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Permalink Responder até Brancaleone em 23 janeiro 2012 at 21:05
Canudos talvez.
Algumas tribos é bem possível.
Mas nenhum, absolutamente nenhum país "virou comunista", pelo menos não na acepção dos devaneios marxistas.
Cuba só trocou de ditador. Saiu Fulgêncio entrou Fidel. Enquanto Cuba podia trocar açucar e charutos por carros Lada e Fuzi AK 47 a coisa até que andou se bem que em boa parte graças a "mesada" paga pela URSS...
Com o fim da URSS, acabou-se "La Revolución"
Quase sempre as boa intenções dos comunistas que lutam para tomar o poder viram fumaça quando eles tem a chance de mostrar o que realmente é o comunimo.
Lamentavelmente o comunismo para funcionar precisa ser administrado por seres honestíssimos, destituidos de vaidades, competentérrimos e equiparados a quase deuses perfeitos ou seja, seres não humanos e como por enquanto não existem estes homo ultra super hiper sapiens, o comunismo vai continuar apenas uma idéia muito boa mas que não funciona...
Permalink Responder até jucemir rodrigues da silva em 24 janeiro 2012 at 12:55
“Lamentavelmente o comunismo para funcionar precisa ser administrado por seres honestíssimos, destituidos de vaidades, competentérrimos e equiparados a quase deuses perfeitos ou seja, seres não humanos e como por enquanto não existem estes homo ultra super hiper sapiens, o comunismo vai continuar apenas uma idéia muito boa mas que não funciona...”
Caramba, Branca, não me agrada dizê-lo, mas, pelo menos neste ponto, concordo contigo.
Saudações.
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 8 agosto 2012 at 15:18
Lamentavelmente o comunismo para funcionar precisa ser administrado por seres honestíssimos, destituidos de vaidades, competentérrimos e equiparados a quase deuses perfeitos ou seja, seres não humanos e como por enquanto não existem estes homo ultra super hiper sapiens, o comunismo vai continuar apenas uma idéia muito boa mas que não funciona...
Claro que, se as pessoas fossem tão super super assim, nem precisaríamos do comunismo: qualquer sistema funcionaria perfeitamente com pessoas perfeitas.
Permalink Responder até jucemir rodrigues da silva em 24 janeiro 2012 at 12:58
Thays, para quem se propõe a uma discussão além dos limites de libelos mal-disfarçados e enfadonhos – não importando a filiação -, talvez seja necessário ultrapassar essa oposição, já um tanto folclórica, entre capitalismo e comunismo – ao menos no nível da análise, já que a possibilidade prática de intervenção cada vez se faz mais distante no horizonte político.
Sem embargo de minha opção por essa coisa imprecisa chamada de esquerda, parto de certas factualidades históricas. A saber:
-todas as tentativas de implantar o comunismo marxista redundaram em sistemas ditatoriais;
-por outro lado, existe uma certa confusão – maliciosa? – entre capitalismo e democracia.
Quanto a esta segunda observação, exemplos não nos faltam.
Contentemo-nos com dois...
Um: a ditadura de Pinochet era incontestavelmente capitalista.
Outro (bem atual) : não obstante as manifestações dos gregos, seus representantes eleitos, ao aprovar as chamadas “medidas de austeridade”, obedeceram a agências econômicas supranacionais nada democráticas.
A percepção de que capitalismo e comunismo – o factual, e não o teórico – são ambos primordialmente sistemas produtores de mercadoria – e isso tem implicações lógicas das quais ninguém escapa – é conceitualmente antiga, remonta os anos 60 do século passado.
Cito abaixo dois trechos de A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, de Guy Debord.
“No espetacular integrado [Na terminologia debordiana, o “espetacular integrado” seria o atual estágio do sistema global de produção de mercadoria.], as leis dormem: não foram feitas para as novas técnicas de produção, e sua aplicação é driblada por entendimentos de outro tipo. O que o público pensa, ou prefere, já não tem importância. É isso que fica escondido pelo espetáculo de tantas sondagens de opinião, de eleições, de reestruturações modernizantes. Seja quem for o vencedor, a amável clientela vai levar o que há de pior: isso, e nada mais, foi produzido para ela.”
“O que há de novo é que a economia tenha chegado à guerra aberta contra a humanidade; não apenas contra as possibilidades de vida do homem, mas também contra as de sua sobrevivência.”
Debord é complicado. Seria ingênuo tomá-lo como “novo” profeta, mas, certamente, carecemos de novos parâmetros para analisar os tempos atuais.
Claro que não!Estado não!As primeiras sociedades primitivas viviam um comunismo sem ter ideia.Socialismo sim,comunismo consciente nunca.
Permalink Responder até Giovanni Correia em 4 agosto 2012 at 19:38
Olha o anacronismo ai gente!
Permalink Responder até Brancaleone em 3 agosto 2012 at 23:00
O próprio comunismo jamais existiu a não ser nas alucinações sociais e filosóficas de Marx e Engels. Se estes dois tivessem estudado mais biologia e comportamento animal teriam usado O Capital para um fim mais útil nos banheiros da época.
Estados Comunistas são tão antinaturais quanto um humano comunista. Animais não são comunistas. A natureza não é comunista.
E se alguem citar Cuba e Albânia como exemplos aí eu parto pra ignorância!!!
Nunca houve um "Estado comunista", que existiria em uma "sociedade comunista". Na ex-URSS e satélites e hoje em Cuba e Coréia do Norte (China é um caso distinto) houve a tomada do poder pelo Partido Comunista (bolchevique) e a implantação da ditadura não do proletariado, mas do partido único e de sua "nomenklatura". O resultado foi o que se viu - hoje a Rússia está entregue a egressos da famigerada polícia política soviética (a maioria do aparelho policial era russo) e às organizações da máfia.
Permalink Responder até Jorge Pittan em 7 agosto 2012 at 16:06
Só reforçando o que já foi dito antes, podemos falar em sociedade comunista mas não em estado Comunista, pois do ponto de vista teórico, o Estado seria abolido no momento da instalação do Comunismo. Já tivemos experiências com o socialismo, que seria uma etapa anterior à instalação da sociedade comunista, mas no momento em que se chegou ao poder a construção do comunismo foi abortada e os governantes não quiseram abrir mão do status que adquiriram e o pior, basicamente construíram governos autoritários e em grande parte antagônicos ao ideal socialista de participação do povo nas decisões.
Ao Jorge Pittan: acredito que a participação do povo (da sociedade, fica mais claro) nas decisões não é originária dos ideais socialistas. Estes se preocupam com a equidade (justiça social) do ponto de vista econômico. O ideal democrático remonta aos gregos e modernamente está consubstanciado nas grandes democracias ocidentais, não nos esquecendo do Japão moderno. Até o momento apenas os regimes capitalistas conseguiram implantar democracias representativas, embora o capitalismo não tenha em vista a justiça social. Acredito que a social-democracia, um tanto abalada no momento, é o caminho possível para harmonizar livre mercado e uma certa justiça social. Quanto ao comunismo, como dizia o Paulo Francis, o Brasil é o único país do mundo que leva o comunismo a sério. Os chineses foram os últimos a perceber a inviabilidade do sistema, embora tentem manter a ditadura do partido único, regime policialesco e iniciativas capitalistas.
Permalink Responder até Glaucenir Borges da Silva em 8 agosto 2012 at 0:56
É claro que o ideal democrático remonta aos gregos da Grécia Antiga, contudo, a democrácia praticada lá, era restrita em seus direitos a uma minoria da população de algumas Cidades-Estado, que eram democráticas, pois havia Cidades-Estado que tinham outras formas de governo como o caso de Esparta. Mas, falando na contemporâneidade, as democracias praticadas atualmente, principalmente a brasileira, não são muito democráticas na prática. Diversos fatores influênciam no jogo político como: a questão de, tanto capital sendo utilizado em campanhas eleitorais, o que elitiza a participação ativa no processo, restando aos desprovidos de capital aceitar financiamentos privados em troca de retribuições posteriores; o fato de haver tantos partidos políticos, o que é uma exclusividade da democrácia brasileira (única multipartidária no mundo), o que resulta nestas complexas e obscuras alianças políticas que vemos, entre partidos das mais variadas ideologias (na taoria), para garantir a tão falada governabilidade, pois se o partido governista não tiver maioria no Senado e na Camara, não governa de fato! existem outros fatores, porém, de menor relevância a meu ver, mas o fato é que, na verdade todo este jogo político dito "democrácia brasileira", é um grande circo, para iludibriar o povo em geral, com a falsa representatividade de todas as correntes político-ideológicas, o que de fato não ocorre, pois, não há um partido verdadeiramente revolucionário participando deste processo, porque todos os partidos que se digam socialistas ou comunistas, e ditos revolucionários que adentraram neste circulo sujo e corruptivo, que é o sistema político brasileiro, se corromperam e acabaram agindo como os velhos sociais democratas, ou seja, reformistas! aconselho a todos aqueles que queiram discutir sériamente teoria política que estudem o assunto independentemente da ideologia que sigam, pois "não existe" estado cumunista e "nem existirá jamais", porque o comunismo segundo Karl Marx, é uma forma de organização social que só existirá quando o estado for abolido, e todos os países que implantaram estados sicialistas até hoje, e que os direitosos mal intencionados insistem em chamar de comunismo, nunca passaram de socialismo e para os teóricos de plantão, socialismo não significa o mesmo que comunismo! socialismo é um nome genérico, pois existem muitas correntes socialistas que vão desde a social democracia até o socialismo ciêntifico que Marx Criou, e sugeriu como um sistema transitório entre o capitalismo e o comunismo e que na teoria duraria 10 anos.
Permalink Responder até Brancaleone em 8 agosto 2012 at 19:55
Na verdade mesmo, Marx (o Carl Marx, não confundam com Grouxo Marx, outro humorista...) e a sua tal de luta de classes tinha como objetivo acabar com o sistema vigente - fosse ele qual fosse - implantando uma espécie de "caos temporário e necessário". É óbvio e ululante (como dizia Nelson Rodrigues..) que para sair dum periodo de caos social e todas as suas desgraceiras a população aceitaria qualquer forma de governo, mesmo que fosse uma rematada asneira como o comunismo ou seja, a idéia da luta de classes e o tal "caos temporário e necessário" destinava-se a destruir as organizações sociais, econômicas e políticas, tornando o comunismo necessário. Um plano excelente já que nenhum humano com QI superior a de uma tartaruga lesada trocaria as vantagens dum sistema capitalista por uma "ditadura do proletariado"
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