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Na sua opinião estudar o "presente" é função do historiador? Ou este objeto de estudo é restrito aos jornalistas e sociólogos?

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Respostas a este tópico

A problemática levantada a respeito da temporalidade muito próxima, esbarra na idéia conservadora de que a produção historiográfica seja somente o fruto de uma visão retrospectiva. O relato dos acontecimentos atuais é tarefa para os jornalistas, cabe ao historiador a problematização do recorte, fazendo uso de metodologia adequada e abrir o dialogo com outras ciências para dar maior sustentabilidade à escolha de seu recorte, uma vez que a produção historiográfica de História do Tempo Presente seja ainda muito tímida.
Já existem alguns livros que abordam o tema, como o de Marieta de Moraes Ferreira: "História do tempo presente: desafios." e o "História do tempo presente", de Gilson Porto Jr, publicado pela EDUSC.

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Na minha monografia de graduação, trabalhei com a História do Presente e sofri com a discriminação dos colegas que achavam que aquilo não era trabalho de historiador. Mesmo assim segui em frente e acredito que consegui mostrar que um historiador do presente não faz a mesma coisa que um sociólogo, pois os olhares e os questionamentos das fontes são diferentes. A preocupação com a temporalidade é uma das principais diferenças.
Acredito que a História do Presente é muito importante até mesmo para aproximar os jovens (ultimamente tão preocupados com o presente) da História, pois mostra como essa ciência está presente em nossas vodas.

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Ai de nós professores de História se não fosse os recorte do tempo presente para auxiliar-nos junto ao tempo passado. concordo contigo Lina Bravim.

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Entendo que a história do presente é sim uma foramlegitima de aboradagem historiográfica, contudo não tenho muito contato com essa metodologia. Mas acredito que independentemente do período que o historiador irá trabalhar a motivação principal deve ser o presente. Na minha concepção a maior motivação para uma pesquisa histórica se dá a partir da nossa realidade atual (problemas, conflitos, guerras, crises, estruturas social, política e econômica). O historiador tem a obrigação de relacionar o passado com os presente e o futuro.

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Como assim, o historiador deve fazer relações com o futuro? Não entendo como isso seja possível .

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Boa noite Rogério,
Acredito que o comentario da Luna Bravim feito em 16 agosto 2008 at 10:38 possa responder a sua pergunta.

Um abraço,

Janine.

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Olá André,

Em minha opinião, a resposta é sim. Desde os anos de 1960, abandonou-se a falsa idéia (resquício de um positivismo) de que o historiador precisa estar afastado, no tempo, de seu objeto de estudo. Por muitos anos essa premissa esvaziou a postura crítica do historiador em relação a seu entorno.

Nas últimas décadas, os historiadores vêm se apropriado de novas abordagens, metodologias e fontes que os permitam estudar e refletir sobre acontecimentos recentes. Mas vale dizer que “história do tempo presente” não é de forma alguma uma metodologia em si. Ela pode ser atravessada por diversas metodologias, sendo um recorte temporal que lida com enfoque interdisciplinar e que discute, sobretudo, realções entre memória e história, tempo e espaço.

Penso que é fundamental refletir sobre a construção do conhecimento histórico. E para isso, nada mais natural explorar os efeitos de sentido que nós, historiadores, estabelecemos entre presente, passado e futuro.

Hoje, o estudo do tempo presente já se encontrada bem estabelecido na academia. A Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal do Rio de Janeiro são dois bons exemplos deste tipo de História.

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pensei primeiro que nao seria certo. apenas poderia ser assim quando quisessemos ver o que determinado processo histórico resultou. mas então me veio que todo o presente é resultado do passado!!!! mas quanto ao assunto seria interessante que historiadores guardassem e escrevessem sobre o presente pensando já nos anos que ainda estão por vir... um dia nosso presente vai ser o passado estudado por muitos alunos na escola...

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Pergunta difícil!
Pois no presente os fatos ainda não se cristalizaram!

Mas você lançou duas questões e pediu nossa opinião, então para pergunta se a História do presente é história? Posso dizer que sim, pois a HISTÓRIA está acontecendo o tempo todo em todo lugar! “Nos bares, nas esquinas nos prostíbulos, ...” como já dizia Ferreira Gullar.(Rimou!).
Já para o segundo questionamento cabe a quem estudar o presente?
Parece que é mesmo uma questão para jornalistas (informar) e sociólogos (analisar). Porém o que é o trabalho de um historiador senão o de analisar, questionar, contar, informar os fatos?

Até!

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Oi Pollyanna,

Mas você não acha que a idéia "cristalização" pode ser ruim? Será que o passado, com tantas disputas e conflitos ainda em aberto, está cristalizado? Acho que entendi o sentido a que você se referiu, mas a palavra cristalizar remete a sensação de imobilidade.

Muito boa a frase do Gullar! Gosto muito dele. =)

abraços!!!

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Sabe que você tem razão, Bruno!
Deu a idéia mesmo de que, quando o fato se “cristaliza” ninguém mais pode falar sobre ele...Discutir, repensar, questionar...
Mas realmente não foi esta a minha intenção.
A questão levantada neste fórum é complexa, pois a Historia foi tomando significados diferentes ao longo do tempo e da própria Historia e às vezes fica difícil até mesmo identificar ou simplificar um conceito para HISTORIA. Mas quem disse que a Historia é simples?!
Valeu pela observação!
Até!

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A história é una, no presente e no passado, ou seja, as relações sociais, políticas, econômicas e culturais devem ser investigadas pelo historiador no presente e no passado. Lembremos que o recorte presente-passado é fruto de nossa criação, criatividade, análise. Sendo assim a história é una, neste sentido lembramos Marc Bloch que afirmava: "A incompreensão do passado nasce, afinal, da ignorância do presente" (Apud Cheveau, Agnes. Questões para a história do presente. Bauru-SP: Edusc, 1999, p. 10).
É difícil e complicado se aventurar em pesquisas do chamado Tempo Presente, contudo, a história oral começou apresentando vários problemas e atualmente está consolidada. É um desafio e deve ser enfrentado pelo historiador.

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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  • Sill Scaroni
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  • barbara bezerra lima
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  • ARIADNE DA SILVA ROCHA
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