Há intervalos na História, em que mentiras e mitos substituem a Verdade. Hoje, o que se discute é se houve ou não o Holocausto, mediante a revelação e apresentação de fatos históricos recentemente apurados. Inúmeros pesquisadores e historiadores têm levantado o véu do que seria uma lenda oportunista criada pelos sionistas. Muitos estudos e ensaios históricos têm sido divulgados sobre uma das questões mais polêmicas e controversas da história contemporânea, envolvendo a nação alemã. Qual a sua opinião?

Exibições: 1496

Responder esta

Respostas a este tópico

Caro, Mario. O tópico não se baseia na realidade.Nenhum historiador respeitado no mundo duvida do holocausto. A historiografia jamais discutiu se o holocausto existiu ou não. Quem duvida do holocausto são os escritores chamados negacionistas, em sua maioria esmagadora pessoas sem formação em história e, via de regra, pertencentes a esses grupos: neonazistas, extrema-direita, extrema-esquerda e extremistas religiosos. Os neonazistas e os de extrema-direita tentam negar o holocausto para reabilitar o nazismo e possibilitar o avanço do neonazismo, tal como os fascistas vem conseguindo fazer na Itália e outras regiões da Europa; os de extrema-esquerda rechaçam tudo o que se associa aos judeus e ao Estado de Israel, em uma militância cega dentro do contexto do conflito "árabe-israelense"; os extremistas religiosos são antissemitas católicos (lefebvrianos, dissidentes do Concílio Vaticano II) e também islâmicos radicais (como Mahmoud Ahmadinejad).

Os negacionistas caracterizam-se por uma produção tosca, linguagem agressiva, manipulação de fontes históricas, citações a supostos "especialistas" (todos desconhecidos e sem credibilidade), por acreditarem na velha "conspiração judaica para dominar o mundo" e tentam, claro, se confundir com historiadores ou ainda se fazer crer que são "revisionistas", uma tantativa de constranger historiadores profissionais a desconsiderá-los. Cuidado com esses pseudo-historiadores. No fundo, eles são militantes. Não estudam, manipulam fatos de maneira estaparfúdia. abs!
A minha opinião, é que eu estranho muito que em sociedades ditas livres e democráticas, seja simplesmente proibido você sequer cogitar essa possibilidade, da farsa do Holocausto. É crime previsto em lei. Isso é muito estranho e revelador.

Aqui no Brasil um deputado, Marcelo Itagiba, propôs uma lei semelhante no Congresso em 2007, e eu confesso que não sei como está a tramitação... Mas é um absurdo que se proíba a desconfiança no chamado holocausto judeu. Calar a boca dos críticos através da censura não é o caminho mais honesto para se defender ou comprovar um fato histórico. Deixando claro que eu não apoio afirmações baseadas em ódio ou xenofobia, e sim em pesquisas bem fundamentadas, quando for o caso.

Eu acredito que o extermínio de judeus, bem como de outros grupos menos lembrados, como ciganos, tenha de fato ocorrido na Alemanha nazista e existe documentação inclusive em videos a respeito. O que eu questiono é o número colossal de 6,5 milhões de vítimas num período tão curto, o que justificaria a classificação do ato como "holocausto". Como chegaram a esse número? Existem provas concretas a esse respeito?
Olá, Almir! Tudo bem? Eu também não concordo com as leis que criminalizam o negacionista. Além de desnecessárias, a existência desse tipo de lei apenas fortalece a idéia de uma conspiração judaica global. E mais: há, claro, uma série de pessoas que se apropriam da memória do holocausto como salvo-conduto no presente. O próprio Estado de Israel, por várias vezes, se aproveita disso para justificar ações de cunho genocida. Mas esse péssimo uso da memória do holocausto não significa que o holocausto não existiu, não é mesmo?

Eu estudo a memória do holocausto e também o negacionismo. Em breve, vou publicar um artigo. Quando for o momento, eu o publico aqui e poderemos discutir o tema com mais calma. Mas tanto você quanto o Mario, fiquem ligados ao que estão lendo. Os negacionistas estão crescendo graças às facilidades das novas mídias, como a internet. Como eles não visitam arquivos, não se preocupam com fontes nem possuem compromisso com nada, eles produzem muito rápido, postam qualquer coisa na internet. Por isso, acabam influenciando muita gente boa, especialmente não-historiadores ou não estudiosos do holocausto, que não conseguem rechaçar os "argumentos" negacionistas.

Na resposta anterior, expus algumas características dos negacionistas. Dê uma olhada.

E vou mais além: aqui mesmo no Café História existem alguns negacionistas. Daqui a pouco, eles verão este tópico e vão adorar participar dele. Quando isso ocorrer, reflita criticamente sobre essas pessoas e sobre o que elas escrevem. Visite os perfis destas pessoas e veja os sites que elas colaboram e citam. São conteúdos agressivos, de tom "conspiratório", que se pretendem científicos, que citam "estudiosos" que ninguém nunca ouviu falar. Essas pessoas - perceba isso - não tomam o holocausto como um objeto de estudo, mas como uma militância, como uma causa política-ideológica. Os negacionistas do holocausto aqui no Café História SOMENTE discutem isso. É uma coisa obsessiva. Mensagens de blog, vídeos, comentários, textos, tudo o que eles publicam aqui se referem a teses conspiratórias e a "fraude do holoausto". Enfim, difícil acreditar em pessoas assim, não é mesmo? Para nós historiadores, é impensável cair no conto de fadas dos negacionistas. Abração!
Olá Bruno. Está tudo bem sim, obrigado.

Você tem toda a razão meu amigo. Eu tenho consciência de que existem grupos, especialmente aqueles que você citou no post anterior, que manifestam suas opiniões políticas extremistas e racistas através da negação do holocausto. Disfarçam a questão citando supostos especialistas, que nada mais são do que partidários dos seus preconceitos. A internet está repleta de exemplos disso, e é fácil perceber as verdadeiras intenções por trás.

Por outro lado, como você também citou, não dá pra negar que a matança de judeus foi apropriada por setores de Israel que fazem disso uma espécie de escudo, que legitima tudo o que a partir de então venha a ser feito pelo Estado de Israel. Talvez esse seja o maior fator de desconfiança que gera a negação do holocausto. Mas seria um erro dizer o que o holocausto não aconteceu apenas por conta disso, realmente. São duas coisas diferentes.

A minha visão não passa pelo preconceito nem pelo ódio. Houve extermínio de judeus, quanto a isso não se pode haver dúvidas. Mas como eu disse, desconfio do número que desde então vem sendo divulgado. O número impressionante de 6 milhõe e meio de judeus assassinados teve repercussões imediatas no mundo, que um número menor não teria. Você tem conhecimento de como se chegou a esse número?

Um grande abraço e fique bem, aguardo o seu artigo sobre o tema ;)
Oi Almir! Realmente o número de seis milhões é algo monstruoso. Câmeras de Gás, fuzilamentos, tortura, trabalho forçado, são tantas as técnicas de morte, que fica difícil aqui realizar uma explanação ampla e detalhada. Se você quer se aprofundar no assunto, alguns atores produziram obras de referência. Você pode começar com "A Assustadora História do Holocausto", de Michel Marrus. Esse nome é péssimo, mas não passa de um título horrível de algum tradutor para o português. Nesse livro, o autor mostra como até mesmo as pessoas da época não conseguiam crer na morte de seus milhões de judeus, além de ciganos, comuinstas e outros grupos sociais. Alguns historiadores discutem esse número. Mas ele sempre fica entre 5 e 6 milhões. Você pode conferir isso no clássico "The Destruction of the European Jews" , de Raul Hilberg, a maior referência no tema, injustamente ainda não traduzido para nossa língua. Se você dominar o inglês, vale muito a pena. E lembrando: a Segunda Guerra Mundial foi a única guerra na história que matou mais civis do que militares. Bizarro, não? abração!
obrigado pelas dicas Bruno ;)
Marcelo Zaturanski Itagiba - é judeu.

Holocausto não é uma farsa, aconteceu de fato a perseguição e isso é um fato.

O que esta errado na história é o número de judeus mortos, de fato o número de 6,5 milhões é distorcido, assim como tantos outros inerentes à Alemanha na segunda grande guerra.

 

A respeito das provas, este número de 6,5 milhões foi atingido de acordo com o censo dos países envolvidos no conflito (antes e depois) e também, com a denúncia de familiares e conhecidos.

Existe em Tel-Aviv o museu do Holocausto, lá, existem muitos passaportes, documentos e vestígios de centenas de vítimas. (não milhares).

 

abrass.

Meu caro amigo,fico intrigado porque tanta gente tenta tapar o sol com a peneira,os fatos os sitios historicos os documentos toda a historiografia esta ai para ser estudada,negar as evidencias é uma atitude pouco inteligente.
Um abraço.
José, você tem toda a razão. O problema é que nem sempre a razão é hegemônica na ordem do discurso. Há algumas razões que fazem o negacionismo atraente. Enumero alguma delas: 1) a atração que as "teorias conspiratórias" no "imaginário social"; 2) síndrome do mais forte (Israel é visto hoje - até com razão - como um Estado violento, criminoso. Por isso, tudo que se associa a ela não passa de engodo; 3) O holocausto ainda é um tema pouco discutido na escola, quando não ausente. Assim, o holocausto é uma realidade distante e pouco comentada historicamente no Brasil. Diferente, por exemplo, da escravidão, uma memória super discutida e que ninguém ousa dizer que foi uma farsa. Ela já faz parte de nossas vidas como uma história consolidada.
José, por favor seja mais específico e aponte one estas provas de holocausto existem. Como tambem as camaras de gas que mataram seis milhões de judeus. E para terminar, e o mais importante, documentos alemães ou laiados que comprove que houve um programa oficial alemão de extermínio.

Já que conhce tantas provas, por favor me aponte algumas, pois é falta delas é causa desse problema.

Não vale as novelas de Nurenberg ou os contos mal contados de Hilbererg ou autores sionisas de holocausto pop. Documentos, por favor.

José:

Poucas palavras, porém conciso. 

É isso mesmo.

RSS

Cine História

Shame (2012)

Acaba de chegar aos cinemas o novo filme de
Steve McQueen, "Shame", que conta com Michael Fassbender no papel principal de um ninfomaníaco solitário.

Brandon (Michael Fassbender) é um cara bem sucedido e mora sozinho em Nova York. Seus problemas de relacionamento, aparentemente, são resolvidos durante a prática do sexo, tendo em vista que é um amante incontrolável. Contudo, sua rotina de viciado em sexo acaba sendo profundamente abalada quando sua irmã Sissy (Carey Mulligan) aparece de surpresa e pretende morar com ele.

Links Patrocinados

Parceiros


Enquete História

Você ficou satisfeito(a) com a composição da "Comissão da Verdade"?

Sim
Não
Não tenho opinião formada


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Na enquete anterior, perguntamos: "Durante a sua graduação ou pós-graduação, você cursou alguma disciplina voltada especificamente para o ensino da história?". 78,2% responderam que "sim", enquanto 21,8% responderam que não.

NOSSOS OUTROS PROJETOS

Fale Conosco

Encontrou alguma mensagem racista, preconceituosa ou ofensiva no Café História? Entre em contato conosco. Teremos o prazer em ajuda-lo(a):

Nosso email: cafehistoria@gmail.com

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2012   Criado por Bruno Leal.   Ativado por .

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }