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Houve um "Estado Comunista", ou essa é apenas uma expressão enganosa?

Em 1848, com a publicação do Manifesto Comunista, os alemães Karl Marx e Friedrich Engels inauguraram o socialismo científico. Eles defendiam a tese de que a história é uma sucessão de lutas de classes e, durante o capitalismo, o conflito se dá entre burgueses e proletários.
Os teóricos estimulavam os proletários a se unir e lutar contra os burgueses. A vitória resultaria na ditadura do proletariado, que extinguiria a propriedade privada dos meios de produção. O socialismo seria uma etapa de transição para o comunismo.Tais ideias influenciaram a Revolução Russa.

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Respostas a este tópico

Me parece que, de fato, é uma expressão enganosa, pois, o comunismo não pode ter um Estado por diversos motivos.
O papel do Estado, na visão de Marx, era um processo gradual onde esse Estado seria desvanecido, as diferenças de classes seriam desfeitas e o controle coadunado com os meios de produção seria, progressivamente, passado para o proletariado, comunismo e, nesse ponto o Estado inexiste.  

   

O "Estado Comunista" é aquele que é gerido por um Partido Comunista, o resto é semântica... 

Oi! Não! O comunismo não admite a existências de um Estado, porque o mesmo aliena o homem. Na história houve e há Estados ditatoriais de partido único que é o partido "comunista" ou socialista, que em verdade são  uma contradição. haja vista que de acordo com a ideologia, o socialismo da ditadura do proletariado seria uma etapa para se chegar a uma sociedade sem Estado e sem propriedade privada dos meios de produção É um exemplo o totalitarismo de extrema esquerda de Stalin na antiga União Soviética. As teorias de Estado foram idealizadas para evitar o caos social, daí delegar-se o poder a um cidadão escolhido pelo povo, todavia, o homem jamais abrirá mão de exercer o poder, e quando o poder é dado a ele, torna-se tirano, esquecendo que é um simples mandatário do povo. Os anarquistas foram críticos ferrenhos dos socialistas porque não admitiam uma fase intermediária para se chegar ao ideal de liberdade e felicidade humana, o que só seria possível se ele fosse capaz de se auto governar de maneira altruísta. As sociedade primitivas ou sociedades frias, segundo a antropologia, praticavam e praticam o comunismo primitivo que nada tem a ver com o comunismo do Marxismo.

Na questão semântica, poderíamos dizer que todo Estado que se define comunista é de fato comunista.

Porém na doutrina formulada, pode-se dizer que é uma expressão enganosa, pois para a criação de um estado comunista, precisaria seguir totalmente os pontos defendidos por Marx, então atualmente, não existe nenhum estado que defende a bandeira 100% comunista, apenas alguns pontos.

"Na questão semântica, poderíamos dizer que todo Estado que se define comunista é de fato comunista.".

Por "semântica" eu estava a querer referir todo o palavreado doutrinário destinado a ingénuos que assumem que a construção ideológica tem valor em si mesma em vez de ser, antes de tudo, mero pretexto para justificar a conquista, exercício e acréscimo do poder do grupo organizado que controla o Estado e domina os demais cidadãos... Ver ideologias e religiões como verdades válidas em si mesmas, em vez de instrumentos não é algo que me convença... São, essencialmente, "semântica" e jogos de palavras para enredar espíritos e mobilizar vontades e ações no sentido pretendido pelos seus mentores mais esclarecidos..., os quais sabem que o "ideal da liberdade e felicidade humana", o "fim do Estado", a "Parúsia", etc..., se destinam exclusivamente a iludir os homens, a dizer-lhes o que gostam de ouvir... E, curiosamente, ao alterarem-se as circunstâncias, os mesmos homens mudam de crença como mudam de camisa... Não vale a pena levar muito a sério ideologias/religiões em si mesmas e, portanto, discutir quem é "verdadeiramente" comunista, cristão, islamita, etc... (se houve "um Estado Comunista" em vez de discutir os estados que foram e são dirigidos por autoproclamados comunistas).

 

Legal! Gostei muito de tua resposta. 

Não, entendo. O que eu quis mesmo foi fazer uma resposta direta a pergunta. Concordo contigo no ponto onde falas que não devemos levar muita a sério as ideologias/religiões. E quando também me referi a semântica, quis relatar o significado do "Estado". Atualmente creio que, o que se denomina "comunismo", é algo que não entra bem nos padrões do verdeiro comunismo, o comunismo atual é "homeopático", diluído, e o produto não será nunca igual a o verdadeiro comunismo, que por mais verdadeiro que seja, nunca será real. Abraços.   

Essa do "verdadeiro comunismo" face ao que aconteceu e acontece na realidade merece uma olhadela à falácia do "escocês de verdade" ou do "verdadeiro escocês"..., parece-me. Boas Festas!

O comunismo de verdade é utópico, assim como o socialismo, não temos um "verdadeiro comunista", a falacia é a mesma. Nenhum verdadeiro comunista faria isto. Abraços.

MUITO BOM, PARA UMA ÉPOCA, POVO E SISTEMA, COMO SOCIALISTA DE CARTEIRA, TENHO CONSCIÊNCIA QUE JAMAIS VAMOS CONSEGUIR ALGO SEMELHANTE OU APENAS PARECIDO, A LUTA SEMPRE EXISTIRÁ, MAS SEMPRE ABAIXO DO CAPITAL, VAMOS CONSEGUIR SIM, COM MUITA LUTA A DISTÂNCIA ENTRE O LUCRO SOMENTE. PERDEMOS O TREM DA HISTÓRIA. TRISTE, MAIS VERDADEIRO.

Também vejo como paradoxo a expressão Estado Comunista, uma vez que seus pensadores viam a criação de um Estado Proletário apenas em sua formação, e que, uma vez consolidado o comunismo, este Estado - e seus dirigentes - deixaria de existir.

Ora, isto é ANARQUIA! O ideal de todo sistema que possa haver para a humanidade, porém, o grande inimigo dos idealizadores do comunismo, pois na anarquia não há lugar para dirigentes (e seus poderes, sua megalomania, seus gordos salários, sua vida nababesca).

Governos brasileiros apagaram de nossa História o Experimento Cecília, ocorrido no interior do Estado de Santa Catarina. Dom Pedro II cedeu uma boa gleba de terra para anarquistas italianos colocarem seu "experimento" em prática. E a coisa deu certo, mas, com a deposição de Pedro os republicanos acabaram fazendo de tudo para expulsar os anarquistas. Registrem aí: foi a única vez na História que tal experiência teve lugar, e foi um sucesso!

Sobre a pergunta: “Houve um "Estado Comunista", ou essa é apenas uma expressão enganosa?

A resposta só pode ser: DEPENDE. Você teria de responder a pelo menos duas outras perguntas para poder obter uma resposta mais ou menos coerente:

a) O que se quer dizer com o adjetivo “comunista”?

b) A quem é feita a pergunta e a partir de que perspectiva é oferecida a resposta?

A essas perguntas, responderia:

A) Se “comunista” for interpretado da forma como as elites criadoras dos vários Estados que se denominaram “comunistas” interpretaram o termo, então, sim, é óbvio que houve Estados comunistas.

B) Se você fizer essa mesma pergunta a um adepto da esperança política comunista – alguém que partilhe duma visão teórica fundamentada na tradição dos autores que criaram a noção escatológico-política do Comunismo –, possivelmente a resposta será negativa. A explicação mais simples para isso seria porque essa pessoa fundamenta sua resposta num ideal, não na realidade (materialidade) histórica. (Trata-se daquela piadesca diferença entre "teoria" e "realidade".)

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