Discussão proposta com base na coluna da historiadora Keila Grinberg:
http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/historiadores-pra-que
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Permalink Responder até Anita Lucchesi em 13 março 2012 at 8:25
Permalink Responder até Semíramis libonati em 13 março 2012 at 10:19
Acabei de ler o artigo da Keila Grinberg. Sou historiadora, trabalho com jovens do ensino médio da rede pública, daí minha percepção ser a seguinte: A História não pode ser analisada como uma ciência que necessite de um espaço específico no mercado de trabalho, haja vista que, como já colocou a Anita Lucchesi, abaixo, a função do profissional de História é seu papel desempenhado na sociedade. História está presente em todo o cotidiano da humanidade, é inteiramente interdisciplinar, é sistêmica. A crise da profissão parece permanecer relacionada à pouca importância que a própria sociedade atribui à memória. Percebo que há uma ausência de afetividade entre o sujeito social, o cidadão, com os fatos que estão no passado e que determinam os comportamentos do presente. Há uma contínua perda de identidade do próprio ser humano em se conceber como um agente transformador do espaço social. E isso é lamentável! Tanto o pesquisador como o professor possuem o mesmo objetivo, não consigo separar as funções. Quando o graduando em História opta pela pesquisa, tem que ter consciência que sua produção científica deve e pode contribuir para mudanças sociais e tal conhecimento deve ser compartilhado não só no nível superior, mas principalmente, na educação básica. E quando opta pela licenciatura, sabe que será um constante pesquisador.Quando entro em bibliotecas nas universidades e me deparo com enormes quantidades de pesquisas materializadas em arquivos mofados, sim, aí sim, penso: Historiadores pra quê?
Permalink Responder até Anita Lucchesi em 13 março 2012 at 10:35
Estou com você, Semíramis (qual a origem do seu nome, aliás?). Tive um professor, que era pesquisador, mas ele sempre dizia: "sou professor de História", pois para ele, era indissociável ser professor e ser historiador (que dá aulas em universidades). E de certo, o diálogo e a intervenção do que é produzido na academia na sociedade, é indispensável para que bibliotecas, arquivos e mesmo sites de conteúdos históricos na internet não fiquem às moscas ou não deixem suas pesquisas caírem no silêncio do esquecimento.
Permalink Responder até Semíramis libonati em 13 março 2012 at 10:54
Anita. A origem do meu nome está na antiga Babilônia. Samura, ou Semíramis, foi uma rainha que se transformou em divindade. Ah! Semíramis já foi a tradução feita por Heródoto. Significa " Aquela que ama ou A Pomba amorosa" rsrsrsrsr...minha mãe estava inspirada! Até parece que sabia que eu seguiria esta profissão. E que bom que concordamos que todo pesquisador é professor! Obrigada!
Concordo plenamente com vc. Ou o historiador se insere nos processos políticos e sociais e desempenha seu papel de agente histórico, ou sua credibilidade fica circunscrita ao papel.
Pro mundo ficar melhor, vamos aos historiadores!
Permalink Responder até Brancaleone em 13 março 2012 at 20:00
Efetivamente vivemos tempos onde pergunta-se tambem...
Matemáticos pra que?
Língua portuguesa pra que?
Pra que diabos afinal educação pública?
Boa parte da juventude é analfabeta funcional - pudera, ouvindo funk...
Mas a pergunta "Historiadores pra que" decorre da culpa dos historiadores em quererem parecer eruditos e cultos demais ao ponto de escreverem de maneira chata e sem graça. A história é maravilhosa, é pura aventura muito melhor que harrys poters e senhores dos anéis. Falta é talento para escrever textos históricos de forma interessante e que realmente façam a história ser o que ela é - A Grande Aventura Humana Pelo Tempo...
Permalink Responder até Anita Lucchesi em 13 março 2012 at 21:50
Bem verdade. Acho que é nesta seara que textos mais "leves", e nem por isso menos ricos, e com formatos mais adequados para revistas (e até mesmo adaptáveis para TV) vão ganhando espaço nas variadas mídias, mesmo não sendo, necessariamente, textos escritos por historiadores stricto sensu. Ainda assim, é um espaço mínimo, se pensarmos o quão envolvente esta aventura pode ser. Mereceria mais ouvintes, leitores, seguidores (nos tempos de Twitter).
Permalink Responder até Bruno Leal em 16 março 2012 at 10:00
Oi Anita!
Bom vê-la por aqui!
O ótimo texto da Keila está gerando uma discussão super importante.
Para o segundo semestre eu e a Keila estamos pensando em fazer algo bem legal sobre o assunto. Depois conversamos. Se você quiser se envolver, seria ótimo. Voltamos a falar sobre isso quando nossas conversas avançarem. abs!
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Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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