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O atual cenário político de Honduras relembra os golpes militares sofridos na América do Sul nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990, todos eles com a desculpa de retomar a democracia frente governos presidenciais ditos populistas ou, na pior das hipóteses, despreparados (e para tais termos sempre temos bons livros que os expliquem na prática política).
Se relembrarmos o período histórico daqueles anos, algo se assemelha: o grau de desenvolvimento do capital para as regiões em voga (o Brasil, por exemplo, a partir de 1950 passa a sofrer um desenvolvimento urbano incompatível com o contigente de ex-moradores de áreas rurais que emigram em busca de emprego, juramentado pelo crescimento econômico - sem passar pelo social).
Será que a saída será a mesma?
Dessa vez a hipocrisia mora no repúdio norte-americano ao Golpe Militar do Estado Maior, mas a estupidez não difere do que sabemos de América do Sul.
Claro, não esqueçamos que a democracia no Ocidente já foi conquistada, mas ela, quando refletida no direito não quer dizer que será na sociedade civil.

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Respostas a este tópico

Cara Mariângela
Sua lembrança é muito válida pois nada justifica a implementaçao de um governo ilegítimo mesmo que haja suposta ou comprovada ameaça à democracia por parte do governo legitimamente vigente.

Isto posto, todavia, vale ressaltar um outro aspecto, desse caso de Honduras: a tentativa de mudança ou desobediência das regras para perpetuação no poder.

O presidente "deposto", contra a Constituição e vigente e contra decisão dos poderes constituídos, judiciário e legislativo daquele país, insistia em marcar um plebiscito que aprovasse a possibilidade de reeleição inclusive para ele próprio.

Ora, se a lei maior do país não permitia, se já havia decisão legal e do povo por seus representantes do legislativo que não aprovaram tal consulta, porque se tenta ignorar isso?

Da mesma forma que a nova realidade do mundo não admite mais golpes militares como o que ocorreu, os governantes em especial da América Latina devem entender que uma das exigências para nos libertamos desse estigma de povos inferiores e politicamente instáveis é o respeito as leis vigentes e aos poderes constituídos de um Estado Democrático, em que pese as imperfeições que as vezes somos obrigados a conviver, mas que na democracia ao menos temos algumas, mesmo que poucas, chances de tentar mudar.

O Sr. presidente Zelaya a exemplo de tantos outros nessa região, mostram que eles próprios não acreditam na democracia, pricipalmente no que diz respeito a alternância no poder.

Por outro lado, é óbvio que o caminho do golpe nunca deve ser aceito, mas é importante que o povo, que em regra prefere a democracia, com suas possibilidades e incongruências, sempre participe e cobre que seus governantes obedeçam a Constiuição e convivam com suas Instituições democráticas como o Judiciário e o Legislativo numa condição de respeito e ordem.

Contudo, de certa forma algo fantisoso de vez em quando surge aqui mesmo no Brasil com essa história de 3º mandado, ou seja, mais uma vez, quando no poder, alguns tentam fazer o que sempre criticaram, como foi o caso daquela releição até hoje vista "comprada" pelo então presidente FHC.

Assim creio que é preciso olhar sempre para os dois lados dos fatos.

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A proposta de uma reforma constitucional e política foi a gota dàgua para as elites resolverem suas divergências políticas. a democracia é uma condição necessária, mas não suficiente, para medir a solidez das instituições de um país, diante do impasse não restou alternativas, os gorilas e tanques nas ruas para reprimir o vácuo dos movimentos sociais.

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Os dois lados vistos, na maioria das vezes, solidifica o Estado, que é composto por seres humanos dividos em classes com suas consciências (burguesas, é fato), por isso, o povo vai às ruas pedir o retorno do Zelaya.
Ao mesmo tempo, outorga a reeleição, pelo que a mídia nos apresenta, e nada mais democrático do que um plebiscito (afinal, o povo nas ruas não é pura, e somente, para o retorno do presidente).
Se comparado com o Brasil, a reeleição é uma MP (Medida Provisória) que tomou aspecto de lei e aqui, infelizmente, não se faz nada, a não ser manter a falácia demagógica de que a democracia é suficiente.

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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