História da Comunicação - Os meios de comunicação informam ou deformam?

As sociedades contemporânea transformaram-se (em especial a nossa o Brasil!!) em sociedades de consumo. Consumo leviano de um lixo cultural veiculado pela mídia - nesse caso em especial, as emissoras de tv-, essa grande manipuladora de corações e mentes. Portanto, um brinde a mediocridade dos nossos comunicadores tupiniquim de plantão a exemplo do que certa vez em entrevista a Abujamra afirmou Álvaro de Moya, um dos pioneiros da tv no Brasil a respeito das emissoras e seus programas: "HOJE O QUE NÓS VEMOS NA TELEVISÃO, SÃO PANELAS DE MEDÍOCRES". Com isso chamo atenção para uma pergunta um tanto gasta e singela: 'a tv informa ou deforma?' ou 'a tv informa e também deforma?'. Diante de tal questionamento, pra você qual seria ou quais seriam os possíveis caminhos para um uso democrático cidadão e formador social por assim dizer, das programações das emissoras de tv's, levando-se em consideração as implicações das relações de poder(simbolico) na sociedade junto a interesses de grupos inseridos na indústria cultural, naquilo que elencamos como comunicação e cultura de massa(s) ou seja,  mass media?. E o papel do individuo, ou como queira, do Telespectador diante de tal situação?. Seria de uma passividade mórbida ou de uma potêncialidade ativa e transformadora?.

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Os factóides são exemplos, sem ética, partidários e ideológicos do mercado, são os primeiros atacarem os movimentos sociais, sempre uma manipulação com emboscada televisiva, o noticiário oculta a magnitude dos efeitos e silenciam-se sobre a realidade social, programas de TV como Malhação, BBB, etc., são lavagem cerebral e preconceitos e desvalorização da condição humana.
Não poderia existir os quem mandam, a cultura e a arte são de todos, os colaboradores e imitadores de plantão do imperialismo cultural, são personalidades e instituições, arrogantes e autoritárias com a maioria do povo, que negam a dominação de classe.
Restaria, aos críticos e aos que estão de fora dos circuitos oficiais, recusarem a exploração meramente capitalista e desafiarem a política de poderes na promoção e valorização da solidariedade e da cultura popular.
Saudações Alcebíades, tudo tranquilo?. Desde já agradeço sua importante contribuição.
Estou de acordo com seu questionamento em relação a manipulação da mídia com programas de conteúdos mediocres tais como aqueles citados por ti. As vezes me pego a pensar, como pode as pessoas estarem condicionadas a assistirem programas televisivos (como aqueles de auditórios aos domingos), sem nenhuma carga de criticidade, totalmente ápaticas. Seria isso uma espécie de fuga do real e a inserção num simulacro dos sonhos devido a vida de enganos em que vivemos em todas as esferas das realizações humanas como a política por exemplo?? Mas também acredito no poder lapidar da mídia embora os resultados sejam mais visíveis na pequena mídia se assim podemos dizer, tais como pequenos impressos de associações de bairro, informativos de nucleos de estudos, canais de tv's comunitárias e até mesmo em singelos jornais de escolares.
AQUI ESTÁ UM SLIDES SOBRE A MORTE DA COERÊNCIA
Uinsensatez(2).pps
Saudações amigo Aislan, excelente sua reflexão é por ai na pequena mídia popular e comunitária, mas
como poderemos ter uma mídia mais livre e uma sociedade mais ativa, com a falta de incentivo e regulação dos meios de comunicação pública e comunitária, de apoio a disponibilização do acesso gratuito da população à internet, banda larga e TV digital, ausência do verdadeiro pluralismo em contradição com a conservação do histórico domínio do segmento mediático por reduzidos grupos familiares, elites locais e regionais, constituído num mesmo bloco de poder.
Claro, estamos avançando, os de cima vão aprendendo a conviver com os de baixo, os movimentos sociais tem que defenderem um espaço gratuito no rádio e na TV, no mesmo padrão atualmente utilizado pelos partidários.
abraços.

Não se iluda. Os movimentos sociais atualmente são meras extenções do poder e do interesse político e a mídia "alternativa" meramente faz coro a estes "movimentos sociais úteis". Tanto quanto a mídia "normal", a "alternativa" não tem nada de "autentica" nem é "pura" mas serve a interesses distintos e estes  quase sempre são  tão inverdadeiros quanto os que diz combater.

Fiquei estarrecido ao confirmar que a antiga boa e velha UNE hoje não passa dum baita dum pelegão sustentado com gordas verbas públicas e que não passa dum reduto do PCB ou PCdB ( incrivelmente ainda existem "partidos comunistas"!!!) Ou seja, a UNE já era. Não tem crédito moral para comprar um chiclé fiado...

Os meios de comunicação seguem a filosofia da empresa a qual pertencem. São parciais, sempre.

Bom dia,Aislan.

Um meio de comunicacao é um Lobbi .e age de acordo com os interesses do dono ,nem que tenha de mentir muito e manipular a verdade.

Normalmente sao os políticos os mais interessados em tal negócio para desestabilizar e confundir as massas e desta forma governar o povo .

Até aqui tem funcionado muito bem esta prática ,preve-se que nao vai mudar nos próximos tempos ,porque vende muito bem.

Um abraco 

Os meios de comunicação servem aos interesses, apenas isso. São é claro um negócio como outro qualquer e assim como butecos, panificadoras, "casas de quengas" e oficinas mecânicas existem para que se obtenham lucros.

Alguns crêem erroneamente que os meios de comunicação deveriam ser uma espécie de "repositório da verdade", um tipo de "tribunal justo" e isso é impossível. Nem falar então em querer que a TV "eduque" e "reforce a moral e bons costumes".

É inegável que os meios de comunicação deformam a verdade dos fatos mas quem em sã consciência pode se arrogar em "dizer só a verdade, nada mais que a verdade" e afinal de contas, a verdade é relativa, muito relativa...

As religiões agem mais ou menos da mesma forma. Adaptam ou simplesmente deformam e inventam verdades de tal maneira preservarem-se e é claro, angariarem fiéis e dinheiro.

Escrevi um pequeno livreto sobre este assunto, quem quiser conferir é só baixar. 

http://www.falsosmoralismos.blogspot.com.br/2012/02/o-pensar-e-midi...

Boa noite ...

Eu acredito que os meios de comunicação informam aquilo que é bom para eles,muitas vezes escondendo a verdade ou manipulando as pessoas,devemos toamr cuidado e analisarmos bastante os fatos, pois lembrando que cada um fala e conta o que pensa e acredita e nós somos seres diferentes que agimos diferentes e estamos inseridos em uma cultura diferente,beijossss

Heil, Goebbels! 

Se as teses do “nosso querido Ministro da Propaganda”, Joseph Goebbels, ainda permanecem vivas e atuantes, devemos reconhecer-lhe o talento. Aliás, o Doktor Goebbels defendeu tese de doutoramento em Germanística – Língua e Literatura Alemã.

Apesar de minha formação marxista, considero os nazistas bastante talentosos em sua política de manipular e seduzir corações e mentes. Foram e continuam insuperáveis. Vide a Estética do III Reich, personificada por Leni Riefenstahl, Zarah Leander e Gustav Gründgens.

Segundo Manfred Grellmann, “A notícia é usada como exclusiva prática de lavagem cerebral ou fundamentação de idéias e ideologias, por mais danosas que possam ser à sociedade”.

Insisto, “nosso querido Doktor Goebbels”, em plena década de 30, já descobrira o Primeiro Mandamento da Teoria da Comunicação que só viria à tona nos anos 70: “Informação é poder”.

Luana Costa Lopes ataca: “O que a GRANDE MÍDIA provoca mesmo?”
Apenas pensamentos vazios, mentes vazias, senso crítico atrofiado, caráter deformado…”.

Pois é, a deformação do pensamento como instrumento de dominação. Seja no âmbito público, seja no privado.

O objetivo maior da TV é desinformar, criar necessidades artificiais de consumo e modismos ocos para a glória maior das classes dominantes, isto é, fazer as pessoas acreditarem que exercem a capacidade de pensar. Esvaziar o sentimento legítimo da conquista e fomentar o escapismo.

O culto exacerbado do corpo só faz acentuar a ilusão do parecer    - que aliado ao ter -   molda o perfil das legiões de adoradores do dinheiro e das satisfações imediatas, incompatíveis com o sentimento de frustração, que permite o crescimento e o enriquecimento das pessoas enquanto seres humanos. Por conseguinte, instala-se um abismo entre os zumbis que cultivam o ter e o parecer e aqueles que ainda insistem em investir na capacidade de ser. Ser, simplesmente ser.

Com base na ausência de valores para promover o Homem enquanto possibilidade, resta às crianças este modelo de identificação deformado e deformador.

A propósito, lembro-me do ocaso da época de Collor, quando muito se falou sobre PC Farias, outra figura sinistra. Pois bem, no consultório, uma paciente comentou estarrecida que, indagado sobre a profissão que desejava exercer, o sobrinho  - uma criança -   não titubeou: “Ladrão!”  Ao atingir a adolescência foi morar no morro, onde um amigo traficante era o chefe do tráfico. Aos 18 anos de idade foi interceptado pela polícia dirigindo um carro que acabara de roubar. Baleado, não resistiu e morreu.

Este episódio, rigorosamente verídico, remete à obra de Hélio Oiticica, “Seja Marginal, Seja Herói”. À necessidade de fomentar valores autênticos com os quais as pessoas possam contar para a construção do Ser.

Num universo habitado por Super-Homens e Mulheres-Maravilha, nada mais natural do que a exaltação de “seios e bundas milimetricamente perfeitos”, além “de uma virilidade incontestável”, no entender de Roberta Ausrilane Santos.

O problema afeta homens e mulheres. Vide a avalanche de cirurgias plásticas e lipoaspirações, que culminam muitas vezes com a morte das infelizes, invariavelmente jovens e belas. E mais. Centenas de tratamentos “rejuvenescedores” e afins são oferecidos e amplamente divulgados. Cooptados pelo culto a Príapo,  adolescentes usam Viagra e homens adultos recorrem a “tratamentos” para  aumentar o tamanho do pênis.

No Japão, belas jovens tingem seus cabelos de loiro e sucumbem ao silicone para aumentar seios e bundas. O resultado, grotesco, coloca-as no mesmo patamar dos travestis. Deformam sua beleza delicada e única em prol de uma identificação com o padrão norte-americano. Segundo um sociólogo bem-humorado cujo nome me escapa, “a mulher ideal para os norte-americanos é aquela que consegue tomar banho sem molhar os pés”.

Este panorama desolador indica a impossibilidade da liberdade, da capacidade de fazer escolhas, eis que transferem para as TVs, rádios, revistas e jornais algo intransferível: a capacidade de pensar criticamente a realidade. Pode-se ilustrar a atrofia do pensamento com um caso emblemático ocorrido na Itália. Famoso marqueteiro foi almoçar na casa da mãe quando ela indagou-lhe se conhecia a manteiga anunciada na TV. “Eu fiz este anúncio. Essa manteiga não presta”. Ao que a mãe retrucou candidamente: “Mas a TV disse”.

Nada mais atual do que esta passagem da “Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel” –  “Zur Kritik der Hegelschen Rechtphilosophie. Einleitung”., de meu amigo e companheiro Karl Marx:

 

A crítica arrancou as flores imaginárias que enfeitavam as cadeias, não para que o homem use as cadeias sem qualquer fantasia ou consolação, mas para que se liberte das cadeias e apanhe a flor viva”.

Die Kritik hat die imaginären Blumen an der Kette zerpflückt, nicht damit der Mensch die phantasielose, trostlose Kette trage, sondern damit er die Kette abwerfe und die lebendige Blume breche”. 

Excelente questionamento. Na minha humilde compreensão a tv informa e também deforma, mas na grande maioria do tempo deforma.
Muito embora todos saibam que o controle da maioria das emissoras de televisão brasileira concentram-se nas mãos de um grupo das famílias mais influentes do país, e são utilizadas para promover seus próprios interesses lucrativos de forma desescrupulosa, que temos uma publicidade criminosa, as novelas, mini-series, tele jornais, programas de entretenimento cada vez mais apelativos se isso ainda é possível, e com compromisso ao incentivo de consumo desemfreado e não com a verdade, a cada semana que passa a disputa por ibope joga no lixo qualquer nível de bom senso, e é nesta salada de frutas que as emissoras encarregam-se de organizar que a maioria dos cidadãos brasileiros procuram se informar, manter-se atualizados sobre os fatos ocorridos aqui e no mundo, e se distraem nos momentos de lazer com a família.
A Televisão é o meio de comunicação mais utilizado, quando não é o único, a televisão é sem sombra de dúvidas o meio de comunicação mais influente que existe, e muito embora com todo seu poderio é recheada por programações de entristecer qualquer pessoa esclarecida e com o mínimo de discernimento.
Tenho vergonha de tele jornais que distorssem informações, que apoiam guerras, que banalizam a vida humana, tenho horror a propagandas e programas de intretenimento que desmoralizam e desvalorizam as mulheres, e não é por falta de informação, todos sabem que nós mulheres somos hoje na maioria das famílias brasileiras a chefe de família, a pessoa que educa muitas vezes sozinha seus filhos, os futuros cidadãos desse país.
E o que tenho a dizer de maneira grosseira é que essa “guerra” de interesses entre os leões da selva da televisão não vai acabar pela simples situação, a resposta dos próprios telespectadores que se submetem a essas influêcias passivamente para o grande final, o consumo desenfreado, a aceitação de modismos e agregação de habitos fúteis e supérfluos, que apenas nos prejudicam, incentivo ao uso do álcool a jovens, as pessoas individam-se mas estam com as roupas do momento, com o celular, com os tênis, etc.. Muitos valores morais são distorcidos existe banalização em tudo sobre a homossexualidade, o feminismo, o pobre o rico, NOSSA! uma verdadeira desgraça.
Enquanto a população não desligar a televisão e especializar-se na maneira mais confiável de absorver informação, a LEITURA, as coisas não vão mudar e não por que a televisão faz o que bem entende mas porque os telespectadores garantem o alto ibope, é triste ver que os programas mais apelativos e vazios de conteúdo são os que batem os recordes de público todos os meses.
O brasileiro deve ler, ler, ler... livros, revistas, fontes fracas, média, ruins, execelentes, até conseguir discernir o que nos agrega melhorias e o que nos é supérfluo e nos prejudíca. Não são as emissoras que vão descer do altar que se encontram para promover melhorias nas nossas vidas, e sim quem deve e tem total potencial para isso é o telespectador que educando-se exigirá programas, propagandas, tele jornais bem elaborados e com a devida qualidade, com o compromisso com a verdade, e não mais aceitará essa festa de horrores que existe hoje.
Entender que não é reclamando com a tv ligada do programa que o ibope dele cai, e sim aquele botão que liga a tv também a desliga, desligar a televisão e ler qualquer coisa é indiscutivelmente melhor para absorver conhecimento, e com a demanda exigindo qualidade de serviço, o serviço sempre melhora.
Sei que essa minha "dica" é radical e não uma solução complexa que exige médio e longo prazo, Mas aproveitei para expor como eu agi em respeito da minha insatisfação com as emissoras brasileira, e os resultados, leio 2 a 3 livros por mês, por enquanto manterei a televisão desligada.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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