As sociedades contemporânea transformaram-se (em especial a nossa o Brasil!!) em sociedades de consumo. Consumo leviano de um lixo cultural veiculado pela mídia - nesse caso em especial, as emissoras de tv-, essa grande manipuladora de corações e mentes. Portanto, um brinde a mediocridade dos nossos comunicadores tupiniquim de plantão a exemplo do que certa vez em entrevista a Abujamra afirmou Álvaro de Moya, um dos pioneiros da tv no Brasil a respeito das emissoras e seus programas: "HOJE O QUE NÓS VEMOS NA TELEVISÃO, SÃO PANELAS DE MEDÍOCRES". Com isso chamo atenção para uma pergunta um tanto gasta e singela: 'a tv informa ou deforma?' ou 'a tv informa e também deforma?'. Diante de tal questionamento, pra você qual seria ou quais seriam os possíveis caminhos para um uso democrático cidadão e formador social por assim dizer, das programações das emissoras de tv's, levando-se em consideração as implicações das relações de poder(simbolico) na sociedade junto a interesses de grupos inseridos na indústria cultural, naquilo que elencamos como comunicação e cultura de massa(s) ou seja, mass media?. E o papel do individuo, ou como queira, do Telespectador diante de tal situação?. Seria de uma passividade mórbida ou de uma potêncialidade ativa e transformadora?.
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Permalink Responder até Alcebíades de Lima Oliveira em 22 julho 2010 at 15:19
Permalink Responder até Aislan Jonis Bertolucci em 23 julho 2010 at 21:26
Permalink Responder até Alcebíades de Lima Oliveira em 24 julho 2010 at 9:35
Permalink Responder até Brancaleone em 10 junho 2012 at 18:30
Não se iluda. Os movimentos sociais atualmente são meras extenções do poder e do interesse político e a mídia "alternativa" meramente faz coro a estes "movimentos sociais úteis". Tanto quanto a mídia "normal", a "alternativa" não tem nada de "autentica" nem é "pura" mas serve a interesses distintos e estes quase sempre são tão inverdadeiros quanto os que diz combater.
Fiquei estarrecido ao confirmar que a antiga boa e velha UNE hoje não passa dum baita dum pelegão sustentado com gordas verbas públicas e que não passa dum reduto do PCB ou PCdB ( incrivelmente ainda existem "partidos comunistas"!!!) Ou seja, a UNE já era. Não tem crédito moral para comprar um chiclé fiado...
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 6 maio 2012 at 18:29
Os meios de comunicação seguem a filosofia da empresa a qual pertencem. São parciais, sempre.
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 9 junho 2012 at 5:40
Bom dia,Aislan.
Um meio de comunicacao é um Lobbi .e age de acordo com os interesses do dono ,nem que tenha de mentir muito e manipular a verdade.
Normalmente sao os políticos os mais interessados em tal negócio para desestabilizar e confundir as massas e desta forma governar o povo .
Até aqui tem funcionado muito bem esta prática ,preve-se que nao vai mudar nos próximos tempos ,porque vende muito bem.
Um abraco
Permalink Responder até Brancaleone em 9 junho 2012 at 20:57
Os meios de comunicação servem aos interesses, apenas isso. São é claro um negócio como outro qualquer e assim como butecos, panificadoras, "casas de quengas" e oficinas mecânicas existem para que se obtenham lucros.
Alguns crêem erroneamente que os meios de comunicação deveriam ser uma espécie de "repositório da verdade", um tipo de "tribunal justo" e isso é impossível. Nem falar então em querer que a TV "eduque" e "reforce a moral e bons costumes".
É inegável que os meios de comunicação deformam a verdade dos fatos mas quem em sã consciência pode se arrogar em "dizer só a verdade, nada mais que a verdade" e afinal de contas, a verdade é relativa, muito relativa...
Permalink Responder até Brancaleone em 9 junho 2012 at 21:00
As religiões agem mais ou menos da mesma forma. Adaptam ou simplesmente deformam e inventam verdades de tal maneira preservarem-se e é claro, angariarem fiéis e dinheiro.
Permalink Responder até João Paulo em 10 junho 2012 at 6:48
Escrevi um pequeno livreto sobre este assunto, quem quiser conferir é só baixar.
http://www.falsosmoralismos.blogspot.com.br/2012/02/o-pensar-e-midi...
Permalink Responder até Erika karina Rodrigues Santos em 10 junho 2012 at 19:53
Boa noite ...
Eu acredito que os meios de comunicação informam aquilo que é bom para eles,muitas vezes escondendo a verdade ou manipulando as pessoas,devemos toamr cuidado e analisarmos bastante os fatos, pois lembrando que cada um fala e conta o que pensa e acredita e nós somos seres diferentes que agimos diferentes e estamos inseridos em uma cultura diferente,beijossss
Heil, Goebbels!
Se as teses do “nosso querido Ministro da Propaganda”, Joseph Goebbels, ainda permanecem vivas e atuantes, devemos reconhecer-lhe o talento. Aliás, o Doktor Goebbels defendeu tese de doutoramento em Germanística – Língua e Literatura Alemã.
Apesar de minha formação marxista, considero os nazistas bastante talentosos em sua política de manipular e seduzir corações e mentes. Foram e continuam insuperáveis. Vide a Estética do III Reich, personificada por Leni Riefenstahl, Zarah Leander e Gustav Gründgens.
Segundo Manfred Grellmann, “A notícia é usada como exclusiva prática de lavagem cerebral ou fundamentação de idéias e ideologias, por mais danosas que possam ser à sociedade”.
Insisto, “nosso querido Doktor Goebbels”, em plena década de 30, já descobrira o Primeiro Mandamento da Teoria da Comunicação que só viria à tona nos anos 70: “Informação é poder”.
Luana Costa Lopes ataca: “O que a GRANDE MÍDIA provoca mesmo?”
”Apenas pensamentos vazios, mentes vazias, senso crítico atrofiado, caráter deformado…”.
Pois é, a deformação do pensamento como instrumento de dominação. Seja no âmbito público, seja no privado.
O objetivo maior da TV é desinformar, criar necessidades artificiais de consumo e modismos ocos para a glória maior das classes dominantes, isto é, fazer as pessoas acreditarem que exercem a capacidade de pensar. Esvaziar o sentimento legítimo da conquista e fomentar o escapismo.
O culto exacerbado do corpo só faz acentuar a ilusão do parecer - que aliado ao ter - molda o perfil das legiões de adoradores do dinheiro e das satisfações imediatas, incompatíveis com o sentimento de frustração, que permite o crescimento e o enriquecimento das pessoas enquanto seres humanos. Por conseguinte, instala-se um abismo entre os zumbis que cultivam o ter e o parecer e aqueles que ainda insistem em investir na capacidade de ser. Ser, simplesmente ser.
Com base na ausência de valores para promover o Homem enquanto possibilidade, resta às crianças este modelo de identificação deformado e deformador.
A propósito, lembro-me do ocaso da época de Collor, quando muito se falou sobre PC Farias, outra figura sinistra. Pois bem, no consultório, uma paciente comentou estarrecida que, indagado sobre a profissão que desejava exercer, o sobrinho - uma criança - não titubeou: “Ladrão!” Ao atingir a adolescência foi morar no morro, onde um amigo traficante era o chefe do tráfico. Aos 18 anos de idade foi interceptado pela polícia dirigindo um carro que acabara de roubar. Baleado, não resistiu e morreu.
Este episódio, rigorosamente verídico, remete à obra de Hélio Oiticica, “Seja Marginal, Seja Herói”. À necessidade de fomentar valores autênticos com os quais as pessoas possam contar para a construção do Ser.
Num universo habitado por Super-Homens e Mulheres-Maravilha, nada mais natural do que a exaltação de “seios e bundas milimetricamente perfeitos”, além “de uma virilidade incontestável”, no entender de Roberta Ausrilane Santos.
O problema afeta homens e mulheres. Vide a avalanche de cirurgias plásticas e lipoaspirações, que culminam muitas vezes com a morte das infelizes, invariavelmente jovens e belas. E mais. Centenas de tratamentos “rejuvenescedores” e afins são oferecidos e amplamente divulgados. Cooptados pelo culto a Príapo, adolescentes usam Viagra e homens adultos recorrem a “tratamentos” para aumentar o tamanho do pênis.
No Japão, belas jovens tingem seus cabelos de loiro e sucumbem ao silicone para aumentar seios e bundas. O resultado, grotesco, coloca-as no mesmo patamar dos travestis. Deformam sua beleza delicada e única em prol de uma identificação com o padrão norte-americano. Segundo um sociólogo bem-humorado cujo nome me escapa, “a mulher ideal para os norte-americanos é aquela que consegue tomar banho sem molhar os pés”.
Este panorama desolador indica a impossibilidade da liberdade, da capacidade de fazer escolhas, eis que transferem para as TVs, rádios, revistas e jornais algo intransferível: a capacidade de pensar criticamente a realidade. Pode-se ilustrar a atrofia do pensamento com um caso emblemático ocorrido na Itália. Famoso marqueteiro foi almoçar na casa da mãe quando ela indagou-lhe se conhecia a manteiga anunciada na TV. “Eu fiz este anúncio. Essa manteiga não presta”. Ao que a mãe retrucou candidamente: “Mas a TV disse”.
Nada mais atual do que esta passagem da “Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel” – “Zur Kritik der Hegelschen Rechtphilosophie. Einleitung”., de meu amigo e companheiro Karl Marx:
“A crítica arrancou as flores imaginárias que enfeitavam as cadeias, não para que o homem use as cadeias sem qualquer fantasia ou consolação, mas para que se liberte das cadeias e apanhe a flor viva”.
“Die Kritik hat die imaginären Blumen an der Kette zerpflückt, nicht damit der Mensch die phantasielose, trostlose Kette trage, sondern damit er die Kette abwerfe und die lebendige Blume breche”.
Permalink Responder até Pâmela Fagundes Santos em 10 junho 2012 at 23:54
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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