaterra. Suas pretensões, por conseguinte, são ilegítimas.
A esse respeito, não seria despropositado comparar a situação das Malvinas com a da Irlanda do Norte. Nesta porção do Reino Unido, a vontade expressa da maioria católica da região, favorável à sua independência ou união à República da Irlanda, sempre foi solenemennte ignorada. São dois pesos e duas medidas que os poderosos sempre usam a seu favor. Por isso já adverti antes: a diplomacia só funciona entre poderes equivalentes. Fora disso, o que funciona é o "big stick".
Os kelpers são seres humanos e não podem ser ignorados por ninguém, sejam países, sejam outras pessoas. Agir assim será desumanizar a questão. Por isto eu os levo em consideração.
Sobre o momento da presente reivindicação platina e seu presumível por que já escrevi mais do que o suficiente e não irei me alongar mais nele.
Liquidez e certeza são temas próprios do mandado de segurança existente no direito brasileiro e não argumentos de direito internacional público.
A presença dos kelpers, é claro, deu-se após a ocupação das Malvinas pelos britânicos. Como a dos portugueses no Brasil deu-se bem depois daquela praticada pelos múltiplos povos indígenas há muito nele instalados. Acabando a população do Brasil numa fusão de três raças, como todos sabem.
A Irlanda compreendia a do norte e a do sul e foi invadida pelos ingleses na Idade Média, ficando em poder deles por séculos. No início do século XX ocorreu a inauguração da República do Eire, mas a porção sulista, na qual se mesclavam irlandeses e britânicos continuou e continua até hoje com estes, agora aparentemente mitigada por acordos políticos entre os dois lados.
O processo de ocupação de terras africanas e americanas pelos europeus foi longo e teve marchas e por vezes até contramarchas. O Haiti foi colônia francesa e acabou independente dos gauleses, assim permanecendo até hoje. As Malvinas passaram por franceses, espanhóis (estes sucedidos pelos argentinos) e ingleses. O pais, que acabou predominando foi aquele que tinha os meios de ocupar, dominar e permanecer. Em muitos casos foram os britânicos, face aos seus amplos recursos navais e bélicos.
Observando, agora, tanto política, como juridicamente, mas de maneira perfunctória, o litígio anglo-argentino sobre as Malvinas, noto que o arquipélago pertence de fato aos kelpers, que se encontram sob a proteção britânica. Aliás, eles são descendentes de ingleses e lá estão há oito gerações, o que não é muito. Mas o suficiente para enraiza-los naquelas gélidas ilhas.
Ao UK interessa esta situação e ele cobre as despesas correspondentes. Para os kelpers isto lhes é essencial, pois seriam imediatamente absorvidos pela Argentina, se não tivessem tão poderoso estado-patrono.
Juridicamente, os argentinos não possuem respaldo legal para acionar ao UK na Corte Internacional de Justiça em Haia. Então inseriram o tema na área política internacinal (ONU, negociações, pedidos de apoio e solidariedade, etc.), onde ele estacionou, pois os britãnicos se aferram as suas razões. Afinal, tendo a posse das ilhas, contando com o apoio de sua população e ainda uma guarnição militar ali, só sairão de lá se quiserem, e nem eles, nem os kelpers, assim querem.
É um impasse! Como será solucionado não sei.
Dijo João Lima: "Evitando, como sempre, cair na vulgaridade e mantendo tranquilamente as boas maneiras, acho que os seus epítetos, “poracista, de derecha, proimperialista”, hoje em dia, só são ditos em lugares extremamente atrasados, pois mesmo na China comunista eles caíram totalmente em desuso."

Lo que está en desuso es la confrontación civilización o barbarie a la que hizo alusión directa su colega Sandra C. Para usted eso no merece ningún comentario, por el contrario, se plegó a un argumento espurio sin desmarcarse del tono racista de la emisora del mensaje. O usted piensa como ella, o usted tiene serios problemas de comprensión.

Por último, me disculpo si acaso se ha sentido ofendido. Dicho sin ninguna ironía, su interés en el presente y futuro de los kelpers, su esfuerzo por invalidar el reclamo argentino, su persistencia en descalificarlo presentándolo como una maniobra espuria de consumo interno, sumado todo eso a su reciente juicio como ¿jurista? en demostrar la soberanía de los kelpers, sin ninguna duda surge de un exhaustivo ejercicio reflexivo, con una mirada del siglo XXI (de gente civilizada diría su colega Sandra C). Entre tanto los argentinos seguiremos reclamando la soberanía en las islas, !los bárbaros somos así!.

Un abraço.
En la página anterior el Sr. Fernando Pinto da Silva, con tono mucho más mesurado en relación a quien escribe este comentario, dio una pequeña clase didáctica sobre la utilización que hace Gran Bretaña de la "autodeterminación" de los kelpers. Pregunto con sinceridad y sin ironía, ¿lo entenderán aquellos que no quieren entender?.

De todos modos, como dije en la otra página, Malvinas, por su importancia para los argentinos, en Café História es una excusa para ver el tema de fondo: ¿cómo ven los brasileños su relación con la Argentina y por extensión con América Latina?. Insisto, están reflejadas las dos posiciones.
Caros amigos, este fórum tem gerado uma série de reclamações. Algumas mensagens deixaram o lado histórico e se utilizam de preconceitos e ataques pessoais. Quando isso ocorre, a primeira ação da moderação é intervir, conversar com os colegas. Isso foi feito, mas o efeito foi praticamente nulo. Para o bem-estar de todos, resolvi encerrar momentaneamente este tópico. O Café História já passou por experiências similares e esta opção mostrou-se a melhor para preservar a todos. Lamento, mas espero em breve reabrir o tópico.

Obrigado

Att

Bruno Leal
Café História

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