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Discussão proposta com base na coluna da historiadora Keila Grinberg:

 http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/historiadores-pra-que

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Respostas a este tópico

Eu vi esse texto (Historioadores pra quê?) sendo compartilhado por aí também, li semana passada e troquei umas ideias com um amigo no Facebook. A discussão é interessante, um problema importante é colocado: o nosso trabalho como historiadores. 
Mas me incomoda um pouco o tom "Administradores.com" do perguntar-se mais enfaticamente "qual o meu lugar no mercado de trabalho?" e não "qual o meu papel na sociedade?". Falava disso com esse  amigo no Facebook.

Acho que a crise da profissão, todo professor sofre aqui no Brasil, independente da área. A situação de alguns professores de ciências exatas ou biológicas pode ser "menos pior", mas não muda muito. Mas para as Humanidades, como não podia deixar de ser, o buraco é mais embaixo. 
Ela diz já bem no fimzinho do texto: "Daí não ser de espantar que a maioria dos pesquisadores da área de história só se dedique a escrever livros, artigos e capítulos para serem lidos por seus pares; que suas aulas sigam esse mesmo padrão; e que seus alunos tenham no horizonte apenas a restrita carreira acadêmica."
Bem, eu cho que não só os rumos de um "profissional historiador" (como nos apresenta Grinberg) podem ser outros que o malfadado fim como professor universitário que ela nos apresenta, mas também pode haver (e é urgente que haja!) uma transformação da própria academia (e ela chega a apontar isso, o que pode ser um estopim maravilhoso), menos especialização e mais diálogo entre áreas (trans / inter -disciplinar) e sociedade. Ou mesmo que se especializem, mas que se mobilize o que se descobre, o que se investiga para mudar a realidade em que vivemos. História Problema de verdade. Mas não se trata apenas de acabar com a cultura de competição entre os programas de pós-graduação e talvez a solução não esteja em parar de escrever para os nossos pares. De certo, pensar fora da caixinha e pensar com outros ajuda, mas o quê pensar, pra quê pensar, ainda vêm antes pra mim. 
Acho que é ótimo pensarmos criticamente o quadro atual da nossa "categoria" (se é que posso chamar assim...) no Brasil, mas não sei se o problema está nas pessoas que só escrevem livros, artigos etc. Acho que alguns o fazem de maneira engajada e têm seu valor. Enfim... hoje estou com a cabeça nas nuvens, mas queria participar da discussão. Historiadores, por que não?

Acabei de ler o artigo da Keila Grinberg. Sou historiadora, trabalho com jovens do ensino médio da rede pública, daí minha percepção ser a seguinte: A História não pode ser analisada como uma ciência que necessite de um espaço específico no mercado de trabalho, haja vista que, como já colocou a Anita Lucchesi, abaixo, a função do profissional de História é seu  papel desempenhado na sociedade. História está presente em todo o cotidiano da humanidade, é inteiramente interdisciplinar, é sistêmica. A crise da profissão parece permanecer relacionada à pouca importância que a própria sociedade atribui à memória. Percebo que há uma ausência de afetividade entre o sujeito social, o cidadão, com os fatos que estão no passado e que determinam os comportamentos do presente. Há uma contínua perda de identidade do próprio ser humano em se conceber como um agente transformador do espaço social. E isso é lamentável! Tanto o pesquisador como o professor possuem o mesmo objetivo, não consigo separar as funções. Quando o graduando em História opta pela pesquisa, tem que ter consciência que sua produção científica deve e pode contribuir para mudanças sociais e tal conhecimento deve ser compartilhado não só no nível superior, mas principalmente, na educação básica. E quando opta pela licenciatura, sabe que será um constante pesquisador.Quando entro em bibliotecas nas universidades e me deparo com enormes quantidades de pesquisas materializadas em arquivos mofados, sim, aí sim, penso: Historiadores pra quê? 

Estou com você, Semíramis (qual a origem do seu nome, aliás?). Tive um professor, que era pesquisador, mas ele sempre dizia: "sou professor de História", pois para ele, era indissociável ser professor e ser historiador (que dá aulas em universidades). E de certo, o diálogo e a intervenção do que é produzido na academia na sociedade, é indispensável para que bibliotecas, arquivos e mesmo sites de conteúdos históricos na internet não fiquem às moscas ou não deixem suas pesquisas caírem no silêncio do esquecimento. 

Anita. A origem do meu nome está na antiga Babilônia. Samura, ou Semíramis, foi uma rainha que se transformou em divindade. Ah! Semíramis já foi a tradução feita por Heródoto. Significa " Aquela que ama ou A Pomba amorosa" rsrsrsrsr...minha mãe estava  inspirada! Até  parece que sabia que eu seguiria esta profissão. E que bom que concordamos que todo pesquisador é professor! Obrigada!

Concordo plenamente com vc. Ou o historiador se insere nos processos políticos e sociais e desempenha seu papel de agente histórico, ou sua credibilidade fica circunscrita ao papel.

Pro mundo ficar melhor, vamos aos historiadores!

Efetivamente vivemos tempos onde  pergunta-se tambem...

Matemáticos pra que?

Língua portuguesa pra que?

Pra que diabos afinal educação pública?

Boa parte da juventude é analfabeta funcional - pudera, ouvindo funk...

Mas a pergunta "Historiadores pra que" decorre da culpa dos historiadores em quererem parecer eruditos e cultos demais ao ponto de escreverem de maneira chata e sem graça. A história é maravilhosa, é pura aventura muito melhor que harrys poters e senhores dos anéis. Falta é talento para escrever textos históricos de forma interessante e que realmente façam a história ser o que ela é - A Grande Aventura Humana Pelo Tempo...

Bem verdade. Acho que é nesta seara que textos mais "leves", e nem por isso menos ricos, e com formatos mais adequados para revistas (e até mesmo adaptáveis para TV) vão ganhando espaço nas variadas mídias, mesmo não sendo, necessariamente, textos escritos por historiadores stricto sensu. Ainda assim, é um espaço mínimo, se pensarmos o quão envolvente esta aventura pode ser. Mereceria mais ouvintes, leitores, seguidores (nos tempos de Twitter). 

Oi Anita!
Bom vê-la por aqui!

O ótimo texto da Keila está gerando uma discussão super importante.

Para o segundo semestre eu e a Keila estamos pensando em fazer algo bem legal sobre o assunto. Depois conversamos. Se você quiser se envolver, seria ótimo. Voltamos a falar sobre isso quando nossas conversas avançarem. abs!

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