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Permalink Responder até Manoel Antonio dos Santos Neto em 17 janeiro 2012 at 22:05
Oi Rubia,
Tenho especial interesse por este assunto. Desenvolvo projetos nos sertões da Bahia, na região de Canudos. Posso lhe afirmar que as fotografias são documentos formidáveis, especialmente nestas localidades, onde a presença de pessoas ágrafas é ainda lamentável. Nos velhos e modestíssimos baús familiares (caixas de sapatos, etc) encontramos algu,as preciosidades. São registros de uma época, flagrantes de vida que se confundem com a própria história das comunidades.
espero que [ossamos continuar conversando sobre este assunto fascinante.
Abs.
Manoel Neto
Permalink Responder até Rúbia Carla Martins Rodrigues em 20 janeiro 2012 at 20:42
Boa noite prezado Manoel,
peço desculpas pela demora em responder, aliás tenho que pedir desculpas a todos pela falta de tempo em que encontro-me. Eu estava fazendo trabalhos de campo e por isso fiquei sem tempo para responder a todos. Interessante o teu trabalho no Sertão. Algum tempo atrás estive morando no Sertão (em São Raimundo Nonato - Piauí) e lá pude perceber o quanto as pessoas são mais humanas. Aprendi muitas coisas com a população local, principalmente olhar para meu próximo e vi o quanto são verdadeiros. Mesmo em meio a tantas dificuldades ainda tentam encontrar a felicidade e sem falar o quanto a Serra da Capivara tem sítios arqueológicos fabulosos. E prometo que vou tentar ser mais presente aqui para continuar a falar sobre as fotografias.
Abraços,
Rúbia.
Permalink Responder até Manoel Antonio dos Santos Neto em 20 janeiro 2012 at 21:24
Oi Rubia, boa noite.
Compreendo a sua dificuldade, fique tranquila. Estive fora muitos dias também em trabalho de campo, o que sempre nos atrapalha com a correspondência. Essa é uma discussão que venho mantendo com amigos fotógrafos e historiadpres, como também, com o pessoal de cinema, sobre esta poderosa interface qu a imagem possibilita para o trabalho do historiador. São Raimundo Nonato é um lugar especial asssim como Canudos e todo o sertão brasileiro. Acaba de ser lançado em Salvador um calendário cujo tema central é a Revolta dos Búzios ou Revolução dos Alfaiates como é mais conhecida. O organizador é o fotógrafo e documentariasta Antonio Olavo que tem realizado ótimos trabalhos em que o cinema e a fotografia se tornam elementos fundamentais no processo de cosntrução do fazer historiográfico. Sugiro uam conculta ao site www.portfolium.com.br
Abs
Manoel Neto
Permalink Responder até Bruno Leal em 18 janeiro 2012 at 9:24
O tópico é muito interessante Rúbia.
A interface da historia coma fotografia é uma das mais ricas que existe em nosso campo. Acho que antes de pensar na relação em si, precisamos discutir alguns aspectos da fotografia. Eu sugiro muito a leitura de obras de Marc Ferro (que trabalha com cinema), mas que nos ajudam a pensar a imagem parada também. Depois, posso colocar outras referências. Muitos livros sobre fotojornalismo ajudam a pensar também a interface com a história. Um clássico no campo é: "Clube o Bang-Bang", que conta a história de um grupos de fotojornalistas sul-africanos empenhados em mostrar ao mundo o Apartheid. Vale a pena.
Permalink Responder até Manoel Antonio dos Santos Neto em 19 janeiro 2012 at 10:14
Caro Bruno,
Concordo com a sua observação. Sugiro também a leitura do livro de Evandro Teixeira sobre a passeata dos Cem Mil, em 1968. Boa leitura também é o livro A HISTÓRIA VAI AO CINEMA, morganizado por Mariza Carvalho e Jorge Ferreira e publicado pela editora Record, publicado em 2006. O livro reúne artigos de vários intelectuais e historiadores. Vale a pena a leitura!
Abs.
Manoel Neto
Permalink Responder até Claudia Martins Durán em 18 janeiro 2012 at 9:51
Prezados Rúbia e Manoel,
Sou jornalista e produtora do Festival Cinesul, no Rio de Janeiro, e na edição do evento do passado exibimos dois filmes produzidos com material de arquivo. Infelizmente ainda não tive chance de assistir, pois quem produz festival de cinema assistir aos filmes é tarefa quase impossível. Os filmes são: No tempo do bonde e Babás. Este último é da Consuelo Lins, que fez muitos trabalhos com o Eduardo Coutinho.
Mas lembro-me de um outro filme em especial, exibido na abertura do festival de 2009 chamado "Los Días sin Joyce". Conta a história de amor de um casal que percorreu o mundo e eles terminaram suas vidas numa cidade mexicana. Todo o filme é narrado em off por atores interpretando o casal e traz as fotos deles e tem também filmes das viagens que fizeram juntos, com direito a imagem de Copacabana na década de 40! Fiquei impressionada com a edição que os realizadores fizeram desta memória afetiva. É um belo filme.
Trabalho também organizando o acervo de uma agência de publicidade carioca e durante este tempo em que trabalho aqui, fiz um curso sobre digitalização de acervo no Museu Histórico Nacional-RJ e percebemos o quanto nós mesmos não damos a devida importância ao acervo da própria família. Tudo bem, não vamos juntar um monte de traquitana sem utilidade, mas cuidar deste registros é muito importante e bonito.
Abraços
Claudia
Permalink Responder até Manoel Antonio dos Santos Neto em 19 janeiro 2012 at 9:55
Claudia,
acho que todos concordammos quanto a importância das fotografias como documentos históricos, mas, sobretudo, como fonte fidedigna da memória individual e coletiva, registros de pessoas e lugares, pois como diz a ca"nção "há pessoas e lugares que a gente nunca esquece". Sou documentarias e estou concluindo um trabalho em vídeo chamado TRES VEZES CANUDOS - A BIOGRAFIA DE UMA CIDADE, em que conto a história deste importante povoado sertanejo da Bahia. Usarei imagens congeladas e filmes antigos no trabalho. Os acervos particulares, velhos baús cheios de imagens e recordações se constituem em fontes fundamentais para a iconografia do filme. Gostaria muito de ver este filme mexicano, vc teria alguma indicação de onde posso procurá-lo?
Abs.
Manoel Neto
Permalink Responder até Claudia Martins Durán em 19 janeiro 2012 at 10:11
Este filme nunca passou em circuito comercial aqui no Brasil.
Aí vão a sinopse e o e-mail de um dos diretores para você entrar em contato e ver se ele pode te ajudar. Sugestão: diga que você conseguiu o e-mail com a produção do cinesul.
O nome dele é : Agustín Oso Tapia
osoterico@gmail.com
Boa sorte!
Prezados e Prezadas,
Gostaria de divulgar o livro organizado por mim sobre História, Fotografia e Cultura Visual: Pesquisas Recentes, que será disponibilizado de forma gratuita (on-line) pela Editora da PUCRS em março. O livro é fruto dos debates do Grupo de História e Fotografia ligado ao Labotaório de Pesquisa em História da Imagem e do Som do PPG de História da PUCRS e que funciona desde 2003. Fiquem ligados e procurem no site da PUCRS www.pucrs.br ou via portal de buscas o livro em março. Também tenho outros textos sobre o assunto disponíveis on-line na Revistas Brasileira de História (2007) e na Anos 90 (2008), bem como um dossiê sobre o assunto na revista ArtCultura (UFU, n. 16).
Eventualmente entrarei nesse bate papo com vocês,
Um abraço,
Charles Monteiro
PPGH/PUCRS
Permalink Responder até Claudia Martins Durán em 18 janeiro 2012 at 10:39
Valeu a dica!
Permalink Responder até Manoel Antonio dos Santos Neto em 19 janeiro 2012 at 9:56
Valeu Charles! Vamos ficar atentos!
Manoel Neto
Sou versado em Historia, licenciado pela Universidade Eduardo Mondlane-Moçambique, actualmente trabalho no arquivo da maior empresa de comunicação social em Moçambique, sobretudo na gestão de informação fotográfica, o que despertou em mim a importância duma fotografia e a relação de cumplicidade que ela tem com a Historia. A fotografia eh uma fonte viva, mais que as outras fontes, ela consegue transportar as emoções da informação que ela contem. Em Moçambique, há um livro com titulo "pão nosso de cada noite" .eh um livro que procurar explicar as motivações das profissionais de sexo só através da compilação de fotografias.
Movido pela vontade de perceber melhor a relação historia-fotografia, se alguém tiver artigo, ou melhor, informação em relação ao assunto, agradecia que enviasse para o e-mail danguetse@gmail.com.
Daniel Antonio
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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