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Na sua opinião estudar o "presente" é função do historiador? Ou este objeto de estudo é restrito aos jornalistas e sociólogos?

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Respostas a este tópico

Sem dúvidas o presente é o estudo da História. Nunca me esqueço da clássica definição de História de Marc Bloch em Uma introdução a História, de que a História é a ciência que estuda a ação do Homem no tempo.Este pode ser o passado ou o presente e lendo a resposta de Maryna Sousa e sabendo da introdução do livro Domínios da História, escrtito por Ciro Flamarion Cardozo Sant´Anna, a História faz conecções entre o passado, presente e o futuro. Sem dúvidas, o grande desafio da história Contemporênea consiste em saber intrepretar o documento histórico e contextualizá-lo frente a quem escreve e o seu objetivo. Sou adépta das metodologias também não muito inovadoras da primeira geração da Escolas dos Annales, elas são muito importantes, embora estejam fora de moda.

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Sim com certeza,o grande problema de discutir o presente é que a condição de agente histórico prejudica a compreensão do agora. Temos mais compreensão do passado do os contemporâneos do presente.

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Historia do presente é um fato que todos podem fazer parte,ou testemunhar.

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Boa noite a todos; a investigação do tempo presente pelo historiador é, em minha opinião, História sim. Bom, para justificar tal afirmação, prefiro citar Marc Bloch (Apologia da História):
“o erudito que não tem o gosto de olhar ao seu redor nem os homens, nem as coisas, nem os acontecimentos, ele merecerá talvez, como dizia Pirenne, o título de um útil antiquário. E agirá sensatamente renunciando ao de historiador” (p.66). Além disso:essa faculdade da apreensão do que é vivo, eis justamente, com efeito, a qualidade mestra do historiador, diz Bloch.
Ou, em uma linguagem mais poética e menos historiográfica, Goethe: “não existe presente apenas um devir” (p.60).
Em suma, o tempo presente nada mais é que do que um passado recente e, retornando à Bloch, o objeto da história não é o passado, mas sim o homem, ou melhor, os homens inseridos no tempo.

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É impossível estudar a História sem estar conectado com o presente. Assim não sendo, seu estudo seria um tour pelo passado sem qualquer importância para o homem da atualidade.
Aliás, esse tipo de visão ainda está muito presente nas salas de aula e fazendo com que os alunos decorem História em vez de compreendê-la e percebê-la no seu cotidiano por diversos meios, sejam eles sociais, políticos, religiosos, culturais, artísticos...
O presente só tem sentido quando relacionado com o passado!

Grande abraço.

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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